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Platão e o Ritual Maçônico – Capítulo VI

O Ponto Dentro do Círculo

República de Platão – sua relevância para a Maçonaria

Anteriormente, quando expliquei como tinha topado acidentalmente com seções destacadas da República que se relacionavam diretamente com o ritual maçônico, a única coisa que imediatamente ficou evidente para mim, foi que me pareceu que nosso ritual era uma condensação magistral do tema principal da obra de Platão, A República.

Então, qual é o tema principal de A República? Qual é a sua premissa? A República propõe que, para que você e eu para levemos uma vida feliz e plena, precisamos levar vidas que sejam intrinsecamente morais. É isso.

O termo grego que Platão para moral é dikaiosune.

Os primeiros tradutores de A República, como Jowett, Rieu e Grube, traduziram dikaiosune como “justiça”. Tradutores modernos, tais como Waterfield e Reeve reconhecem que a palavra grega está mais próxima em significado de “correção ética” ou, mais especificamente, “moralidade”.

O…

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A Evolução da Lenda Hirâmica na Inglaterra e na França (Parte I)

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Em um trabalho profundo e provocativo intitulado “O que se perdeu no Terceiro Grau?”, o Dr. Snoek afirmou que os ritos maçônicos que conhecemos hoje sofreram muitas mudanças. A primeira delas foi a ampliação de dois para três graus na década de 1720, e em segundo lugar a introdução da Lenda de Hiram, exposta pela primeira vez por Samuel Pritchard em outubro de 1730.

Em seguida, ele se referiu a algo muito curioso: Pritchard e todas as exposures subsequentes do século XVIII, declaravam que Hiram foi enterrado no Sanctum Santorum do Templo de Jerusalém. No entanto, tal ato teria sido proibido por contaminar o Santuário.

Segundo o Dr. Snoek, os maçons do século XVIII identificavam Hiram com o próprio Yahveh, que teria ditado as dimensões do Templo ao Rei David antes que o trabalho fosse realizado por seu filho Salomão.

Ele apresentou uma série de ilustrações que mostram como as exposérs continentais tinham o nome de Yahveh sobre o ataúde de Hiram no Terceiro Grau.

Ainda de acordo com o Dr. Snoek, esta identificação do candidato com o Construtor do Templo e, portanto, por analogia com Yahveh, é familiar aos historiadores da religião como uma “união mística“, onde o praticante tenta se unir misticamente à divindade. Em seguida passou à revista dos acontecimentos de 1813, quando o nosso ritual atual foi criado, e concluiu que as práticas modernas romperam o funcionamento dos trabalhos das duas Grandes Lojas, a Antiga e a Moderna.

Essa alteração fundamental para os três graus, removeu os aspectos místicos da Maçonaria do século XVIII, em uma aparente tentativa de tornar as cerimônias mais aceitáveis aos membros não-cristãos e com um sabor mais adequado ao gosto do século XIX.

Para ter acesso ao texto clique no link abaixo e digite a P∴P∴ de M∴ (a primeira letra é maiúscula; a última letra é “m”):

https://opontodentrocirculo.com/2017/05/22/a-evolucao-da-lenda-hiramica-na-inglaterra-e-na-franca-parte-i/

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Vontade e livre-arbítrio em Schopenhauer

O Ponto Dentro do Círculo

determinismo

Em sua obra principal, O mundo como vontade e como representação (MVR), Schopenhauer utiliza como base de suas considerações a divisão kantiana entre coisa em si e fenômeno (ou representação). Tal divisão remete a uma perspectiva filosófica que considera sujeito e objeto como elementos interdependentes. Quando vejo uma mesa, por exemplo, aquilo que vejo, com formas, cores etc., não existe como tal fora da imagem em minha mente, embora não se possa dizer tampouco que a cadeira foi criada pela minha mente, uma vez que o que chamo “minha mente” não pode existir sem imagens, lembranças, perceptos, pensamentos, em suma, sem objetos. Esse mundo que aparece para mim, ou mundo como representação, só existe, portanto, “entre” o sujeito e o objeto — ele pressupõe os dois.

Assim, Schopenhauer critica as teorias que tentam derivar o sujeito dos objetos – como fazem, por exemplo, aqueles que consideram a mente como um…

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Platão e o Ritual Maçônico – Capítulo V

O Ponto Dentro do Círculo

Platão, uma breve biografia

Embora os escritos de Platão sejam vastos e girem em torno de pouco menos de 1.800 páginas em uma edição de Trabalhos Completos, nosso conhecimento do próprio homem talvez não seja tão abrangente. Ainda assim, se tivermos uma compreensão das principais influências em sua vida e seus efeitos sobre os seus escritos, isso nos ajudará a compreender sua contribuição para o nosso Ritual ainda mais.

