A Maçonaria e os Collegia Romana

A origem da Maçonaria moderna foi rastreada por meio de documentos e outros registros históricos até as guildas de construtores na Idade Média. Essas corporações, por sua vez, originaram-se de formas ainda mais antigas de empreendimento organizado (como já foi observado no capítulo sobre os Construtores de Catedrais), portanto, os historiadores maçônicos acharam necessário tentar empurrar o caminho para trás em uma tentativa de saber como elas começaram a existir. Quase todos estes historiadores têm prendido sua atenção nos collegia romanos (plural de colegiado), como fornecedores dos ancestrais mais prováveis das corporações de onde surgiu a Maçonaria e, portanto, é necessário que um estudante Maçônico saiba algo sobre as sociedades da antiga Roma. Um colégio era uma associação de pessoas, nunca inferior a três, para algum objetivo escolhido, geralmente de uma atividade comercial, social ou de caráter religioso, organizado de acordo com a lei. Ele tinha seus próprios regulamentos e, geralmente, o seu próprio local de reunião.

Na maioria dos casos, estes collegia eram tratados pela lei como tendo aquilo que é conhecido no jargão dos advogados como “personalidade jurídica”, ou seja, eles poderiam possuir bens e poderiam ser responsabilizados através dos seus funcionários por seus atos. As organizações colegiadas atingiram sua perfeição e se tornaram mais populares de Roma, portanto elas são geralmente conhecidas como collegia romanos, mas também eram populares em muitos outros países.

I. COLLEGIA ERAM ORGANIZADOS ENTRE OS GREGOS, EGÍPCIOS, ETC.

A grande maioria dos Colégios gregos foi organizada para adoração de algum deus ou herói. A religião era uma atividade pública controlada pelo Estado e, consequentemente, era forma em seu caráter; muitos homens e mulheres, sentindo a necessidade de algo mais emocional, organizavam-se em cultos de adoração privada de seus deuses favoritos, e estas organizações eram muitas vezes colegiadas em sua forma. Acredita-se que os famosos mistérios órficos, tantas vezes descritos por escritores maçônicos, iniciaram-se desta forma. Os colégios de adoradores de Baco existiam no século II; há um registro de tal colegiado datado de 186 a.C.. Estes e outros collegia gregos eram chamados por vários nomes, thiassoi, hetairai, etc. A atividade política entre os gregos, por vezes, assumia a forma colegiada, especialmente entre as classes mais baixas e entre colônias de estrangeiros residentes, estas últimas normalmente localizadas em ou perto de algum porto marítimo.

Havia collegia políticos em Atenas no tempo de Péricles, e eles causaram muitos problemas. Em 413 a.C., um grupo deles conspirou para derrubar o governo democrático. Tais associações gregas, no entanto, não eram muito numerosas e poderosas, e nunca chegaram a algo parecido com o estado de desenvolvimento que atingiram em Roma.

Os colégios tornaram-se mais ou menos comuns no Egito no século I a.C., especialmente entre os adoradores de Ísis. Apuleio cita uma dessas organizações com a data de 79 a.C., e há motivos para crer que elas existiam muito antes. Em muitos casos, elas assumiram a forma de clubes de sepultamento, sobre a qual falarei mais em seguida. Registros da existência de tais associações na famosa região de Fayum foram encontrados, tendo a data de 67 a.C. Na Ásia Menor, também, traços de collegia foram desenterrados, e acredita-se que Tiatira tinha um número maior do que qualquer outra cidade na Ásia; seus colégios de ferreiros tornaram-se conhecidos em todo o mundo.

II. OS COLÉGIOS TORNARAM-SE MUITO COMUNS NO IMPÉRIO ROMANO

Entre os romanos, as associações colegiadas eram tão antigas que a lenda atribui sua fundação a Numa, o segundo dos tradicionais reis romanos, e não há uma menção de colegiados nas Doze Tábuas. Estas organizações floresceram desimpedidas até depois do início do século I a.C., durante o qual alguma oposição começou a se desenvolver entre os legisladores romanos. Em 64 a.C., elas foram proibidas por um tempo, com exceção de algumas de caráter religioso, mas em 58 uma lei Clodiana as permitiu novamente. Esta lei foi anulada apenas dois anos depois. Júlio César, por sua vez, proibiu todas elas, exceto as associações de culto judaico, com a alegação de que elas se imiscuíam demais em política.

