Apoie o blog O Ponto Dentro do Círculo

 

 

 

O blog O Ponto Dentro do Círculo tem, como missão, publicar textos de qualidade que possam contribuir com os estudos sobre os diversos assuntos que são de interesse daqueles que fazem parte da Sublime Ordem ou que por ela tem estima. Todo o conteúdo é disponibilizado gratuitamente, e nos esforçamos para fazer da nossa página um ambiente agradável para os públicos interessados.

Nosso objetivo é abrir novos canais de comunicação e continuar oferecendo a nossos leitores conteúdo de qualidade que possa contribuir com seu aprimoramento intelectual e cultural. Esse trabalho envolve, necessariamente, custos financeiros relacionados com provedor de internet, plataforma para hospedagem da página, computador, energia elétrica, além do tempo destinado à pesquisa e leitura de textos relativos aos temas que interessam àqueles que nos seguem.

Agora, com a parceria entre o Apoia-se.com e O Ponto Dentro do Círculo, você pode nos auxiliar nessa empreitada! Apoie esse projeto e ajude a manter no ar esse que é um dos blogs maçônicos mais conceituados no Brasil. 

Para fazer sua colaboração é só clicar no link abaixo:

https://apoia.se/opontodentrodocirculo

Publicado em Apoie o blog | Marcado com | Deixe um comentário

Religião: uma compreensão sociológica (2ª Parte)

O Ponto Dentro do Círculo

Dentro da Sociologia, tem-se uma vertente destinada aos estudos dos fenômenos religiosos, é a chamada de “Sociologia da Religião”. Seu objetivo é o de compreender os efeitos sociais do “pertencimento religioso”, ou seja, demonstrar como as crenças religiosas interferem no comportamento e nas tomadas de decisões dos indivíduos. Nossa proposta aqui é estudar a religiosidade de grupos sociais para entender como se deu esta formação, este sentimento religioso do brasileiro e como ele lida com isso para enfrentar seus problemas e dificuldades no cotidiano, tendo por tese que o povo brasileiro é considerado um dos mais religiosos do mundo.

Deve-se aqui mencionar entre muitas obras que tratam da religião com mais profundidade as obras: “O Ramo Dourado” de Frazer, de “Cultura Primitiva” de Tylor, no qual produz a teoria animista da religião primitiva, e de discípulos deste, Andrew Lang e Marret que investiram a noção de mana, alma e…

Ver o post original 3.281 mais palavras

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

Religião: uma compreensão sociológica (1ª Parte)

O Ponto Dentro do Círculo

Religião: conjunto de crenças e práticas sociais - Brasil Escola

Religião deriva do termo latino “Re-Ligare“, que significa “religação” com o divino. Essa definição engloba necessariamente qualquer forma de aspecto místico e religioso, abrangendo seitas, mitologias e quaisquer outras doutrinas ou formas de pensamento que tenham como característica fundamental um conteúdo Metafísico, ou seja, de além do mundo físico.

As religiões são então um fenômeno inerente a cultura humana, assim como as artes e técnicas. Grande parte de todos os movimentos humanos significativos tiveram a religião como impulsor, diversas guerras, geralmente as mais terríveis, tiveram legitimação religiosa, estruturas sociais foram definidas com base em religiões e grande parte do conhecimento científico, “filosófico” e artístico tiveram como vetores os grupos religiosos, que durante a maior parte da história da humanidade estiveram vinculados ao poder político e social.

Apesar de todo o avanço científico, o fenômeno religioso sobrevive e cresce, desafiando os poderes constituídos, o que em certa medida…

Ver o post original 1.848 mais palavras

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

O Desenho e o Canteiro no Renascimento Medieval (séculos XII e XIII): Indicativos da formação dos arquitetos mestres construtores – Capítulo V (1ª parte)

Clase Arq.GóTica By Mao

5. Ferramentas e instrumentos nos séculos XII e XIII

A partir da segunda metade do século XII, produz-se uma mudança muito significativa no aspecto das construções. Esta mudança responde a modificações de conceitos religiosos e litúrgicos, refletindo-se em nova definição dos espaços internos das igrejas.

Este novo estilo aparece e desenvolve-se com a melhoria das condições materiais nas cidades. Enquanto o estilo românico tinha um caráter rural, aparecendo sempre em igrejas próximas aos monastérios, o gótico é, desde sua origem, um fenômeno urbano que surge pela vontade de comunidades mais complexas e desenvolvidas.

A catedral gótica, máxima expressão da construção da época, é uma necessidade não só religiosa, como social – ponto de reuniões e demonstração de pujança econômica e espiritual da comunidade.

Construir é, então, o principal e quase único trabalho coletivo da época. A única “ferramenta técnica” é uma geometria muito simples e é com ela que procuram resolver os problemas que aparecem com o aumento da altura das naves e da complexidade das coberturas.

O talhe das pedras tem grande precisão, embora sua forma não seja uniforme em virtude da necessidade de se economizar e racionalizar o seu uso. Apenas no Renascimento é que as pedras dos arcos terão tamanhos iguais: no período medieval o uso pelo gótico de arcos ogivais de mesmo raio e diferentes alturas, permitirá a economia e a agilização da produção das peças. Os sistemas de medidas não são comuns às várias cidades e “loggias” das obras, não há papel e as ferramentas são caras e de baixa qualidade.

Apesar disso, recebiam no canteiro todas as milhares de peças, para as quais criou-se um sistema de marcação, transporte, armazenagem e colocação, sem que fossem possíveis muito retoques ou erros em virtude da natureza do material que era a pedra.