Primeiros Anos

Platão nasceu por volta do ano 428 ou 427 a.C. em Atenas, em uma família aristocrática de alguma influência nos assuntos políticos.

Sabemos que o nome de seu pai era Ariston e que o nome de sua mãe era Perictone. Em geral, a história tem prestado pouca atenção ao pobre Ariston. Na verdade, o sobrinho de Platão (Speusippus) foi um passo além na marginalização total do significado de Ariston na vida de Platão, afirmando que o deus Apolo…

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Revista Libertas Nº 16 – edição julho/setembro

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Caríssimos leitores,

Já está disponível no blog O Ponto Dentro do Círculo a edição nº 16 da revista Libertas, uma publicação da Academia Mineira Maçônica de Letras.

Clique no link abaixo e boa leitura!

https://opontodentrocirculo.com/revista-libertas/

Fraternalmente,

Luiz Marcelo Viegas

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Ética e Maçonaria

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O presente artigo tem por objetivo trazer à luz da Maçonaria o debate sobre a Ética, levantando questões pertinentes ao dia-a-dia do maçom em seu ambiente maçônico, familiar e profissional. Definindo ética, ética e maçonaria, seus limites. Apontando valores sociais a serem cultivados e estratégias para uma conduta ética.

“Depois de falarmos das virtudes, das formas de amizade e das várias espécies de prazer, resta-nos discutir em linhas gerais a natureza da felicidade, já que afirmamos que ela é o fim da natureza humana.” – Aristóteles, em Ética a Nicômaco.

Não é minha pretensão apresentar respostas sobre a ética e a maçonaria, mas sim abrir uma linha de estudo e debate para que possamos encontrar um caminho na presente ordem mundial e diante das necessidades que exigem que nos adequemos a um mundo que não tem mais ‘fronteiras’, que está sempre perguntando quem somos nós e qual o nosso papel e participação nesta nova ordem.

O presente texto é o resultado de minhas leituras sobre ética numa perspectiva atual, através dos paradigmas de um mundo globalizado, que exige nos adequarmos a ele se quisermos contribuir para a construção de um mundo melhor.

A Maçonaria, Ordem espalhada no mundo seguindo leis e costumes tradicionais sobrevive, assim, obedecendo aos limites de suas Normas, Constituições, Regulamentos, Regimentos, Landmarks. O mais importante é que estes limites estipulam legalmente o que é e o que não é Maçonaria. Qualquer coisa fora desses postulados descaracteriza a Ordem. Dessa forma, cresce sem governo central ou mundial, mas pura e limpa. Não obstante, pelas questões da supremacia do domínio, existem correntes que se proclamam provedoras únicas de patentes concessoras do direito de existir, conceder e reconhecer existências. Criam-se os blocos e cercam-se em si num obscuro relacionamento reservado e exclusivista. Mas, o que tem a ver a ética com isso? Como a ética pode ser trabalhada na maçonaria? A maçonaria é uma instituição ética? Como a maçonaria pode influenciar os cidadãos para a construção de uma sociedade mais justa e ética?

Estaríamos cumprindo com nosso papel de combater as tiranias cavando masmorras aos vícios e promovendo a ética e a moral? Como estamos lidando com as vicissitudes deste novo milênio, onde a eletrônica, a genética, a clonagem e o uso de novas tecnologias estão dando início a intensos debates sobre o ‘usá-los ou não’? E, por fim, o que nós, maçons, podemos fazer para darmos nossa contribuição para a construção de um mundo melhor para os nossos descendentes? Agora, neste momento, a principal questão a ser respondida é: “Afinal, o que é ética?” Muitos a definem como um conjunto de ‘valores construídos pela sociedade humana em toda a sua história e que norteiam o seu coexistir, ou seja, definem como o homem deve se comportar diante de se mesmo. Condutas familiares, trabalhistas, profissionais, grupais, corporativos etc., são exemplos de valores éticos positivos ou negativos presentes na história da humanidade conduzindo-a em direção ao porvir. O certo é que estes valores influenciam a qualidade de vida, o desenvolvimento cultural e a preservação da própria cultura.

No seu significado em nossa língua, ética e moral têm o mesmo significado antigo. Referem- se ao conjunto de costumes tradicionais de uma sociedade: valores e obrigações para a conduta de seus membros.

