A Verdade do Conjurado Cláudio Manuel da Costa – Parte II

Prezados leitores,

Dando continuidade aos textos relacionados à Inconfidência Mineira, republicamos hoje a segunda parte do artigo “A verdade do conjurado Cláudio Manuel da Costa”, de autoria de Márcio dos Santos Gomes.

O Ponto Dentro do Círculo

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A Devassa montada em Minas em 12 de junho de 1789 era composta pelos Desembargadores Araújo Saldanha e José Caetano César Manitti, ouvidores de Vila Rica e de Sabará, respectivamente. Segundo Castellani (1992), Manitti era descrito como arbitrário e amoral (p.51). Ainda segundo o autor,

Ambos serviam, perfeitamente, aos desígnios de Barbacena, pois Saldanha era fraco e dominável, enquanto que Manitti era influenciado pela fortuna – embora comprometido pelas dívidas – dos grandes contratantes envolvidos no movimento e que mantinham negócios com o governador, como era o caso de [João Rodrigues] Macedo, principalmente”.

O Contratador “João Rodrigues Macedo foi tido como o grande financiador da Inconfidência, sendo um dos que, devido ao tráfico de influência e uma teia de corrupção, benesses e proteções, conseguiram escapar dos processos das devassas. Seu nome apareceu poucas vezes nas inquirições e isso graças à amizade com Manitti”. Nas reuniões subversivas ocorridas em sua…

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A verdade do conjurado Cláudio Manuel da Costa – Parte I

Prezados leitores,

A partir de hoje, dia 16 de abril, até a próxima quarta-feira, dia 21 de abril, republicaremos uma série de artigos relacionados à Inconfidência Mineira e à figura de Tiradentes.

Iniciamos com a primeira parte do artigo “A verdade do conjurado Cláudio Manuel da Costa”, de autoria de Márcio dos Santos Gomes.

O Ponto Dentro do Círculo

Cláudio Manuel da Costa: obras, vida e características - Toda Matéria

“É infelicidade que haja de confessar que vejo e aprovo o melhor, mas sigo o contrário na execução.” (Cláudio)

O poeta e advogado Cláudio Manuel da Costa viveu entre 1729 e 1789, a maior parte do tempo na antiga comarca de Vila Rica, hoje Ouro Preto, à época a capital da capitania de Minas Gerais. Nascido em Minas, próximo a Mariana, filho de pai português e mãe paulista, estudou no colégio jesuíta do Rio de Janeiro e graduou-se na Universidade de Coimbra, em 1753. Regressou a Mariana, fixando-se, posteriormente, em Vila Rica.

Na sua educação europeia, Cláudio foi influenciado pelos filósofos iluministas e pelas teorias econômicas inglesas. Era simpatizante da política reformista do Marquês de Pombal, déspota Português, porém tinha discurso liberal.  Dominava o latim, o francês, o espanhol e cogita-se que lia em inglês. Deixou, ainda, dezenas de poemas escritos em italiano.

Especula-se que ele tenha traduzido a “A…

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Os símbolos na Maçonaria: o ensinar e o aprender

ARTE REAL - TRABALHOS MAÇÔNICOS: SIMBOLOGIA MAÇÔNICA

É conhecido que a maçonaria recorre extensivamente a símbolos como forma de transmissão do conhecimento. É evidente que esses símbolos terão algum significado. O que, todavia, é menos evidente, é que não há significados universalmente aceitos ou impostos para os símbolos maçônicos. O que um interpreta de um modo, outro pode interpretar de modo diverso. Assim sendo, de que serve a simbologia na maçonaria? A que aproveita essa “plasticidade” nos significados dos símbolos? E como é que se pode usar os símbolos como meios de comunicação do seu significado subjacente, se esse significado pode variar de pessoa para pessoa?

Para o entendermos, temos que recuar no tempo. Bem antes da maçonaria especulativa ter surgido – o que sucedeu, oficialmente, em 1717 – já os maçons operativos se socorriam de símbolos para se recordarem dos ensinamentos que os seus mestres lhes haviam transmitido. De fato, muitos dos trabalhadores da pedra não sabiam ler nem escrever, pelo que se socorriam de pictogramas e representações de objetos para o efeito. Os símbolos não eram propriamente secretos; o seu significado – as técnicas a que os mesmos se referiam – é que era apenas revelado a alguns. A maçonaria especulativa veio a adotar esse método de transmissão de conhecimento. Assim, hoje como outrora, os símbolos são auxiliares de memória, instrumentos de suporte ao conhecimento, verdadeiras mnemónicas- diríamos hoje: são cábulas – que nos permitem recordar, evocar e especular.