Isto remete-nos à suposição de um alto grau de profissionalismo entre os participantes do processo, o que na verdade era conseguido com longos períodos de aprendizado com os mestres de ofício.

A construção das catedrais era mencionada com vários detalhes em muitas crônicas, como a do monge Gervase, sobre a reconstrução da catedral de Canterbury, após o incêndio de 1174. (COWAN,op.cit.,1977).

Poucas contém desenhos sobre a obtenção e beneficiamento de materiais ou seu assentamento. Nenhuma, porém, dá qualquer indicação sobre o método de projeto que era objeto do “segredo” dos mestres pedreiros. Nós sabemos menos sobre os projetos das catedrais medievais do que sobre a arquitetura romana ou renascentista.

Algumas razões para este fato podem ser o baixo nível de alfabetização que, no século XII, ficava restrita aos religiosos e a transmissão oral dos conhecimentos profissionais.

Mesmo os manuscritos mais recentes (século XV) dos mestres pedreiros – caderno de desenhos anônimo encontrado na Biblioteca Nacional de Viena em 1450; geometria de Heutsch escrita provavelmente em 1472; geometria de Schmuttermeyer escrita provavelmente em 1486; o livro sobre a Verticalidade dos Pináculos de Roriczer de 1486 – explicam somente procedimentos de montagem (como tirar a elevação do plano), mas não de projeto, que ficava restrito aos “traçados reguladores” ou a escolha da “Grande Unidade” pelo arquiteto, conforme as pesquisas de Kossman (FRANKL,op.cit.,1945).

Outra provável razão para a ausência de registros sobre o projeto pode ser que após as opções do arquiteto, as principais orientações seguiam um conjunto de parâmetros definidos “a priori” pelo mestre, que às vezes socorria-se de um modelo, maquete ou desenho de épura em v.g. (verdadeira grandeza).

Os desenhos não são objeto de preocupação quanto à conservação: são destruídos ou seu suporte (raro ou caro) reutilizado. Apesar disto, alguns textos mostram a importância do desenho e aspectos de sua utilização, garantindo a propriedade ao seu autor. Um exemplo é o trecho de contrato entre o rei da Inglaterra no final do século XIV e dois mestres pedreiros:

“(…) de acordo com o sentido do projeto e dos gabaritos feitos sob recomendação do mestre Henry Yevely e entregue para os ditos pedreiros por Watkins Walton seu encarregado.”

O importante era o fazer dirigido por quem tinha o encargo de conceber ou a um sucessor a quem fosse permitido conhecer o projeto original (naturalmente, através de desenhos).

Através do estudo dos conjuntos de instrumentos e ferramentas poderemos conhecer um pouco mais sobre os procedimentos do trabalho – geometria do projeto e do canteiro – no Renascimento Medieval, que é como ficaram conhecidos os séculos XII e XIII.

Estes conhecimentos geométricos eram utilizados nas diversas instâncias – pelo uso de instrumentos e ferramentas – no projeto ou na obra, no beneficiamento do material (pedra), em sua extração e colocação no canteiro e até o seu posicionamento na edificação.

5.1. O Renascimento Medieval: a construção e o conhecimento

A civilização na chamada Baixa Idade Média (ou Idade Média Central – VINCENT,op.cit.,1995), começa a apresentar grandes diferenças do período anterior (Alta Idade Média), notadamente nos âmbitos religioso e intelectual.

Os sentimentos mudam para um crescente interesse pelas coisas terrenas em contraposição ao pessimismo com o destino e a vida do homem nos séculos anteriores. Algumas causas apontadas para estas mudanças devem-se a progressos na educação monástica e disseminação de escolas episcopais, a um governo mais estável e a uma economia mais sólida em função da retomada do comércio nas rotas terrestres e marítimas (Mediterrâneo,Mar do Norte,Mancha e Báltico).

A influência das civilizações islâmica (presente na Península Ibérica até 1492 – século XV) e bizantina (herdeiros do Império Romano que desapareceram apenas em 1453 -século XV – com a tomada de Constantinopla pelos turcos) e ainda o renascimento, fundação e prosperidade de vilas e cidades, levam a realizações materiais e intelectuais nos séculos XII e XIII, que justificam a denominação de “Renascimento Medieval”.

Apresentamos a seguir, de maneira resumida, as principais realizações destes dois séculos. Importante ressaltar-se ainda que todas as Cruzadas, da Segunda (1147-1149) até a Oitava (1270 – morte de São Luiz em Tunis) ocorreram dentro do período em questão.

Século XII
1109 – Abadia de Cluny;
1120 – Tradução de “Os Elementos” de Euclides do árabe para o latim por Adelard de Bath;
1126 – Escola de Tradutores de Toledo;
1132 – Abadia de Vézelay (Borgonha);
1141 – Tradução do Corão para o latim por Pierre, o Venerável, Abade de Cluny;
1144 – Reconstrução da Abadia de Saint-Denis pelo Abade Suger – nascimento do gótico;
1160 – Catedral de Laon[1];
1163 – Catedral de Notre Dame de Paris;
1175 – Catedral de Canterbury;
1194 – Catedral de Chartres[1].
Século XIII
1211 – Catedral de Reims[1];
1214 – Privilégios à Universidade de Oxford;
1215 – Fundação oficial da Universidade de Paris;
1220 – Catedral de Amiens;
1226 – Santa Inquisição;
1245 – Abadia de Westminster;
1248 – Catedral de Cologne;
1250 – Catedral de Strasbourg;
1265 – Summa Teológica de São Tomás de Aquino.