O dicionário Mini Aurélio Século XXI dá os seguintes significados:

  • ÉTICA – refere-se ao “estudo dos juízos de apreciação referentes à conduta humana suscetível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal”.
  • MORAL – refere-se ao “conjunto de regras de conduta ou hábitos julgados válidos, quer de modo absoluto, quer para o grupo ou pessoa determinada”.

Moral, assim, pode ser definida como o conjunto de valores que toda cultura e cada sociedade institui para todos os seus membros. Desta forma este conjunto de valores se constitui, basicamente, no que deve valorar como o bom ou mau; como se deve distinguir o bem e o mal; e, por fim, o comportamento necessário, aconselhável, o permitido e o proibido.

Sobre a origem da moral alguns pensadores reúnem-se em dois grupos ou correntes: o primeiro, diz que a moral tem sua origem em princípios metafísicos e, como tal, é superior ao homem; seria ela de “inspiração divina”; o outro, afirma ser ela de origem puramente humana. Uma tem uma essência eterna e imutável e como produto do homem, deve ser adaptada às suas necessidades. Ou seja, é decorrente do tempo histórico e da evolução das relações sociais.

Mesmo assim, é certo que a moralidade é a obediência ao costume de tal forma que onde não há nenhum costume certo, nenhum modo tradicional de agir e de avaliar, não há moralidade, prevalecendo, desta forma, o ‘amoral’.

Entendida como um estudo racional da moral, a ética tem data de nascimento e origem. Ela nasce na Grécia do século V a.C. e com a atitude de reação aos sofistas por parte de Sócrates. Esta problemática relação situa-se no âmago do agir comunicativo.

A ética é a vida pensada (filosofia), enquanto que a moral é o conjunto de regras concretas (leis). A ética é o pensar as leis, compreende-las, criticá-las. A moral e a ética são temporais, ou seja, evoluem com o decorrer do tempo, criando novos conceitos e regras. A moral não pensa em ‘liberdade’ ou na ‘dignidade’ do individuo, a ética sim. Neste aspecto, a maçonaria nos induz a pensar sobre como devemos nos comportar em relação aos outros e a nós mesmos. A luta e o trabalho pela conquista e pela posse determinam um ambiente de competição, onde a vitória de um resulta na derrota do outro. Assim, durante o processo de sua evolução o homem foi desenvolvendo um sistema de regras que passaram a orientar o que é certo ou errado, o bem e mal, o liberado e o proibido, conduzindo-nos a um comportamento ‘adequado’ e ‘aceitável’ pelo grupo social de nosso convívio. Desta forma surge a moral. E ela é fruto dos costumes, da cultura. Já a ética é o que vem do nosso interior, é o que ‘mora’ dentro da gente, o que advêm das nossas relações sociais, das conversas, do consenso. Das nossas abstrações sobre o ‘ser’ ou ‘não ser’ corretos. Ela é para muitos intuitiva e busca direcionar as relações entre os seres humanos e seu modo de ser, de pensar, de agir de acordo com as circunstâncias. Assim, podemos afirmar que uma de nossas principais características – a conduta racional – é a base da ética. Desta forma, podemos definir a ética como o resultado das reações humanas às ações e estímulos provocados pela sociedade.

A ética pode ser destrutiva (negativa) quando comportamento dissociado, atitude preconceituosa, desconfiança, descrença no valor humano, discurso diferente da práxis tornam-se presentes na sociedade. Ela é positiva (construtiva) quando o comportamento harmonioso, atitude aberta, inteira confiança, crença no valor do ser humano, discurso coerente com a práxis são elementos norteadores da sociedade.

A questão que nos cabe levantar neste momento é: “A maçonaria está cumprindo com suas obrigações de lutar pela harmonia das sociedades, pela justiça e combatendo as desigualdades?”

E mais: Será que seu papel social está de acordo com os novos tempos? Seus pressupostos morais estão servindo de base para a construção de uma ética voltada para os novos tempos? Estamos construindo uma ética maçônica positiva ou negativa?

Na maçonaria, a ética é ligada diretamente ao princípio da busca da Verdade, tendo sua origem nas tradições gregas, onde seus pensadores afirmam que a busca da verdade não esta dissociada da prática do bem. A verdade e a virtude são os dois pólos de uma única busca que caracteriza a ética iniciática, a ética maçônica. Consideramos a ética como sendo de caráter universal e que pertence à historia do ser humano. Desta forma, o maçom deve considerar a ética como principio que não pode ser colocado em dúvida e que deve ser o ponto de partida para as suas ações. A conduta ética maçônica tem dois aspectos: um, o maçom deve viver não só segundo os seus princípios (íntimos) e perseguir a prática da virtude; e o outro, a construção de atitudes que sejam voltadas para compreender a ética e a sua adequação às continuas mudanças na coletividade humana.