Quando Augusto tornou-se imperador, ele abraçou a causa dos colegiados e fez com que fosse adotado um estatuto imperial que se constituiu no fundamento de toda a jurisprudência relacionada com eles e com outras organizações semelhantes. O imperador Marco Aurélio foi o maior amigo que os colegiados jamais tiveram.

Exceto quanto a estes estatutos gerais, os colegiados foram deixados em paz até que Nero se tornou imperador, quando ele fez se adotasse uma série de disposições que regulavam as associações nas cidades italianas.

Estes regulamentos foram ampliados para incluir as cidades provinciais por Trajano, e do seu regime até o final, um imperador após o outro assumiu tal crescente controle dos colegiados que chegou um momento em que eles eram apenas engrenagens da grande máquina do Estado. A associação foi tornada hereditária; a transferência de um homem de um colegiado para o outro era proibida, e a liberdade de trabalhar ou não trabalhar era negada por toda a parte.

A indústria tornou-se de fato um monopólio estatal e os operários eram tão controlados quanto os soldados em um exército. O sistema imperial em seus últimos séculos era apoiado pelo poder que ele extorquia dos colegiados, para que as organizações de negócios, as organizações de política, e as organizações das forças militares tornaram-se os três grandes pilares que sustentavam o império.

Apesar da grande massa dos regulamentos e das leis restritivas, e as penas severas de cobertura a que todos eles estavam sujeitos, um grande número de collegia apareceu sob condições e para fins que violavam os estatutos. Estes eram conhecidos como collegia illicits, e deram aos oficiais tantos problemas quanto às contrafações provocam hoje em dia. Algumas destas associações ilícitas eram de caráter religioso; outras eram locais de incubação para intrigas políticas. Quando apreendidas elas eram severamente reprimidas na pessoa do seu presidente, que era obrigado a pagar uma multa pesada, ou então ir para a cadeia.

É surpreendente descobrir quantos collegia existiam. Mais de duas mil e quinhentas inscrições existem, e estas emanaram de cerca de 475 cidades e aldeias do império. Na própria cidade de Roma mais de oitenta diferentes atividades eram organizadas, e acredita-se que se os memoriais fossem mais completos, o número deveria aumentar consideravelmente. É uma grande infelicidade que sejamos dependentes de inscrições e registros semelhantes, porque o tempo não foi benigno com essas coisas, mas este é o caso, e porque os escritores clássicos, quase sempre evitavam falar delas devido ao seu caráter plebeu. Como os nossos próprios historiadores literários, os antigos escritores latinos gostavam de contar sobre os senhores e as senhoras e outros notáveis, suas fortunas, suas intrigas, e suas guerras: as massas incontáveis de gente comum leiga estavam fora do seu campo de visão. Uma tentativa de descobrir o que os historiadores do Império Romano tinham a dizer sobre os colégios esclareceria isso; em todas as histórias que eu pude consultar não encontrei qualquer referência digna de leitura, com exceção de um ou dois os grossos volumes de Duruy, o francês. Gibbon torceu o nariz; Ferrers não tem nada a dizer; Mommsen esquece tudo sobre isso, embora em 1870 ele publicasse um volume em latim sobre o assunto, que, até onde se pode descobrir, nunca foi traduzido em Inglês, e assim vai. É-se obrigado a recorrer aos arqueólogos.