De quais materiais, utensílios, instrumentos e organização dispunham os construtores para possibilitar nos séculos XII e XIII o desenvolvimento de um novo estilo arquitetônico como o gótico? É necessário imaginar os conhecimentos teóricos e práticos ao alcance do criador – que aqui chamamos de “Arquiteto” – e de seu auxiliar, o “parlier”

Este é quem transmite as tarefas do projeto aos executantes, verifica a conformidade dos detalhes previstos, dá indicações aos talhadores de pedra e carpinteiros, explica os traçados ou os reproduz em escala, conforme os desenhos do arquiteto.

Na sala de traços, recobrindo o chão de gesso ou nas argamassas das paredes, o arquiteto desenha suas épuras em verdadeira grandeza (tamanho natural) com seus equipamentos.

Os executantes são geralmente capazes e zelosos, porém iletrados.

Contrariamente à ideia romântica de que todo o povo participava, a construção das catedrais era feita por profissionais pouco numerosos. Algumas dezenas de permanentes e até algumas centenas em período de pico. O máximo número de trabalhadores conhecidos é de 700 trabalhadores na Abadia de Westminster, por desejo do rei.

O arquiteto precisa se preocupar com os materiais colocados no obra, sua origem, seu custo e demais características técnicas: isso vai refletir a organização e os equipamentos existentes no canteiro.

É preciso sempre evocar as condições técnicas em que aqueles construtores se encontravam: as novas possibilidades que surgiram, mas também as dificuldades e obstáculos que enfrentavam em todos os níveis, desde o aprovisionamento e transporte, nos diferentes estágios da concepção, lançamento do projeto, execução e comunicações das disposições prévias.

A este propósito, o trabalho do arquiteto orientava-se para simplificar (selecionar poucos padrões) e facilitar a comunicação do projetado aos executantes sempre que isso fosse possível (BECHMANN,op.cit.,1993).

Após a escolha dos padrões, o carpinteiro fabrica os gabaritos para serem entregues ao mestre talhador que os utiliza em função dos blocos de pedra retirados da pedreira.

Assim, notamos um aparente conflito com um parágrafo de Walter Gropius:

“…cada artesão, participante da obra, podia não apenas executar, mas também projetar a parte que lhe cabia, desde que se subordinasse à clave de proporções geométricas de seu mestre: esta servia às guildas de construção – tal como a clave musical serve ao compositor – com recursos geométricos. Quase nunca existiam projetos no papel; o grupo de trabalho vivia junto, discutia a tarefa comum e transpunha as idéias diretamente para o material.”( Walter Gropius. Bauhaus: Nova Arquitetura. São Paulo: Perspectiva, 1972, p. 25 – citado por BICCA,1984).

As noções da inteira liberdade do trabalhador medieval quanto ao exercício de seu ofício não parecem ser muito verdadeiras, uma vez que a organização econômica do canteiro impunha medidas de padronização e repetição de tarefas.

Além dos problemas internos à organização das obras, é preciso considerar também quais as condições gerais em que se achavam os construtores da época: o contexto ecológico (pedreiras e florestas/pedras e madeira) e sócio-econômico que atuava sobre eles sujeitava e condicionava não somente seu modo de vida, mas também suas escolhas técnicas.

A superexploração das florestas, que era uma consequência não somente dos grandes desmatamentos produzidos pela expansão demográfica, mas também pelo manejo tradicional da época (matéria para combustível (lenha e carvão) e madeira para utilização em obras), levou o nordeste da França, berço da arquitetura gótica a uma grande escassez de madeira com secções adequadas para construção.

Esta dificuldade provocou uma necessária evolução técnica, que a hagiografia, as crônicas e os Cadernos de Villard de Honnecourt nos informam.

Os custos dos transportes, sobretudo por via terrestre, incidem decisivamente sobre as técnicas empregadas e refletem-se notadamente no talhe das pedras em uma “estandartização” ou modulação na pedreira.

O emprego das janelas e arcos ogivais, que podem ser construídos com diversas curvas de mesmo raio, porém com alturas diferentes, utiliza-se de peças de mesmo perfil e curvatura, prestando-se assim aos propósitos de usar um pequeno repertório formal para compor arcos de várias inclinações.

Além das novas possibilidades trazidas pelo emprego das janelas e arcos ogivais e dos arcobotantes, desenvolve-se também, por exigências das mudanças litúrgicas, a arte dos vitrais, que permite trazer a luz para dentro das naves, proteger contra a chuva e o frio e aliviar as fachadas pelo emprego de menor volume de pedras.

O Abade Suger em Saint-Denis, berço do gótico, queria uma igreja na qual a luz brilhasse e a escuridão fosse dali varrida. Afirmava que a alma é fortemente arrastada para Deus ao contemplar o brilho cintilante da luz refletida em pedras preciosas (BROOKE,op.cit.,1972).

A ciência da construção, inteiramente empírica, apoiando-se nas experiências mais arrojadas, progredia rapidamente e os construtores do país que desenvolveram a nova arquitetura, adquiriram uma competência que os fizeram requisitados por toda a Europa, como mestres de obras ou arquitetos.

Foi provavelmente por um desses títulos que Villard de Honnecourt foi levado a viajar ao exterior e assim sair de sua terra natal, a Picardia, para visitar a Île-de France, a Champagne, a Suíça e a Hungria.

