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Padres na Maçonaria: prisões e delações no Santo Ofício (Parte 2)

O Ponto Dentro do Círculo

O caso de D. André de Moraes Sarmento – (Continuação)

Terminada a cerimonia iniciou-se a ceia. A mesa já estava posta e provida frugalmente, com os lugares dispostos em ordem, a saber: O Presidente assentou-se a cabaceira da mesa, tendo diante dele um castiçal com vela e uma taça; os outros se assentaram nos dois lados laterais, esquerdo e direito, tendo em cada lugar uma taça; no final da mesa tinham dois castiçais com luzes a vela diante dos dois Vigilantes[8], que no documento são chamados “servaillantes”. O primeiro Vigilante tem como seu instrumento básico o nível, e Hércules como sua figura. Simboliza a força. O Segundo Vigilante tem o fio-de-prumo como seu instrumento, e Vênus é a sua figura. Simboliza a beleza. Durante a ceia, ou banquete tudo correspondeu aos ritos maçônicos na sua essência, como por exemplo, ao invés de pedir para ser servido do pudim…

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A Chave Escocesa

O Ponto Dentro do Círculo

The.Scottish.Key.2009.DVDRip.XviD-BNG 00_00_00-00_02_05.avi_snapshot_01.56_[2012.08.31_17.41.42]

O documentário investiga um tema misterioso e enigmático, sujeito a acusações e fantasias de todos os tipos. Presente em todo o mundo, esta associação misteriosa e discreta tem sido objeto de curiosidade, fascínio e suspeita há mais de 300 anos. Atualmente, a Maçonaria tem quatro milhões de membros em todo o mundo e, pela primeira vez, algumas de suas lojas mais antigas revelam documentos que nos permitem ver este mundo até então obscuro sob uma nova perspectiva.

É um vídeo essencial, junto ao livro de David Stevenson, para a quebra de alguns paradigmas que ainda são defendidos por alguns maçons brasileiros.

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Platão e o Ritual Maçônico – Capítulo XI (2ª Parte)

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Mitologia e História Grega – Sua relação com o Ritual maçônico

Na primeira parte deste trabalho, identificamos a importante posição que os escritos de Platão tem no Ritual Emulação. Por mais significativo que seja este aspecto, existe outra influência importante em nosso ritual. É a importância que a história e a mitologia grega desempenham como pano de fundo para o nosso ritual e falas.

Entendendo que o filohelenismo era uma constante ao longo do século XIX na Europa e, especificamente, (a partir de nossa perspectiva) – na Inglaterra, seria estranho se a história e mitologia grega não tivessem sido tecidas em nosso Ritual.

Continuamos aqui a investigar brevemente alguns amplos temas históricos e mitológicos gregos que são facilmente aparentes no Ritual Emulação, e que começaram a ser abordados na primeira parte deste capítulo.

Serpentes (em aventais maçônicos)

A serpente era uma criatura destacada na mitologia grega, por uma razão muito importante. Os…

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Onde estão os Mestres?

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“O verdadeiro mestre não é aquele que ensina, é aquele que de repente descobre que aprende”.  (João Guimarães Rosa)

A comunidade Maçônica sabe não ser possível afirmar que apenas o domínio da ritualística contemplada em nossos Rituais proporciona o acesso ao conhecimento encerrado nos mistérios e simbologia da Ordem. Para compreendê-los e vivenciar a essência desse aprendizado são necessários esforço e dedicação adicionais.

Por outro lado, não se sustenta o argumento de que o quarto de hora de estudos das sessões de trabalho tem a finalidade de propiciar o tempo suficiente, se e quando utilizados, para as reflexões e apresentação de trabalhos que esgotem as temáticas envolvidas e nivelem informações e conhecimentos filosóficos.

Para suprir essas necessidades complementares de aprendizagem e estudos funcionam, nas dependências da GLMMG, dois excelentes fóruns representados pela Escola Maçônica “Mestre Antônio Augusto Alves D’Almeida”, criada pelo Decreto nº 1.537, de 25.08.03, e pela Loja…

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Padres na Maçonaria: prisões e delações no Santo Ofício (Parte 1)

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O caso de D. André de Moraes Sarmento

1. Introdução

Este artigo que ora apresento é resultante de pesquisa realizada no Arquivo Nacional da Torre do Tombo[1], localizado em Lisboa, Portugal. Tal investigação foi tema do Pós-doutoramento feito na Universidade Nova de Lisboa, com acolhimento do Centro de História d’Aquém e d’ Além Mar – CHAM, pertencente à mesma Universidade. O Pós-doutoramento foi realizado no período entre 2008 a 2012 sendo este, financiado pela Fundação para Ciência e Tecnologia (FCT), órgão de fomento da União Europeia em Lisboa, Portugal.

Inicialmente, parece contraditório falar em padres maçons, quando essa associação era proibida pela Igreja, em função dos seus membros serem acusados de praticar heresia. Tal proibição ocorreu a partir de 27 de Abril de 1738, quando o papa Clemente XII proibiu aos católicos de participarem das lojas maçônicas, e em Portugal D. João V, na mesma época, ameaçou punir…

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Vaidade… “Vanitas vanitatum et omnia Vanitas”

O Ponto Dentro do Círculo

São Jerônimo (que traduziu a bíblia do hebraico e aramaico para o grego e o latim) por Caravaggio (1605-6)
Galleria Borghese, Roma

“A vaidade é um princípio de corrupção”. Machado de Assis

A todo o momento, morrem pessoas. Na mitologia grega, foi dessa justificativa que se valeu o soberano do Olimpo, Zeus, imbuído de convencer seu irmão, Hades, a aceitar presidir o reino dos mortos: “Governarás sobre um reino no qual, a todo instante, não cessará de chegar novos súditos”.