Um grande número de collegia foi organizado exclusivamente para a finalidade de garantir ao membro uma sepultura decente, e eram conhecidos como collegia teuinorum, ou clubes de enterro. Cada clube deste tipo construía ou alugava um salão, e realizava reuniões periódicas, ocasiões em que poemas eram lidos sobre o falecido, ou uma festa era realizada para comemorar o aniversário de nascimento de um irmão. Cada uma destas sociedades patéticas possuía, ou tinha acesso a um columbário. A columbário, Deus salve a marca, era uma espécie de apelido, e significava literalmente pombal, que era um nome sugerido pelo fato de que se assemelhava muito aos predinhos em que aristocratas alojavam suas pombas. Em um quarto escuro, meio subterrâneo havia galerias de nichos, cada uma delas grande o suficiente para conter uma urna; cada membro do colegiado tinha o direito ao seu nicho e sua urna, e havia lugar para um vaso de flores, talvez, ou até mesmo uma inscrição.

A morte era uma coisa de horror para os romanos, especialmente se ele tinha a infelicidade de ser pobre, porque suas crenças lhe ensinavam que um homem mal enterrado se tornaria um fantasma infeliz, ou mesmo vagaria sem casa com os ventos, um espírito desesperado e trêmulo em agonia de solidão. Assim, cada homem esgotava seus recursos para providenciar que sua alma estivesse protegida contra tal destino. Os ricos podiam construir seus próprios monumentos – em estrada romana de alguma importância era ladeada por essas coisas -, mas os escravos e os pobres tinham dificuldade e em evitar a negligência após a morte. Eles recorriam ao expediente de unir seus recursos, e o clube do enterro era o resultado.

É impossível para nós, modernos, perceber o quanto tal coisa significava para um romano, com pouco ou nenhum recurso. O costume do público de dispor daqueles mortos sem assistência era indescritivelmente repelente. Grandes buracos eram mantidos semiabertos nas proximidades dos centros de população e neles, sem qualquer cerimônia, os cadáveres dos pobres eram despejados. Para escapar de tal horror, um homem estava disposto a fazer quase qualquer sacrifício. Devido a este sentimento sobre o enterro, os romanos eram sempre pacientes com qualquer tentativa de garantir um funeral decente, e assim os colegiados encarregados de tais questões eram tratados com paciência e, muitas vezes com indulgência. Supõe-se, segundo autoridades tais como Sir William Ramsey, que muitas das primeiras igrejas cristãs foram organizadas como clubes de enterro, a fim de escapar da ira dos funcionários, especialmente quando todas as associações privadas religiosas estavam debaixo da proibição, como aconteceu várias vezes. Alguns acreditam que a igreja primitiva era frequentemente perseguida, não por causa das doutrinas teológicas que ensinavam, mas porque o funcionalismo considerava a associações de particulares uma ameaça ao Estado.

A grande maioria dos collegia apareceu para propósitos mais mundanos. Quase todas as profissões, a arte e o comércio tinha sua própria organização na devida forma e de acordo com o estatuto imperial. Às vezes, a divisão de funções entre esses ofícios era levada a um extremo como quando os coletores de lixo tinham seu próprio colégio, os fabricantes de chinelo o deles, os vendedores de peixe o deles, os fabricantes de perucas o deles, etc. A mais antiga inscrição conhecida refere-se a um colégio de cozinheiros, de 200 a.C. Muitos escritores maçônicos alegam que collegia de pedreiros ou construtores e arquitetos ocuparam um lugar de destaque e gozavam de honras e privilégios especiais.

É verdade que existem observações de Cícero sobre a honorabilidade da arquitetura, e que alguns outros dos latinos mencionam esta chamada como tendo uma utilidade peculiar, mas a não ser por isso eu nunca fui capaz de descobrir qualquer fundamento para as afirmações tão livremente feitas por nossos próprios historiadores, embora eu tenha procurado com carinho, já que eu desejava encontrar tal evidência.

Não havia collegia na África romana, e não havia muitos no Império do Oriente, mas em outros lugares eles eram densamente espalhados pela civilização romana. Cada regimento de soldados carregava consigo seu próprio colégio de engenheiros, carpinteiros e artesãos, e conforme observa Coote, “é tão fácil imaginar um romano sem uma cidade quanto conceber sua existência sem collegia”.