Os conhecimentos extremamente rudimentares em matéria de Geometria foram evidenciados pela correspondência de 1025 (século XI) entre os escolásticos Radolf de Liège e Ragimbold de Cologne sobre suas pesquisas e pelos esforços de outros escolásticos com Francon, Wazron, Razegan e Adelman que se esforçavam para demonstrar corretamente o Teorema dos ângulos internos de um triângulo. Mesmo através dos desenhos de Roriczer em 1486 (século XV) no “Livro da Construção Exata dos Pináculos”, percebemos a limitação dos conhecimentos em Geometria.

O conhecimento teórico e matemático da Geometria era pequeno por parte dos mestres construtores e havia uma imensa dificuldade no diálogo com os sábios e intelectuais pelas barreiras entre o latim culto e o latim vulgar.

Esta afirmação sobre os limitados conhecimentos dos mestres construtores era provavelmente exata para os teóricos, mas não parecia ser verdadeira no mundo do trabalho.

Ao domínio da demonstração como entendemos hoje – aquelas que interessam aos matemáticos, teóricos, filósofos ou sábios e que demonstrariam a plena compreensão da obra de Euclides – contrapõe-se a prática do “traço”, o plano de traçados reguladores com sua geometria prática.

É admirável que se possa imaginar como, deste modo, as catedrais góticas puderam ser erguidas sem maiores conhecimentos dos domínios da Geometria.

Restam os traços ou riscos como é mais comum entre nós e os modelos e maquetes. O risco em escala natural era importante etapa na passagem do plano para a forma esculpida ao longo de toda a história da construção erudita (TOLEDO,op.cit.,1978).

Lúcio Costa explica o significado da palavra risco na Arquitetura:

“Da mesma forma que e expressão inglesa design, a palavra risco, na sua acepção antiga, está sempre associada à idéia de concepção ou feitio de alguma coisa e como tal não significa apenas o desenho, drawing, senão desenho visando a feitura de um determinado objeto ou a execução de uma determinada obra, ou seja, precisamente o respectivo projeto.”

A função do risco em escala natural – aqui como desenho aberto na argamassa de uma parede ou em camada de gesso no piso – seria servir de guia para marcar a pedra segundo a projeção da peça num plano (vertical ou horizontal) e orientar seu corte (TOLEDO,op.cit.,1978). Restam exemplos ainda nas Catedrais de Wells e York, ambas na Inglaterra.

Os modelos – que aparecem muito na iconografia medieval – prefiguram os resultados finais da edificação, servindo também para ser mostrado ao Capítulo da futura catedral para conhecimento e aprovação do projeto.

Se os métodos utilizados não são auxiliados por desenhos na época, é notável que os traçados estão destinados a servir por um curto período de tempo e que são feitos geralmente sobre suportes efêmeros ou reutilizáveis. São desenhados sobre pergaminhos (suporte bastante caro e de dimensões reduzidas), placas de madeira, superfícies de gesso, argamassas de cal e muito raramente sobre placas de pedra.

Em razão da necessidade já referida de aprovação do projeto perante o Capítulo e o próprio Bispo, os Arquitetos eram levados a desenhar grandes fachadas, caprichosamente preenchidas com cor.

Mas, os métodos são guardados em segredo, apenas acessíveis para aqueles que possuíam os conhecimentos do ofício dos construtores, os quais eram transmitidos de forma oral e através de esquemas desenhados e identificados por textos quase “criptográficos”.

A experiência é baseada em métodos estabelecidos empiricamente, transmitidos de geração em geração e que são enriquecidos pelo acréscimo de conhecimentos obtidos nas “loggias” das novas obras.

Entre o mundo dos práticos e aquele dos sábios e intelectuais existiam barreiras que não permitiam que o saber fosse compartilhado.

Os arquitetos mestres construtores, iniciados na prática geométrica da construção, guardavam ciosamente seus segredos corporativos, enquanto que os “teóricos” desprezavam a utilização prática dos conhecimentos geométricos.

Além disso, as barreiras entre as línguas culta e vulgar e as dificuldades dos arquitetos mestres construtores com a matemática, complicavam ainda mais uma possível cooperação com os teóricos.

Mesmo assim, como a Geometria sempre foi considerada uma Arte Liberal e de alguma forma ela era utilizada pelos arquitetos, seu ofício era altamente considerado, embora implicasse em um trabalho manual.

Por isso, é provável que apesar do livro Os Elementos de Euclides ter sido vertido para o latim logo nas primeiras décadas do século XII, ele pouco deve ter acrescido de imediato ao trabalho prático dos mestres construtores (PADOVAN,op.cit.,1999).

Podemos então perguntar: qual geometria auxiliava os construtores?

Geometria, sem dúvida, com fonte na Geometria de Euclides ou em tratados como o de Vitruvius, cujas cópias, hoje sabemos, existiram sempre pela Europa?

É particularmente difícil penetrar nos métodos de certas técnicas, pois a discrição no seu detalhamento é rigorosamente observada pelos pedreiros e arquitetos.

Esses “segredos de ofício” aparecem ratificados num famoso documento resultante de um encontro de talhadores de pedras em Ratisbonne (1459 – século XV) que rezava que

“nenhum trabalhador, mestre, parlier ou jornaleiro, ensinará a quem não for de nosso ofício e nem tenha jamais exercido o ofício de pedreiro, como tirar a elevação do plano.”

Se a discrição ou segredo dos métodos é respeitável e justificável por várias razões, ela constituiu-se num freio à cooperação de todos os que poderiam, com conhecimentos complementares, fazer avançar as técnicas antigas que constituíam o patrimônio comum.

Continua…

Autor: Francisco Borges Filho

Tese apresentada à Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo para obtenção do título de Doutor. Área de concentração: Estruturas Ambientais Urbanas.