Mas se o seu significado pode ser individualizado, como é que o conhecimento passa sem se perder, sem se desvanecer, sem se espraiar numa mar de semânticas? De forma muito simples: para tudo há um início, e o método consiste, precisamente, em dar a cada um os pontos de partida, sem estabelecer qualquer ponto de chegada… Assim, a um Aprendiz é, desde logo, ensinado o significado comum de vários símbolos: o esquadro, o prumo, o nível, o mosaico bicolor do chão dos templos, a pedra bruta, a pedra polida, entre outros. É das poucas ocasiões que, em maçonaria, alguma coisa é verdadeiramente ensinada, e mesmo aí os significados gerais são dados com parcimônia de explicações e de forma sucinta e concisa. A cada um é dito, então, que deverá procurar interpretar cada símbolo de forma pessoal, podendo quer aplicar o significado original, quer levá-lo até onde o deseje. E é esse o trabalho do Aprendiz: estudar os símbolos, construir um significado em torno dos mesmos, e aplicá-lo a si mesmo.

E como se mantém um denominador comum? Quando um maçom se refere ao prumo, os demais sabem que se refere à retidão moral, à integridade, à verticalidade de caráter – aquilo que ouviu quando, ainda Aprendiz, lhe “apresentaram” os símbolos. Contudo, mais tarde cada um irá interiorizar a seu jeito o que estas palavras significam. O que será sinal de caráter para um poderá ser duvidoso para outro; a nenhum, porém, é imposto qualquer significado universal. E porquê? Porque, se a maçonaria se destina a tornar cada homem num homem melhor, deve fazê-lo dentro do absoluto respeito pela sua liberdade. Por isso se diz que em maçonaria tudo se aprende e nada se ensina, no sentido de que cada um deve procurar os seus próprios ensinamentos sem esperar que lhos facultem. Cada um deverá poder procurar, no mais íntimo de si, o que quer fazer dos princípios que lhe são transmitidos: se quer segui-los ou ignorá-los, quais aqueles a que vai dar maior preponderância, e até onde vai levar esse ânimo de se superar. E é por tudo isto que, sendo essa luta de cada homem consigo mesmo algo de mais único do que uma impressão digital, a liberdade individual de interpretação se impõe sobre qualquer eventual tentativa de normalização do significado dos símbolos.

Autor: Paulo M.

Fonte: A Partir Pedra

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Episódio 52 – Somos pó e em pó nos tornaremos

“Tu és pó e em pó te tornarás”; embora esta frase não seja recente e nem teve como signatário nenhum filósofo ou pensador carente de perdão Divina, nós a renegamos ou pelo menos não a abstraímos além de sua magnífica força expressiva. Esta frase milenar está grafada e é exposta na Sala de Reflexões, antes que façamos o nosso juramento de aceitação e ingresso na Ordem Maçônica, exatamente pela força que ela representa no ciclo nascimento vida e morte. (music: Slow Burn by Kevin MacLeod; link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4372-slow-burn; license: https://filmmusic.io/standard-license)
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Orfismo, uma nova dimensão do homem grego

O Ponto Dentro do Círculo

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Na Grécia, por volta do século VI a.C., surgiu uma religião de mistérios que teve como fundador Orfeu. As doutrinas e o gênero de vida adotado pelos seus seguidores, mostram o orfismo como uma religião de questionamento que rejeita expressamente à religião oficial cuja principal forma de oferenda aos deuses era o sacrifício sangrento. O orfismo era popular, e nele se fazia necessária a iniciação pelos orfeotelestaí de seus seguidores os quais não poderiam revelar os segredos da iniciação e as suas doutrinas a quem estivesse fora do círculo. O orfismo era fechado, de caráter popular, extraoficial e se contrapunha à religião oficial da cidade grega.