III. COMO OS COLLEGIA ERAM ORGANIZADOS

Cada colégio aspirava controlar ou possuir uma sala ou local de reunião, que chamavam schola, ou em alguns casos, cúria. Como funcionários ele tinha uma espécie de presidente chamado por diferentes nomes: magistri, curitarious, quinquennales, perfecti praesides, e assim por diante. Os Decuriones eram uma espécie de guarda, e havia fatores ou questores para administrar os assuntos de negócios. Cada sociedade tinha suas próprias leis, chamadas lex college, e suas regras ou regulamentos, e estas normas estavam baseadas, conforme já explicado, nos estatutos imperiais. As taxas e encargos entravam em uma caixa comum, chamada Arca.

Tem sido alegado por alguns escritores que os recursos assim acumulados eram utilizados para fins de caridade, mas os arqueólogos mais bem informados discordam dessa opinião, e dizem que a renda era utilizada para custear as despesas necessárias para a manutenção da sede, e para banquetes memoriais. Muitas vezes, algum membro ou amigo abastado deixava um legado, geralmente com instruções para que fosse utilizado para banquetes memoriais, mas às vezes para beneficiar a sociedade como um todo. A maioria dos collegia procurava a graça de um patrono, geralmente uma mulher, que, em troca de honrarias, ajudava a custear as despesas do pequeno grupo.

Alguns cronistas supõem que estes patronos, que muitas vezes pertenciam às classes superiores, eram mais ou menos úteis em controlar as atividades do colégio, no interesse da ordem estabelecida.

O sistema social de Roma, com a sua forma de castas, era refletido dentro do colégio, onde as diferenças de classificação eram observadas com ansiedade, e o membro de alguma casa nobre sempre recebia homenagens especiais. Os escravos eram geralmente admitidos, se eles viessem com o consentimento de seus senhores, e havia muitos libertos, que eram, em muitos casos, homens ricos. Para a maior parte, a organização técnica do corpo, com os seus funcionários, suas fileiras, e os sua orientação paroquial, era decalcado no layout da cidade romana típica que era para um romano o ne plus ultra da organização política.

IV. OS COLLEGIA E A MAÇONARIA

Para o estudante da evolução da Maçonaria desde seus primeiros traços crus até seu estado atual de riqueza e poder, a história dos colegiados é de grande importância. A noção entusiástica de que essas associações antigas eram lojas maçônicas no sentido literal, e que através deles nossa Fraternidade como ele existe hoje pode traçar a sua história até 1000 a.C. ou mais deve ser abandonada, exceto em um sentido tão amplo, quase roubando a ideia de qualquer significado. No entanto, a organização colegiada pode ser justamente considerada como um item em uma longa cadeia de desenvolvimento associativo geral, o último elo da qual é a nossa moderna Fraternidade.

Há três ou quatro teorias que sustentam que se pode traçar certa continuidade tênue entre os collegia romanos e a Maçonaria moderna.

Um deles é a teoria dos Artífices Dionisíacos. Esta hipótese recebeu a forma com que estamos familiarizados hoje por Hyppolito José da Costa em seu Esboço para a História dos Artífices de Dionísio (publicado completo em capítulos em The Montana Mason começando em novembro de 1921), e foi seguido, e seus argumentos repetidos, por A História da Maçonaria, elaborado a partir de fonte autêntica de informação, com um relato da Grande Loja da Escócia, desde a sua instituição em 1736 até o presente momento, compiladas a partir dos Registros, e um Apêndice de Artigos Originais, um volume antigo famoso atribuído a Alexander Lawrie, mas que agora geralmente se acredita ter sido escrito por Sir David Brewster.

A essência desta teoria é que esses Artífices eram empregados – isto é, a lojas deles – na construção do Templo de Salomão, e que eles conservaram os segredos da arquitetura até que finalmente o último deles os transmitiu aos collegia romanos, tal como a arte era praticada.