O certo da ética é lutar pela autonomia, liberdade de expressão, delegação e divisão de responsabilidades; por outro lado, o seu lado negativo é dominação, autoritarismo, centralização e dependência. Tudo isto redunda apenas na necessidade do poder. Mas afinal, se isto acontecer na Maçonaria, o que poderíamos fazer para mudar? Sendo a ética maçônica fundamentada na íntima relação entre a virtude e a verdade, é um sistema de princípios aberto, ao qual todo maçom oferece a sua contribuição, de modo a adequá-los ao bem pessoal e social. O bem individual do maçom é o bem de todos os maçons. E o bem desta fraternidade é o bem de toda a sociedade, pois se depreende daí que a maçonaria não pode caminhar separada do restante da sociedade, sendo suas vitórias ou derrotas decorrentes da labuta diária de todos nós. Assim, o conceito de irmandade passa a ser aplicado a toda a humanidade quando a maçonaria se volta, de forma progressiva, para o bem comum. Desta forma, torna-se necessário que no mundo os fins sejam alcançados em estrita obediência aos princípios da virtude, da razão, da moral e da ética, sem os quais não haverá processo evolutivo.

Sabemos que ser ético é agir de acordo com os valores morais que uma sociedade construiu como sendo os justos e perfeitos. Os princípios da Maçonaria reforçam a particularidade e o culto da ética pelo Maçom. Os princípios norteadores da Maçonaria estabelecem-se como regras jurídicas e isto a têm mantido viva através dos tempos. O que ocorre é que maçons que estiverem quebrando alguns princípios jurídicos podem esbarrar, inclusive, nas leis que regem a convivência em sociedade e sofrerem ações comuns da lei profana por pura falta de ética. No entanto, cabe-nos perguntar: nós estamos dando o devido encaminhamento ético de acordo com nossos costumes e códigos que nos regem e que nos mantiveram ativos até hoje? Os nossos IIr∴ que cometem abusos de poder político e econômico, crimes contra a sociedade, contra a família etc., estão recebendo as punições previstas em nossas leis maçônicas?

A ética maçônica é pautada nas normas que consiste em seu fim, visando o comportamento moral do indivíduo ou de todos os membros da Ordem. Na vida real, o maçom, como qualquer outro indivíduo, ao defrontar-se com os problemas recorre às normas reconhecidamente profanas, cumpre suas normas e formula seus juízos de valores e argumentos para justificar suas atitudes e decisões com base na vida profana e, muitas vezes, em total desacordo com sua vida maçônica. A ética maçônica não deve ser mera transcrição de um discurso irracionalmente ordenado das razões normativas presentes nas sessões ou na comunidade maçônica. A ética maçônica não é hermeticamente fechada em um círculo. Ela é dinâmica e faz parte da evolução humana. Ou melhor, ela é a evolução humana.

Seria bom observar alguns milenares valores fundamentais, individuais – válidos até hoje e que estamos sempre nos dispondo a defendê-los:

  • ser honesto em qualquer situação;
  • ter coragem para assumir as decisões;
  • ser tolerante e flexível;
  • ser íntegro;
  • ser humilde.

Os valores acima são condensados na filosofia maçônica. Alguém se importa? Estes valores não podem, não devem ser apenas objetos do discurso, de pesquisas e estudo. Ou tudo não passa de mera retórica?

As organizações profanas se convencem cada vez mais que para sobreviver terão que agir com muito mais atenção em relação á ética, pois qualquer reflexo produz história boa ou má. E o julgamento é certo.

Como dissemos, não podemos ser inocentes e pensar na Maçonaria, enquanto Loja, Potência e/ou Confederação como apenas, e unicamente, entidades jurídicas. Nós existimos como seres sociais e construtores da história, são muitos os exemplos a serem citados. Será que hoje estamos dando nossa contribuição para a construção de uma história moralmente ética e que será julgada positivamente no futuro? Será que a maçonaria do futuro poderá se orgulhar de nossa participação no desenvolvimento humano? As nossas atitudes hoje, por menores que sejam, trarão grandes reflexos no futuro. É o ‘efeito borboleta’ da Teoria do Caos. O mundo profano olha para nós e espera uma resposta que diga a eles que não somos representantes do mal, que estamos aqui para contribuir positivamente e com ética construtiva para o futuro da humanidade. Se acertamos ou erramos, isto faz parte da busca e da luta pela ‘verdade’ e isto nós fazemos com o G∴A∴D∴U∴ nos guiando e nos iluminando, afinal, estamos todos juntos num “barco chamado Terra” e, perante Ele e o Universo, estamos com a mão no “timão” da nossa história.

