A Proclamação da República e a Maçonaria (Parte II)

Resultado de imagem para A Proclamação da República e a Maçonaria (Parte II)

Outro fator que contribuiu decisivamente para o desgaste da Casa Imperial e a implantação do regime republicano foi a questão militar, resultado de um conjunto de atritos e desencontros entre políticos, ministros, militares e civis (ou “fardas” e “casacas”), no período de 1883 a 1889, causados ora pela inabilidade ora pelos brios arranhados e dos egos envolvidos.

Na sua origem, o exército era identificado com a classe média e considerado uma corporação secundária em relação ao peso da elite da Guarda Nacional e da Marinha. A instituição cresceu em termos numéricos e organizacionais a partir do patriotismo demonstrado na Guerra do Paraguai (dezembro de 1864 a março de 1870). Muitos componentes daquelas tropas eram escravos foragidos ou que os senhores mandavam lutar em lugar de seus familiares ou mesmo escravos pertencentes ao Estado, que ganharam liberdade com o fim da guerra. Vários senhores tentaram reaver seus escravos, mas o exército se opôs. Os jovens oficiais retornaram com forte sentimento republicano, em virtude da parceria com os países que atuaram no conflito (Argentina e Uruguai) e eram repúblicas, porém dominados por caudilhos militares.Foram enviados em torno de 150 mil homens à guerra, sendo que cerca de 50 mil não retornaram.

Desde então, alguns oficiais passaram a conceber a ideia de que deveriam tomar o poder para que o exército se fizesse respeitado, e com isso acabar com a politicalha dos bacharéis e moralizar a nação. Defendiam desde então a abolição da escravatura, a imigração subvencionada pelo governo, a proteção da indústria nacional, a reforma eleitoral e modernização do exército.Por isso, os militares passaram a interferir nas questões políticas, com críticas ao governo imperial, demostrando marcante inconformidade pelo descaso do regime e a posição subalterna a que era relegada a tropa, e, dessa forma, aproximaram-se do ideário da propaganda republicana.

Esses militares eram filhos de pequenos comerciantes, pertencentes às classes médias urbanas, e de proprietários rurais em dificuldades, que não tiveram condições econômicas de cursar faculdades e, por isso, recorriam à carreira militar como meio de custear os estudos, tornando-se, em decorrência,letrados e adversários dos bacharéis que dominavam a política do Segundo Reinado.Esses bacharéis, políticos civis do império,eram reconhecidos pela desordem econômica, política e social e pela indiferença para com os problemas enfrentados pelo exército. Os oficiais do exército descontentes passaram então a ser atraídos para a maçonaria que ganhava terreno entre a classe média.

Os oficiais que defendiam essas ideias acreditavam que somente um governo militar poderia reorganizar as forças do país, moralizar as instituições e dar um fim à corrupção e com o apadrinhamento político e, é claro, melhorar a situação dos militares.Mesmo antes da Guerra do Paraguai utilizava-sede jornais de estudantes militares para divulgação de críticas.

Na Escola Militar, com forte influência da doutrina positivista, a aspiração de uma ditadura republicana como forma ideal de governo passou a ser pregada após a Guerra do Paraguai. A desmobilização da tropa dificultou as promoções dos jovens oficiais e a formação passou a ser mais teórica. Nesse cenário surgiram as “questões militares”, base para a posterior Proclamação da República.

A primeira questão ocorreu no ano de 1883, quando um grupo de oficiais atacou o governo por causa de um projeto de revisão da aposentadoria dos militares (Montepio Militar). Em função das críticas, o governo recuou prevendo a anulação do projeto e retaliou impedindo que os membros do Exército utilizassem os jornais para atacar as instituições ou autoridades do Império.

Na segunda questão (1884) o exército, reunido no Instituto Militar, decidiu que os oficiais não eram capitães-do-mato para perseguir os escravos foragidos. O tenente-coronel Sena Madureira, comandante da Escola de Tiro de Campo Grande, publicou um texto no qual saudava um jangadeiro cearense que se recusara a transportar escravos para um navio negreiro. Pela provocação o governo impôs a transferência de Sena Madureira da capital para o Rio Grande do Sul.

A terceira questão verificou-se entre os anos de 1886 e 1887, quando o coronel Cunha Matos ao inspecionar uma Companhia isolada no Piauí percebeu o desvio de fardamentos e pediu o afastamento do capitão-comandante, que era protegido dos políticos locais. Acusado de parcialidade defendeu-se através da imprensa com um texto no qual realizou uma série de críticas contra Alfredo Chaves, então Ministro da Guerra, sendo advertido e preso por 48 horas. No Rio Grande do Sul o coronel Sena Madureira, por meio da imprensa, o defendeu e denunciou a perseguição que vinha sofrendo, o que lhe rendeu nova repreensão.