Neste momento, entra a igualmente bem conhecida teoria dos Mestres Comacines. De acordo com esta leitura da matéria, conforme podemos aprender de Construtores da Catedral de Leader Scott, e a partir de codicilos do mesmo pelo Irmão Ravenscroft em seu ComacinesSeus Antecessores e Seus Sucessores, alguns dos collegia de construtores romanos (collegia fabrorum) se refugiaram fugindo das invasões bárbaras em, ou perto do Lago de Como, no norte da Itália e lá mantiveram um conhecimento vivo de edificação, até ao momento em que condições se estabilizaram e a Europa tornou-se pronta para outra civilização. Quando os povos bárbaros começaram a construir suas próprias cidades e desenhar suas estradas, estes Comacini, de acordo com a teoria, foram aqui e ali para ensinar ao povo a arte de construir. Eles fundaram escolas, e atuaram como missionários em geral por todos os diferentes países da Europa, incluindo a Inglaterra, que serão descritos de forma mais adequada em um próximo capítulo.

A terceira das teorias que iria ligar o colegiado às primeiras guildas Maçônicas é a que Gould elabora no primeiro volume de sua História, mas sem se comprometer de uma forma ou de outra. Segundo esta teoria, os collegia entraram na Grã-Bretanha com o exército romano de conquista e foram responsáveis por cidades, estradas, diques e igrejas, restos das quais ainda existem. Quando os anglos, saxões e os dinamarqueses colocaram um fim à civilização romana nas ilhas, os collegia continuam a existir entre eles em uma forma ligeiramente modificada, conhecida como guildas. Entre essas guildas estavam aquelas que se dedicavam à construção e suas artes relacionadas, e dessas guildas surgiram com o tempo as organizações de maçons que nos deram a Maçonaria. Alguns dos maiores historiadores do mundo negam tudo isso completamente – Freeman, entre eles – enquanto outros aceitam. Um leigo deve se decidir como bem entender.

Ainda outra teoria é a que liga as corporações medievais da Europa aos collegia que existiam em e em torno de Constantinopla, ou, como era chamada, Bizâncio. Supõe-se que, à medida que estas organizações de construtores bizantinos eram cada vez mais procuradas, elas se deslocaram gradualmente pela Itália até a Europa central, onde atuaram como a semente da qual surgiram as guildas Teutônicas. Segundo a teoria, foi a partir dessas guildas Teutônicas que as guildas maçônicas da Inglaterra surgiram, e ele foi das guildas inglesas que surgiu a Maçonaria.

Até a época em que mais evidências surjam, estas e outras teorias que poderia ser descritas se o espaço assim permitisse ficarão mais ou menos no ar. De minha parte eu não aceito qualquer uma delas como provada. Nenhuma delas tem um fundo suficiente de fatos conhecidos. Parece-me que devemos manter o julgamento em suspenso.No entanto, e apesar dessa incerteza, os collegia continuarão sempre a ser de importância para nós maçons, pois eles nos dão um dos melhores exemplos no mundo de como e porque é que uma coisa como a Maçonaria cresce a partir da natureza humana. Nos dias do Império Romano a vida tornou-se dura e cresceu em complexidade, de modo que o indivíduo encontrava-se impotente para lutar sozinho contra o mundo. Ele descobriu que, se combinasse suas próprias insignificantes forças individuais com os recursos de seus vizinhos e amigos, que o que ele sozinho não conseguia fazer, ele poderia fazer através de cooperação. Através da reunião de seu dinheiro, seu conhecimento, sua influência e sua boa vontade, as multidões de pessoas comuns aprenderam a se manter em um grande mundo muito duro.

E é assim hoje. A loja é um meio pelo qual o indivíduo solitário pode escapar de sua impotência, ligando sua própria vida à vida de seus companheiros. Em sua essência fundamental, isso é o que faz a Maçonaria. Ela desce às profundezas da natureza humana, até que encontra o que é mais permanente e universal nela e a vincula à natureza mais íntima de muitos outros. Realizada em conjunto por uma União Mística, os irmãos trabalham e vivem juntos, e aqueles que talvez nos nossos grandes centros levem uma vida solitária como estranhos ou até mesmo como inimigos são capazes de resgatar do turbilhão da vida moderna as doces comodidades da amizade, amor fraterno, ajuda, tolerância mútua, e bondade. O que os collegia foram para os homens da antiga Roma, a loja maçônica é para os homens de hoje.

