A Insuficiência do Ceticismo Maçônico

Não muito raramente, encontramos no nosso meio a presença do Maçom Cético. Excêntrica figura em um meio de trabalho definidamente simbólico, filosófico, ritualístico e esotérico, ou seja, muito além da materialidade palpável. 

Seu comportamento é o de quem duvida de tudo. Descrente da ação educativa da ritualística, incrédulo das mensagens transmitidas por sinais, ele, por inaptidão, acaba por abdicar da capacidade de absorver os ensinamentos morais e éticos das instruções. 

Normalmente sua formação se limitou à observação dos outros Irmãos mais antigos em condutas inadequadas aos valores maçônicos. A aí, equivocadamente, concluiu que tais ensinamentos são inúteis. 

A sua visão alcança apenas os exemplos que confirmam sua miopia. Na Maçonaria precisamos vivenciar a instrução e entronizar o símbolo para alcançarmos o cerne da instrução. 

Assim como no amor e na dor, a deslealdade e a fraternidade não podem ser descritas e nem transferidas às emoções. Se o maçom não assumir sua condição de “Maçom Especulativo”, não há como entender e vivenciar em sua vida, ensinamentos simples como, por exemplo, dividir seu dia em 3 partes (8+8+8 = Régua de 24 Polegadas). 

E chegamos ao sutil ponto de encontro entre o descrente e o crente. Shakespeare disse: “Há mais coisas entre o céu e a Terra do supõe nossa vã Filosofia”. Mas não pode provar. 

Sendo assim, o Maçom pode ser até descrente em relação à conduta de alguns maçons, mas precisa ser crente de sua própria pequenez e reconhecer que nosso espírito não pode atingir nenhuma certeza absoluta a respeito da verdade. Devemos assumir um procedimento mental de observação, especulação e reflexão. Pois, a ignorância cria falsas verdades. Só respeitamos aquilo que nos interessa. 

A PALAVRA CÉTICO, VEM DO LATIM SCEPTICUS, DO GREGO SKEPTIKOS, SIGNIFICANDO LITERALMENTE: “AQUELE QUE REFLETE, QUE INDAGA” 

Este artigo foi inspirado no livro “A FILOSOFIA DA MAÇONARIA SIMBÓLICA, VOLUME 4 (2007) do Irmão Raimundo Rodrigues, que na página 129, nos repassa a instrução de Battista Mondin, em “Curso de Filosofia”, vol 1): 

O termo cepticismo vem do sképsis, que significa “investigação”, “procura”; ele quer indicar mais precisamente que a sabedoria não consiste no conhecimento da verdade, mas na sua procura.” 

Neste nono ano de compartilhamento de instruções maçônicas, mantemos a intenção primaz de fomentar os Irmãos a desenvolverem o tema tratado e apresentarem Prancha de Arquitetura, enriquecendo o Quarto-de-Hora-de-Estudo das Lojas. Precisamos incentivar os Obreiros da Arte Real ao salutar hábito da leitura como ferramenta de enlevo cultural, moral, ético e de formação maçônica.


Autor: Sérgio Quirino Guimarães
ARLS Presidente Roosevelt, 25 – GLMMG

Sobre Luiz Marcelo Viegas

Mestre Maçom da ARLS Pioneiros de Ibirité, nº 273, jurisdicionada à GLMMG. Membro da Escola Maçônica Mestre Antônio Augusto Alves D'Almeida - GLMMG Contato: opontodentrodocirculo@gmail.com
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