Fonte: Digital Library USP – Theses and Dissertations

Clique AQUI para ler os capítulos anteriores

Nota

[1] – Registradas nos Cadernos de Villard de Honnecourt

Screenshot_20200502-144642_2

Está gostando do blog, caro leitor? Saiba que só foi possível fazermos essa postagem graças ao apoio de nossos colaboradores. Todo o conteúdo do blog é disponibilizado gratuitamente, e nos esforçamos para fazer de nossa página um ambiente agradável para os públicos interessados. O objetivo é continuar oferecendo conteúdo de qualidade que possa contribuir com seus estudos. E agora você pode nos auxiliar nessa empreitada! Apoie nosso projeto e ajude a manter no ar esse que é um dos blogs maçônicos mais conceituados no Brasil. Para fazer sua colaboração é só clicar no link abaixo:

https://apoia.se/opontodentrodocirculo

Publicado em O Desenho e o Canteiro no Renascimento Medieval (séculos XII e XIII) | Marcado com , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

A Abóbada Celeste

A.'. R.'. L.'. S.'. "Stella Matutina" nº 658: O céu de uma Loj ...

Deus disse: “Que haja luzeiros no firmamento do céu para separar o dia e a noite; o grande luzeiro para governar o dia e o pequeno luzeiro para governar a noite, e as estrelas”. (Gên. 1:14 e 16)

Como é do conhecimento de todos os irmãos, nosso  local de reunião denomina-se Templo, que tem  a forma de um retângulo e simbolicamente tem comprimento do Oriente ao Ocidente, largura do Norte ao Sul, profundidade da superfície ao centro da Terra e altura da Terra ao Céu, sendo que está tão vasta  extensão do Templo simboliza o Universo e a universalidade da Maçonaria e nossa oficina interior. Assim, como o Templo representa o Macrocosmo, nós somos o Microcosmo.

Entre os vários símbolos de nossa Ordem, temos a Abóbada Celeste, que decora o teto de nossa Loja, na cor azul com nuvens brancas e diversos astros, entre os quais os Planetas, cada um representando um cargo em Loja: É a representação do firmamento celeste, ou seja, do Grande Arquiteto do Universo. Tem também como função mística a produzir energia e contemplação e meditação.

A essa Abóbada Celeste foram destinados os mais ricos ensinamentos, que com sua forma e desenhos, simbolizam as grandezas do Universo, sendo que, a colocação dos Astros, variam de rito para rito, sendo que o que vamos tratar neste trabalho, irá ser o colocado no  Templos da Grande Loja de Minas Gerais.

Do Oriente para o Ocidente e de Norte para o Sul (existem pequenas variações conforme o Rito e a Potência Maçônica), temos 17 astros, dos quais 16 deles estão com seus nomes especificados nos Rituais e um inominado. São eles: Sol, Mercúrio, Júpiter, Spica, Aldebaran, Híadas, Plêiades, Orion, Formalhaut, ao lado, a Estrela sem nome, Saturno. Ursa Maior, Arcturus, Regullus, Antares, Vênus e Lua.

Pois bem, agora faremos uma analogia entre a Abóbada Celeste, existente no teto de nossa Loja, os respectivos cargos em Loja.

SOL: Na mitologia grega era Hélios, ou Apolo dos romanos. Estrela de 4ª grandeza, fonte de luz e vida em nosso planeta, na posição mais oriental, representa o Venerável Mestre. É o símbolo do Deus único. Ele encontra-se também no painel do Aprendiz, no avental do Mestre Instalado, como símbolo da Luz celestial.

MERCÚRIO: O deus Hermes dos gregos, o mensageiro dos deuses, o menor e mais rápido dos planetas, carregava um bastão, com duas serpentes enroladas. Por sua posição no Oriente, próximo e a direita do Sol (Venerável Mestre), e suas atribuições, representa o Primeiro Diácono.

JÚPITER: O deus Zeus dos gregos é o maior dos planetas do sistema solar, posicionado no Oriente. Ele é o guardião da estabilidade que se deve ter em Loja. Representa o Ex-Venerável.

SPICA: Espiga é a mais brilhante das estrelas da constelação de Virgem. Na  verdade são duas estrelas que rotacionam entre si, mas a velocidade e o espaço entre elas são tão reduzidos que a olho nu parecem ser uma única estrela. Representa o cargo de Secretário;

ALDEBARAN: Nome que provém do árabe “al-dabarãn”, que significa “aquele que segue” ou “olho do touro”. Na Grécia antiga era conhecida como “tocha” ou “facho”. É uma estrela de primeira magnitude e a mais brilhante da constelação de Touro. Representa o cargo de Tesoureiro;

HÍADES: Na mitologia grega, as Híades eram ninfas filhas de Atlas e Etra. As Híades são um aglomerado estelar da constelação de Touro. As cinco estrelas do aglomerado representam os Companheiros;

PLÊIADES: Na mitologia grega as Plêiades eram as sete filhas de Atlas e Peione (Electra, Maia, Taigete, Alcione, Celeno, Asterope e Mérope). Peione, quando atravessava a Beócia com suas sete filhas, foi perseguida pelo caçador Órions por sete anos e Júpiter, com pena delas, apontou um caminho até as estrelas e elas formaram a cauda da constelação de Touro. Tal como as Híadas, é um aglomerado estelar da constelação de Touro, um grupo de estrelas visível nos dois hemisférios, também conhecidas como Sete Irmãs ou Sete Cabrinhas. Pela numerologia do número sete, encontrada inclusive na mitologia grega, representam os Mestres;