Introdução

Ao lado da religião cívica grega existiam os mistérios, considerados em Platão o ponto nobre da religiosidade grega. Eles eram caracterizados pela iniciação e pela proibição da comunicação de seus preceitos às pessoas fora do circulo iniciático.

Os Mistérios de Elêusis são os…

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Episódio 51 – O ideal de aperfeiçoamento e a senda

Caminhar e esforçar-se para a Luz, buscar a Verdade e estabelecer em seu domínio o Reinado da Virtude, libertar-­se progressivamente de todas as sombras que escurecem e impedem a manifestação desta Luz Interior que deve brilhar sempre, mais clara e firmemente esclarecendo e destruindo toda treva, é, em síntese, a nobre tarefa de todo verdadeiro maçom. (music: Slow Burn by Kevin MacLeod; link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4372-slow-burn; license: https://filmmusic.io/standard-license)
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O conceito filosófico de tempo e a régua de 24 polegadas

O Ponto Dentro do Círculo

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O presente artigo aborda a questão da régua de 24 polegadas e o conceito filosófico do tempo, buscando afirmar que o instrumento conferido ao aprendiz maçom contém diversos elementos de contemplação dos filósofos gregos. O artigo ressalta que o maçom, ao usar a régua como um instrumento cotidiano pode obter “tempo” para a vida maçônica e familiar, evitando-se a ausência em ambos os ambientes.

A questão do Tempo

A maioria das pessoas, lógico supor, admite uma compreensão intuitiva do tempo. Pra essa maioria o tempo é algo ao mesmo tempo cotidiano, empírico, científico, fácil e complexo, poético e assustador, sentimental ou frívolo.

Falamos do ontem, do hoje e do amanhã. Referenciamos no passado de nossas vidas, para hoje planejarmos e pensamos no futuro de nossas famílias. Enfim, existe um tempo que passa ao mesmo tempo em que outros passam o tempo.

Para muitos o passado como tempo é história e…

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Episódio 50 – A Sabedoria, a Força e a Beleza

Só poderemos ser Sábios se possuirmos Força, porque a Sabedoria exige sacrifícios que só podem ser realizados pela força, mas ser Sábio com Força, sem ter Beleza, é triste, porque é a Beleza que abre o mundo inteiro à nossa Sensibilidade. (music: Slow Burn by Kevin MacLeod; link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4372-slow-burn; license: https://filmmusic.io/standard-license)
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A Coroa

O Ponto Dentro do Círculo

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Quando o Maçom do Rito Escocês Antigo e Aceito passa ao Grau de Mestre, todos os seus Irmãos, independente de Grau, identificam-no por um sinal visível externo; é um Chapéu, que simbolicamente representa uma coroa.

Esta coroa une o que está debaixo dela, o homem, com o que está acima, o divino, servindo de limite entre quem a carrega com sua componente transcendental. E através desta coroa que o Mestre Maçom alcança decisões racionais que estão muito acima da escravidão sensorial. Esta conexão propicia capacidades que vão além do simples pensar. Se persistir, for dedicado e estudar, este homem será capaz de desenvolver potencialidades elevadas até então desconhecidas para ele.

A coroa do Mestre Maçom sobre sua cabeça é um Chapéu de feltro de abas moles e caídas, sem o qual ele não comparece em Câmara do Meio. Quando em Sessões de outros Graus é como se esta coroa ali…

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O Avental, por H. L. Haywood

O Ponto Dentro do Círculo

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Tivemos o privilégio de ler muita literatura maçônica e, desta forma, podemos afiançar que sobre nenhum outro símbolo foram escritos tantos contrassensos. Mil e uma coisas foram sobre ele imaginadas. E todas essas hipóteses – que vão da folha usada por Adão e Eva à última teoria matemática da Quarta Dimensão – nada mais fizeram senão escandalizar o homem inteligente e desnortear o homem comum…Por termos vistos outros afundarem no abismo dos absurdos, agiremos com maior prudência, caminhando cautelosamente, formando as nossas teorias com o maior cuidado.

Não pretendemos desrespeitar aqueles que nos antecederam neste campo de trabalho, mas, falando de modo geral, podemos dizer que a maior parte das extravagantes teorias que se formaram sobre o Avental teve por base a sua forma que, como se sabe, é de origem relativamente recente e devida a um mero incidente histórico. A forma ora em uso é quase quadrada, sugerindo assim…

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