Autor: H.L. Haywood
Tradução: José Filardo

LIVROS CONSULTADOS NA PREPARAÇÃO DESTE ARTIGO

Livy, Metamorphosis, XI, 30. Kennedy, St. Paul and the Mystery Religions, 72, etc. Poland, History of the Greeks. Waltzing, Historical Studies of the Professional Corporations of the Romans. Pauly, Realencyclopadie, article by Kornemann on Collegium. Hastings, Dictionary of the Bible, vol. V, 132. A Companion to Latin Studies, see. 202. Find complete Latin bibliography in sec. 563. Hasting, Encyclopedia of Religion and Ethics, vol. VI, 218. Hatch, The Organization of Early Christian Churches. Encyclopedia Britannica, eleventh edition, vol VI, 564. Mommsen, De Collegiis et Sodalitiis Romanorum Kiliae, 1870. Grote, History of Greece, vol. V, Greenidge, Handbook of Greek Constitutional History, 208 ff. Davis, The Influence of Wealth in Imperial Rome, section on Gilds. Pliny, Epistle X, 97, 98. Abbott, The Common People of Ancient Rome, 205. Corpus Inscriptionum Latinarum, XI, 5047; V, 7906; Ill, 953; VIII,14683; III, 3583; XIV, 2112; XIV, 326. Friedlander, Roman Life and Manners, I, 146. Fowler, The Religious Experience of the Roman People, ch. beginning p. 270. Barnes, Early Church in the Light of the Monuments, 53. De Rossi, Roma Soterranea, 58. Bulletino di Arch. Crist. Ramsey, The Church in the Roman Empire, 213. Hatch, Bampton Lectures, 152. Le Blant, Actes, 282. Dill, Roman Life From Nero to Marcus Aurelius. Plutarch, Numa. Duruy, History of Rome, several chapters; consult index. Cobern, The New Archaeological Discoveries and the New Testament. Pelham, Essays on Roman History, 701 ff. Ars Quatuor Coronatorum, XI, 170. Scott, The Cathedral Builders, book II, eh. 3. Clegg, Mackey’s History of Freemasonry, ch. 46 ff. Gould, The History of Freemasonry, vol. I-10 See bibliographical notes in entire chapter. Coote, The Romans of Britain. Fort, Early History and Antiquities of Masonry. Hope, Historical Essay on Architecture. Newton, The Builders, part I, ch 5. Armitage, A Short Masonic History, vol I ch 7. Gould, The Concise History of Freemasonry, (Crowe’s Revision), 10. Ward, Freemasonry and the Ancient Gods, part 1, ch. 17. Spence, Encyclopedia of Occultism, article on Freemasonry. Corpus Juris Civilis, Dig. XLVII, 22. Brown, From Schola to Cathedral.Mackey’s Encyclopedia – (Revised Edition): Ancient Mysteries, 497; Builder, 123; Collegium, 158. Comacine Masters, 161; Egyptian Mysteries, 232; Freemasons of the Church, 150; Gilds, 296; Initiations of the Egyptian Priests, 234; Isis, 358; Mysteries of Osiris, 540; Oath of the Gild, 524; Orphic Mysteries, 539; Osiris, 540; Roman Colleges of Artificers, 630; Stone-Masons of the Middle Ages, 718.THE BUILDER: Vol. III, 1917. – Masonic History – Suggestions for Research, p.204; The Cathedral Builders, p. 380. Vol. IV, 1918. – The Comacines, p. 63. Vol. VI, 1920. – A Bird’s-Eye View of Masonic History, 236 Vol. VII, 1921. – Whence Came Freemasonry, p. 90. Vol. VIII, 1922. – A Mediating Theory, p. 318.

Sobre Luiz Marcelo Viegas

Mestre Maçom da ARLS Pioneiros de Ibirité, nº 273, jurisdicionada à GLMMG. Membro da Escola Maçônica Mestre Antônio Augusto Alves D'Almeida - GLMMG e da Academia Mineira Maçônica de Letras. Contato: opontodentrodocirculo@gmail.com
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