ÓRION: Na mitologia grega, Órion é o herói amado por Ártemis (Diana dos Romanos), ambos grandes caçadores. Apolo, irmão de Ártemis, por não aprovar o romance entre os dois envia um escorpião para matá-lo e Ártemis, tentando acertar o escorpião, acaba atingindo Órion. Em meio às lágrimas, Ártemis pede a Zeus para colocar Órion e o escorpião entre as estrelas. Órion é uma constelação do equador celeste, com estrelas brilhantes e visíveis em ambos os hemisférios. Das estrelas que compõem a constelação, três são as mais visíveis, formando o cinturão de Órion, no centro da constelação e popularmente conhecidas como “As Três Marias”. Pela numerologia do grau, Órion com suas “Três Marias” representa o Aprendiz;

URSA MAIOR: A Ursa Maior é uma grande e famosa constelação do hemisfério norte, situada próximo ao Polo Norte. No Egito antigo a constelação era colocada dentro de um grupo maior de estrelas e a desenhavam como uma procissão com um touro puxando um homem deitado, havendo a interpretação de que seria Osíris morto, com sua viúva Ísis e o filho da viúva Hórus, em procissão. A interpretação maçônica seria que representa a Lenda de Hiram;

FORMALHAUT: Palavra de origem árabe que significa “boca do peixe”. É conhecida também como Alpha Piscius Austrinis, a estrela mais brilhante da constelação de Peixes. Corresponde ao cargo de Chanceler;

SATURNO: Na mitologia grega – Cronos – É o sexto planeta do sistema solar e possui 15 satélites, dos quais somente 9 eram conhecidos quando os Rituais foram elaborados. Saturno representa a Cadeia de União, seus 3 anéis representam os 3 Graus Simbólicos e seus nove satélites representam os cargos de Venerável Mestre, Primeiro Vigilante, Segundo Vigilante, Orador, Secretário, Tesoureiro, Chanceler, Mestre de Cerimônias e Cobridor Interno. Na Loja representa o Cobridor Externo.

RÉGULUS: Significa “pequeno rei”, “regente” em latim e já foi conhecido como “Cor Leonis” (em latim) e “Qaib al-Asad” (em árabe), que significam “Coração de Leão” em virtude da brilhante posição que ocupa na constelação de Leão, sempre mantendo a posição de comando e direção. Como Régulus é o “regente”, corresponde ao cargo de Mestre de Cerimônias.

ARCTURUS: Na mitologia grega, Arcturus é o ateniense Icário, que recebeu o segredo da elaboração do vinho e ofereceu a pastores que, acreditando terem sido envenenados, mataram Icário. Seu cão Maera ficou latindo sobre o corpo morto de seu dono, chamando a atenção de sua filha virgem Erigone, que se enforcou. Houve então uma praga que afligiu as mulheres atenienses que só foi aplacada quando os assassinos foram punidos e se instituiu um festival em homenagem a Icário e Erigone. Os deuses então transformaram ambos em estrelas: Erigone virou a constelação de Virgem e Icário a estrela Arcturus, a mais brilhante da constelação do Boiero e a quarta estrela mais brilhante do céu noturno. Corresponde ao cargo do Orador;

VÊNUS: Ou Afrodite,  a Deusa da Beleza e do Amor dos gregos antigos. Segundo planeta do sistema solar e o mais próximo da Terra. É conhecido também como Estrela Vésper, Estrela da Manhã, ou Estrela Dalva. Como está próximo da Lua (Primeiro Vigilante), representa o Segundo Diácono.

LUA: O satélite da Terra, por sua localização na Abóboda Celeste, corresponde ao Primeiro Vigilante. Ela sempre esteve representada nas escolas dos antigos mistérios, era a Deusa grega Selene, ou Luna dos romanos. Deusa Isis, mãe de Hórus e esposa de Osíris. Na loja aparece acima do Altar do Segundo Vigilante, e no painel do Aprendiz.

ANTARES: Nome proveniente de Anti-Ares (Anti-Marte) por se assemelhar, rivalizando com seu tamanho, cor avermelhada e brilho, ao planeta Marte. Para os antigos persas (3000 a.C.) era uma das estrelas guardiãs do céu. Corresponde ao Cobridor Interno

ESTRELA SEM NOME: É o único astro sem estar nominado nos Rituais. É a Estrela Pitagórica ou Pentagrama ou Pentalfa e, por sua posição no Sul, é interpretada como sendo a Estrela Flamígera, que é um símbolo privativo do Grau de Companheiro. Representa, por sua posição, o Segundo Vigilante;

Temos então a seguinte correspondência: Venerável Mestre (Sol), 1º Vigilante (Lua), 2º Vigilante (Estrela Flamígera); Orador (Arcturus), Secretário (Spica), Tesoureiro (Aldebaran), Chanceler (Formalhaut), Mestre de Cerimônias (Régulus), Cobridor Interno (Antares), 1º Diácono (Mercúrio), 2º Diácono (Vênus), Ex Venerável (Júpiter), Mestres (Plêiades), Companheiros (Híades), Aprendizes (Órion), Cadeia de União (Saturno), Ursa Maior (Lenda do Grau de Mestre)

Podemos notar, que falta em nosso céu, além de Urano (Céu), Netuno (Poseidon)  e Plutão(Hades), já que estes planetas, não são vistos a olho nu,  da Terra (o próprio Templo) e Marte. Os três primeiros por não serem vistos a olho nu, portanto, fora da simbologia de nossa Ordem. A Terra por representar o nosso Templo. Mas e Marte, que está tão próximo da Terra, não esta representado em nosso Templo? É que na mitologia grega, Marte ou Ares é o deus da guerra e evidentemente não poderia estar na Abóboda Celeste Maçônica, visto que, visamos a paz, a harmonia e a concórdia universal, portanto, ele não pode ser representado. Então, pode-se dizer que, simbolicamente, Marte está do lado de fora do Templo, ambiente profano de incompreensões, lutas e tumultos, sendo que ele representa o Cobridor Externo.