Sabemos, porém, que nem tudo é sempre simples e claro quando se fala em ética e nas relações sociais. Ela gera questões extremamente delicadas e, na maioria das vezes, de foro íntimo. Temos os nossos limites, impostos por nossas crenças e leis, e devemos nos conduzir individualmente ou coletivamente dentro deste espaço limitado e definido por nós mesmo. Assim, podemos estabelecer algumas estratégias a serem seguidas por nós, maçons, ou por qualquer outra pessoa:

  • Saiba exatamente quais são os seus limites éticos;
  • Avalie detalhadamente os valores da Instituição a qual você pertence;
  • Trabalhe sempre com base em fatos;
  • Avalie principalmente os riscos de sua decisão;
  • Saiba que, mesmo ao optar pela solução mais ética, poderá se envolver em situações delicadas;
  • Ser ético, muitas vezes, significa perder status, benefícios etc.

A ética é também ‘intuição’. Mesmo que afirmem que a intuição não tem nada de racional, as nossas reflexões intuitivas sobre ética são palpáveis e independe de conhecimento intelectual adquirido. Certamente, quem tem conhecimento adquirido e pode usá-lo para analisar a relação com a sociedade e com o mundo tem sua responsabilidade ampliada por este conhecimento.

Sócrates afirmava que o ser humano só se realiza como pessoa quando se volta para seu interior – conhece-te a ti mesmo – pois o ‘teu mundo’ é um retrato do teu interior. Preparar o indivíduo para a cidadania é o objetivo da pedagogia iluminista. Viver bem com o irmão é o princípio da filosofia maçônica e sua pedagogia é desenvolver e propagar a Igualdade, a Liberdade e a Fraternidade para construirmos um mundo Justo e Perfeito ̧ enterrando-se os vícios e promovendo as virtudes.

Os maçons que fazem a Maçonaria Brasileira, de qualquer Potência legitimada pela tradição dos Landmarks e Antigas Constituições de Anderson, devem atentar para o seguinte: agir eticamente dentro (ou fora) da Loja, Potência e ou Confederação, sempre foi e será uma decisão pessoal. É claro que sempre estamos sujeitos a deslizes e equívocos. Nunca se esqueçam, porém, de que esse costuma ser um caminho sem volta. Para o bem ou para o mal. Cuidado!

Não podemos transformar em mentiras tudo o que nossos antecessores construíram. Temos uma conduta moral e ética a seguir. A trilhemos de verdade ou a retórica nos jogará na inexorável lixeira da história e nos levará ao esquecimento e, inequivocamente, à nossa destruição como homens e, principalmente, como maçons.

Estamos, constantemente, sendo confrontados com especulações sobre o nosso existir.

Cabe-nos definir qual, realmente, é o nosso existir.

Autor: Carlos Antônio Porto de Sousa

Publicado originalmente no O Buscador – Campina Grande- PB Brasil, Ano I N° 2 pág. 17 – 20 abr/jun – 2016