Morrer é inevitável. E é justamente essa consciência da finitude o que nos define. Temos, uns mais, outros menos, uma espécie de prazo de validade aqui no mundo. Isto posto, como nos pautarmos por valores que garantam uma vida feliz, bem sucedida? O que podemos legar ao futuro quando a inevitável nos arrebatar?

Ponderar sobre a morte é, paradoxalmente, ponderar sobre a vida e nas “tentações” que se apresentam a…

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No século XXI fará sentido ser Maçom?

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Chama-se “Idade das Luzes” ao período que decorreu desde 1650 até 1780, aproximadamente. Nesse período, as forças intelectuais e culturais na Europa Ocidental davam preponderância à razão, à análise e ao individualismo, por oposição às linhas tradicionais da autoridade. Esta visão era promovida por filósofos e pensadores nos círculos em que estes se movimentavam, como as coffeehouses, que eram estabelecimentos comerciais onde se consumia café, chá e chocolate – mas não bebidas alcoólicas – e onde se trocavam ideias desde as mais fúteis – como a moda da época, os escândalos da semana ou a coscuvilhice do dia – a outras mais elevadas – como as ciências naturais, as últimas descobertas e invenções, e mesmo as mais recentes ideias e correntes da filosofia.

Estas novas ideias desafiavam frontalmente a autoridade de instituições profundamente enraizadas no tecido social, especialmente a Igreja Católica, e a possibilidade de reformar a sociedade através…

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A Maçonaria: mudanças e permanências

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O APRENDIZ COMO ELEMENTO DE ANÁLISE HISTÓRICA SOBRE A MAÇONARIA

Introdução

Elemento central da Sessão de Iniciação, o Aprendiz Maçom deveria ser também o eixo em torno do qual qualquer Loja atual deveria gravitar. Isso não se restringe unicamente ao fato de a ele ser dirigida as atenções da Loja durante os momentos de estudo, mas, igualmente, por ser o Aprendiz o vetor de todo um movimento reflexivo que abarca, ou, ao menos, deveria abarcar, todos os componentes da Loja. Pelos estudos, análises e interpretações trazidas pelos Aprendizes, enceta-se uma atividade na qual todos os maçons passariam a re-significar suas próprias experiências, maçônicas e profanas, em função dos conteúdos apresentados pelos Aprendizes, sejam esses conteúdos diretamente vinculados às Instruções, sejam vinculados a outros temas de estudo. Portanto, ao maçom especulativo cabe o dever e a obrigação de questionar a si próprio e rever suas opiniões com base na ampliação dos…

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O Tronco dos Templários e a Maçonaria

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Quando eu dava meus primeiros passos na Maçonaria, assisti a uma instrução na qual um Mestre, com mais de trinta e três anos e seiscentos costados de Ordem, ensinou o seguinte sobre o TRONCO DE SOLIDARIEDADE (ou de beneficência):

– Chama-se tronco porque os antigos Templários escondiam seus dinheiros em troncos de árvores!

Lembro-me bem ‒ foi possível ouvir, naquela ocasião, todos os Templários mortos novecentos anos atrás darem ruidosas voltas em suas sepulturas e chacoalharem armaduras contra suas espadas enferrujadas.

A boa-vontade daquele instrutor fora, sem dúvida alguma, subsidiada por uma forte dose de criatividade. Certamente ele tivera excelente educação de berço, mas faltou-lhe o conhecimento dos fatos ou a lembrança do que aprendera na escola formal. Não o censuro; pois, de qualquer forma, ele me pôs com a pulga atrás da orelha. Corri atrás da explicação correta (dizem que é péssimo hábito meu) e encontrei não o tesouro…

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O Mito do Inferno de Platão

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O MITO DO INFERNO EM PLATÃOpor HANNAH ARENDT (1906-1975) [compartilhar no Facebook] Imagem: Pintura de 1808 de William Blake, “The Casting of Rebel Angels Into Hell” (ilustrações para “Paradise Lost” de Milton)Comprar o livro >>> http://migre.me/cRIjW“Foi após a morte de Sócrates que Platão começou a descrer da persuasão como insuficiente para guiar os homens, e a buscar algo que se prestasse a compeli-los sem o uso de meios externos de violência. Bem no início de sua procura ele deve ter descoberto que a verdade, isto é, as verdades que chamamos de auto-evidentes, compelem a mente, e que essa coerção, embora não necessite de nenhuma violência para ser eficaz, é mais forte que a persuasão e a discussão. O problema a respeito da coerção pela razão, contudo, está em que somente a minoria se sujeita a ela, de modo que surge o problema de assegurar com que a maioria, o povo, que constitui em sua própria multiplicidade o organismo político, possa ser submetida à mesma verdade.Esse é o principal impasse da filosofia política de Platão e permaneceu o impasse de todas as tentativas de estabelecer uma tirania da razão. Em Pintura de 1808 de William Blake, “The Casting of Rebel Angels Into Hell” (ilustrações para “Paradise Lost” de Milton)

“A religião é considerada verdade pelas pessoas comuns, mentira pelos sábios e útil pelos governantes.” – Sêneca

“O cristianismo não passa de platonismo para o povo.” – Nietzsche

Foi após a morte de Sócrates que Platão começou a descrer da persuasão como insuficiente para guiar os homens, e a buscar algo que se prestasse a compeli-los sem o uso de meios externos de violência.

Bem no início de sua procura ele deve ter descoberto que a verdade, isto é, as verdades que chamamos de auto-evidentes, compelem a mente, e que essa coerção, embora não necessite de nenhuma violência para ser eficaz, é mais forte que a persuasão e a discussão. O problema a respeito da coerção pela razão, contudo, está em que somente a minoria se sujeita a ela, de modo…

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