Apesar desse nosso céu, representado em nossos Templos, ser o do Hemisfério Norte, pois o no Hemisfério Sul ele é diferente, isso não tira o simbolismo e a magia que devemos ter quando contemplado e visualiza-lo.

Copilado por Dermivaldo Collinetti  do livro Dicionário de Símbolos Maçônicos: Graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre do Irm.’. Almir Sant’Anna Cruz.

Dermivaldo é Mestre Maçom da ARLS Rui Barbosa, Nº 46 – GLMMG – Oriente de São Lourenço e, para nossa alegria, um colaborador do blog.

Screenshot_20200502-144642_2

Está gostando do blog, caro leitor? Saiba que só foi possível fazermos essa postagem graças ao apoio de nossos colaboradores. Todo o conteúdo do blog é disponibilizado gratuitamente, e nos esforçamos para fazer de nossa página um ambiente agradável para os públicos interessados. O objetivo é continuar oferecendo conteúdo de qualidade que possa contribuir com seus estudos. E agora você pode nos auxiliar nessa empreitada! Apoie nosso projeto e ajude a manter no ar esse que é um dos blogs maçônicos mais conceituados no Brasil. Para fazer sua colaboração é só clicar no link abaixo:

https://apoia.se/opontodentrodocirculo

Outras Referências

A Maçonaria e sua Herança Hebraica O Templo do Rei Salomão na Tradição Maçônica. José Castellani – Editora A Trolha Alex Horne – Editora Pensamento

Maçonaria e Astrologia A Herança Espiritual do Egito Antigo. José Castellani – Editora Madras Christian Larré – Ed. Biblioteca Rosacruz

Origens do Misticismo na Maçonaria Ministério do Homem-Espírito. José Castellani – Traço Editora Louis Claude Saint Martin – Ed. Biblioteca Rosacruz

O Esoterismo na Ritualística Maçônica. Eduardo Carvalho Monteiro – Editora Madras

A Corrente da Fraternidade. Rizzardo Da Camino – Ícone Editora

Publicado em Simbolismo e Símbolos | Marcado com , , , , , | Deixe um comentário

Apoiadores do blog em maio

Screenshot_20200502-144642_2

Estimados leitores,

No mês de maio publicamos 38 textos abrangendo diversos tema relacionados com os estudos maçônicos, tais como: história, simbolismo, rituais, filosofia, ritualística, pandemia, tempo, virtudes, iniciação e ritos de passagem, Tiradentes, construtores de catedrais, política, cabala, etc. Nossas publicações alcançaram leitores de 78 países.

Criamos nosso próprio grupo de Whatsapp para agilizar o compartilhamento dos artigos. O sucesso dessa ferramenta foi tão grande que já criamos um segundo grupo.

Mais de mil leitores têm cadas o e-mail cadastrado na página do blog para receberem os artigos diretamente na caixa posta eletrônica.

Estamos presentes também no Facebook, Twitter e no Instagram, com o número de seguidores em franca expansão.

Firmamos parceria com os administradores dos grupos maçônicos Peregrinos da Fraternidade permitindo que mais de 1000 maçons, de diversos países, recebam diariamente as postagens do blog via Whatsapp.

Nossos posts são compartilhados para milhares de outros maçons espalhados pelo mundo através de e–mails encaminhados nos grupos MM.AA.LL.AA, SEMEAR DEBATES, MAÇONARIA UNIDA, PEDRA BRUTA E INFINITOCEM.

Lançamos também nesse último mês, em parceria com o site APOIA.SE, a campanha “Apoie o blog O Ponto Dentro do Círculo” com o objetivo de arrecadar fundos que auxiliem na manutenção desse que é um dos sites maçônicos mais conceituados do Brasil. Como forma de agradecimento aos leitores-apoiadores oferecemos algumas recompensas, por exemplo, posts exclusivos aos apoiadores do blog, como o foi o caso do texto “Caridade – quando a linguagem nos engana”.

Queremos agradecer o importante apoio dos leitores listados abaixo. A contribuição de cada um de vocês é essencial para a continuidade de nosso trabalho.

Althair Ferreira

Antonio B. Martignago

Antônio C. da Silva

Antonio C. Lampert

Antônio S. Silva

Carlos Alberto

Celso Ricardo P. Maciel

Clodoaldo A. Junior

Deusdete M. Barbosa

Francisco C. L. Pucci

Heraildo Marca

Joney F. de Akencar

Juliano Benatti

Luiz A. Signore

Márcio O. do Amaral

Márcio S. Gomes

Marcus V. de Freitas

Mauro J. M. Júnior

Mério F. da Silva

Roldão B. Sobrinho

Ronaldo G. Ferreira

Valdemir F. Antonio

Vilson Alves

Wilson Gonçalves

Se você, estimado leitor, também deseja apoiar nosso projeto, clique no link abaixo para fazer a sua contribuição.

https://apoia.se/opontodentrodocirculo

Publicado em Apoie o blog | Marcado com | Deixe um comentário

A importância da escrita e da leitura

O Ponto Dentro do Círculo

Palavras e letras: A importância da leitura | Seropédica Online

Para compreendermos, adequadamente, a importância da leitura e da escrita em nossas vidas, precisamos compreender que, assim como o nosso corpo material precisa de alimento, o espiritual também. É importante aqui corrigirmos uma falsa ideia, a de que os termos “espiritual” ou “espiritualidade” referem-se, exclusivamente, ao seu sentido religioso. É compreensível que isso ocorra, por que aí os que têm fé na divindade elaboram e abrigam suas ideias e sentimentos em relação ao sagrado.