Fonte: Blog do Bianchi

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Referências

ALVES, Creusa Maria Oliveira Alves. O que é Ética. Disponível em: http://www.webartigos.com. Acesso em 2 de dezembro de 2009. AUTOR DESCONHECIDO. Ética e Intuição – Intuição e Maçonaria. Disponível em: http://www.a-partir- pedra.blogspot.com. Acesso em 2 de dezembro de 2009. AUTOR DESCONHECIDO. Ética Maçônica. Disponível em: http://www.asceta33.wordpress.com. Acesso em 2 de dezembro de 2009. FADISTA, Antonio Rocha. Ética e Virtude Maçônicas. Disponível em: http://www.maconaria.net. Acesso em 4 de dezembro de 2009. MONTE, Joaquim. Ética e Estética na Maçonaria. Disponível em: http://www.lojahugosimas.com.br. Acesso em 7 de dezembro de 2009. NAVES, Doracino. Venerável Mestre, professor de ética. Disponível em: http://www.gloriadoocidente.org. Acesso em 7 de dezembro de 2009. PEROTTONI, Marco Antonio. Ética Maçônica. Disponível em… Acesso em 9 de dezembro de 2009. SANTOS, Bartolomeu Martins. Você é um Maçom Ético? Disponível em… Acesso em 9 de dezembro de 2009. ZVEITER, Waldemar. Ética e Política sob a Ótica da Maçonaria. Disponível em: http://www.lojahugosimas.com.br. Acesso em 11 de dezembro de 2009. ARANHA, Maria Lúcia de Arruda e MARTINS, Maria Helena Pires. Temas de filosofia. São Paulo: Moderna, 1992. CHALITA, Gabriel. Vivendo a filosofia. São Paulo: Ática, 2005. FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Miniaurélio Século XXI Escolar; O minidicionário da língua portuguesa. Coordenação de edição, Margarida dos Anjos, Marina Baird de Holanda Ferreira; 4a ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001. HECK, José N. e ORSINI, Ricardo. Moral e Ética em Habermas, sem fonte de publicação e data. OS PENSADORES (COLEÇÃO). História da Filosofia. São Paulo: Nova Cultural, 1996. SUGIZAKI, Eduardo. A Moral e a Ética – Definições e Origens. Apostila de Curso. Goiânia: Universidade Católica de Goiás: 1998.
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A corda de 81 nós: uma visão operativa

O Ponto Dentro do Círculo

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Nós, como nós,
atados no fio da vida,
unidos, mas sempre sós,
elos do eterno, medida.
(S.K.Jerez)

A Arte da Cordoaria e os Nós

O uso de cordas, cordões, nós e laços pelo homem se confunde com a sua própria história. Fundamentais para a evolução da espécie e extremamente valiosos para o estabelecimento de sua supremacia sobre outros animais, o desenvolvimento destes recursos como parte do ferramental de sobrevivência humano só deve ser posterior, na escala tecnológica – se o for – ao emprego de pedras, paus e ossos pelas comunidades primitivas. Supõe-se – já que não há provas materiais disso – que mesmo o Homo habilis, que viveu entre 2,5 e 1,6 milhões de anos atrás, na África oriental, já fosse capaz de realizar atividades básicas de cordoaria e entrelaçamento de fibras.

Os primeiros materiais para confecção de cordas devem ter sido trepadeiras, cipós, peles de animais, cabelos…

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O Telhamento e a Expressão Três Vezes Três

O Ponto Dentro do Círculo

Segundo alguns autores essa declaração advém dos antigos canteiros medievais da Franco-maçonaria que saudavam pelo Sinal o Mestre da Obra por nove vezes – “Eu vos saúdo, eu vos saúdo, eu vos”… (repetia-se o procedimento por nove vezes). O número nove associava-se à unidade de proporção do cubo poliédrico – três partes para a largura somadas as três para a profundidade e ainda mais três partes para a altura.

Três desses cubos compostos por três partes iguais na sua largura, profundidade e altura quando sequencialmente unidos nessa proporção perfaziam geralmente o volume do edifício ou o quadrilongo. Essa harmonia proporcional construtiva mais tarde seria muito usada para determinar os limites simbólicos da Loja (Oficina ou Canteiro) da Moderna Maçonaria – um cubo para o Oriente e dois cubos para o Ocidente, ou ainda, um para o Oriente, um e meio para o Ocidente e meio para o Átrio.

Outro provável…

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Platão e o Ritual Maçônico – Capítulo IV

O Ponto Dentro do Círculo

Liderança – A conexão da Maçonaria com Platão

Em cada casa, em cada país e continente do nosso pequeno planeta, todos nós nos recordamos de assistir em nossas telas de televisão, dois aviões da United Airlines realizarem uma rota de colisão muito consciente e direta contra as Torres Norte e Sul do World Trade Center. Em todo o mundo, assistimos em total incredulidade.

Isso ocorreu em uma manhã memorável, em setembro de 2001.

Olhando para trás, para aquele dia, como as torres desabaram parecia simbolizar uma transição na história humana. O evento, pareceu traçar uma linha entre eventos da história humana que tenham ocorrido antes daquele dia e eventos ocorridos na história humana depois daquele dia. Nos poucos anos que se passaram desde aquele dia trágico, esse entendimento foi capturado em nossa linguagem cotidiana. Referimo-nos aos acontecimentos através da expressão que é totalmente um americanismo – a saber – pré…

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Protegido: Por que eu vi a Estrela Flamejante? (para ter acesso ao texto digite a P∴ S∴ de Comp∴)

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