Entretanto, ateus, também, têm fé, por exemplo, de que o mundo pode ser melhor e as pessoas podem mudar. Possuem seu lado espiritual, só que no sentido não-religioso do termo, onde elaboram ideias, afetos, esperanças. E, também, espiritualidade, no sentido da religação com a natureza, com o Cosmo.

O que ressaltamos aqui é que nós e o mundo não somos feitos, apenas, de uma parte material, que pode ser percebida pelos cinco sentidos, mas, também, das…

Ver o post original 572 mais palavras

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

Uma investigação constante da Verdade

O Ponto Dentro do Círculo

A "verdade de duas faces" de Fraga e o dogmatismo na política ...

“Os sábios antigos criam em que o homem não possuía a Verdade, senão quando esta se tornava parte do seu íntimo, um ato espontâneo de sua alma.” (Edouard Schuré)

Um dos maiores postulados da Maçonaria é garantir ao homem o direito de investigação constante da Verdade. Mas o que é a Verdade, afinal? Quando nos encontramos com o dono da verdade, vemo-nos numa situação desagradável. Felizmente, nossa Instituição ensina-nos igualmente o exercício do tolerância. Ao deparamos com alguém assim, ao invés de discutir com o homem que tem certeza, que afirma saber muito mais do que todos; que pensa que os outros não têm inteligência, só nos resta elevar nossos pensamentos ao Grande Arquiteto do Universo, pedindo-Lhe iluminar a mente de quem procura a Verdade na estrada errada, viajando em companhia da arrogância e do desrespeito a quem o ouve. Quem ama realmente a humanidade não tem outro sentimento com…

Ver o post original 495 mais palavras

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

Conhece-te a ti mesmo

O Ponto Dentro do Círculo

Imagem relacionada

“Homem, conhece-te a ti mesmo e conhecerás o Universo e os Deuses.”

O conhecido aforismo Grego, inscrito na entrada do Oráculo de Delphos no Templo de Apolo, o deus da luz e do sol, da verdade e da profecia, e arduamente defendido por Sócrates (479-399 a.C), é uma referência quando o assunto é a busca do autoconhecimento e de todos os seus desdobramentos, rumo a uma nova consciência, com a descoberta do verdadeiro “eu”.

Essa necessidade de conhecimento interior visa a compreender as situações que nos cercam e as atitudes que devem ser ou não tomadas para uma vida mais equilibrada e feliz. E essa tarefa é umas das mais desafiadoras. Segundo escreveu Benjamin Franklin, em 1750, na autobiografia “Almanaque do pobre Richard”, “há três coisas extremamente duras: o aço, o diamante e conhecer a si mesmo”.

O convite a esse autoconhecimento é feito ao Iniciado da “Arte Real” no sentido de refletir sobre as paixões…

Ver o post original 1.525 mais palavras

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

Palavras devem ser mais que palavras

O Ponto Dentro do Círculo

“Levantam-se templos à virtude e cavam-se masmorras ao vício”
 
A Maçonaria tem certos procedimentos que, muitas vezes, passam despercebidos em seu conteúdo à maioria dos Irmãos, no que concerne à alta significância do que representam. Um exemplo disso é o enunciado acima. Respondido durante o episódio do telhamento, as palavras deveriam tocar profundamente quem as pronuncia e quem as ouve, mas elas se perdem no vácuo das sensibilidades, sem que se aperceba da profunda exortação expressada.
 
Aliás, esse fato é comum na Maçonaria atual.
 
As palavras são ditas apenas pelo aparelho fonador de quem fala e registradas no aparelho auditivo de quem ouve. São apenas registros físicos que não motiva quem fala ou quem ouve. Para que as palavras surtam o efeito esperado e desejado elas necessitam ser sentidas, tocar o sentimento, o íntimo da pessoa, causando motivação, que transforma comportamentos.
 
Tudo que penetra em nossos…

Ver o post original 960 mais palavras

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário

A busca pelo Sagrado: o Mito do Herói e os ritos de passagem

O Ponto Dentro do Círculo

timothy-allen_photographer_029-620x413

Eu saí da minha terra Me deu lição verdadeira Por ter sina viageira Coragem num tá no grito Com dois meses de viagem E nem riqueza na algibeira Eu vivi uma vida inteira E os pecado de domingo Saí bravo, cheguei manso Quem paga é segunda-feira Macho da mesma maneira Estrada foi boa mestra (Capoeira do Arnaldo – Paulo Vanzolini)

O rito de passagem ou de iniciação é um rito que marca a transição de um status social ou sexual a outro. Ritualmente reproduz o nascimento, a saída do bebê da barriga da mãe e a entrada para uma nova realidade. Assim como no nascimento, o rito de passagem exige o desprendimento, esforço, sacrifício. Em algumas culturas tais ritos são acompanhados de escarificações e privações[1].

Em 1909, Otto Rank (1884-1939) pesquisador, psicanalista, colaborador e colega de Sigmund Freud, em sua obra Der Mythus von der Geburt des Helden

Ver o post original 3.803 mais palavras

Publicado em Sem categoria | Deixe um comentário