Ainda com relação a esse incidente, um grupo de oficiais de Porto Alegre, com a autorização do vice-presidente provincial, o maçom Marechal Deodoro da Fonseca,reuniu-se protestando contra a lei que proibia o direito de resposta dos militares através da imprensa. Setores aliados ao império ficaram perplexos mediante o apoio que Deodoro da Fonseca, membro do Partido Conservador, cedeu aos seus companheiros de farda. Chamado ao Rio de Janeiro para prestar esclarecimentos, Deodoro da Fonseca foi efusivamente recebido por seus colegas da Escola Militar. O governo capitulou quanto à proibição, mas se manteve firme no entendimento de que a discussão de assuntos internos à tropa era contrária à disciplina militar.

Os oficiais exigiam a revogação das punições e o governo exigiu que formalizassem o pedido, o que não foi aceito por eles, levando o Marechal Deodoro da Fonseca a pedir a intervenção de Dom Pedro II, que se recusou a atender as representações que lhe foram dirigidas.Como resultado de tudo isso, o Ministro da Guerra foi demitido e o então quartel-mestre-general Deodoro da Fonseca enviado para Mato Grosso, para chefiar uma expedição militar de observação de fronteira, embarcando em 27 de dezembro de 1888. Retornou ao Rio de Janeiro em 13 de setembro de 1889, aproximando-se do Clube Militar.

Entre 1887 e 1889, o Marechal Deodoro da Fonseca manteve reuniões com várias figuras defensoras do regime republicano, dentre eles Cunha Matos, Sena Madureira, Benjamin Constant e José Simeão. Em 7 de junho de 1889, num ambiente de hostilidades e agitações, o mineiro Afonso Celso de Assis Figueiredo, o visconde de Ouro Preto, hostil às Forças Armadas,por exigência da oposição junto ao imperador,assume o cargo de presidente do gabinete imperial. Ao mesmo tempo, novos boatos sobre a situação dos militares se espalhavam, repercutindo a desconfiança de que estaria sendo tramada a dissolução do Exército e o fortalecimento da Marinha e da Guarda Nacional.

Empossado, o novo primeiro-ministro concebeu um amplo programa reformista, que incluía eleições para a Câmara, nomeação de militares para as pastas da Marinha e da Guerra, como forma de melhorar o relacionamento entre o Governo e as Forças Armadas, bem assim a previsão de autonomia de municípios e províncias, liberdade de culto, incentivo à imigração, redução das atribuições do Conselho de Estado etc. Com muitos inimigos, os planos do visconde não prosperaram, pois a monarquia estava desacreditada. Ouro Preto era hostilizado por conservadores e republicanos, que recordavam sua condição de neto de Joaquim Silvério dos Reis, o delator dos inconfidentes mineiros.

A proclamação foi decidida em reunião no Clube Militar, no dia 9 de novembro, planejada em segredo pelas elites militares, republicanas e maçônicas, ficando de fora o povo, que já era contado como apoiador em decorrência do desgaste do regime junto à opinião pública. O Marechal Deodoro da Fonseca, figura respeitada no Exército e amigo do imperador, um homem de reconhecidas simpatias monarquistas, aderiu ao movimento, sob forte influência do agora Tenente-Coronel Benjamin Constant, professor de matemática na Escola Militar e líder dos cadetes,reconhecido cérebro e mentor da revolução,que liderava o Clube Militar, onde se pregava uma revolta armada. Do grupo de 43 envolvidos no movimento de Proclamação da República, 29 eram maçons.

Na noite daquele dia 9 de novembro de 1889 (sábado) acontecia o mais suntuoso evento social do império, o famoso “Baile da Ilha Fiscal”, no centro histórico do Rio de Janeiro, em homenagem a oficiais e marinheiros do encouraçado chileno Almirante Cochrane, além da comemoração das bodas de prata da princesa Isabel e do conde d´Eu, com a participação de toda a nobreza, ministros de estado e diplomatas, tudo com muito luxo e extravagância. Presentes 548 senhoras e 962 cavalheiros. Há números que apontam de 3.000 a 4.000 convites enviados para o “melhor da sociedade” imperial, sabendo-se que nenhum componente do Exército fora convidado. A pouca distância dali, outra reunião secreta realizada na casa do Tenente-Coronel Benjamin Constant, onde participavam vários maçons, decidiu-se pelo fim do Império. No dia seguinte após o baile, o imperador foi para Petrópolis, fugindo ao calor do Rio de Janeiro.

Notícias falsas sobre a iminente prisão do Marechal Deodoro e de Benjamin Constant, possivelmente divulgadas por republicanos mais afoitos, precipitaram a crise com a notícia divulgada no dia 10 de novembro no diário “O País”, dirigido por Quintino Bocaiúva, o mentor entre os civis, que anunciava medidas contra militares rebeldes. Até esse momento o Marechal Deodoro ainda relutava em seguir em frente. Ele era considerado uma referência para o exército. Para onde ele fosse, todos iriam atrás, tamanho era o seu prestígio.

Deodoro da Fonseca, em reunião com líderes civis e militares no dia 11 de novembro, em sua casa, aceitou liderar os militares, desde que as ações transcorressem sem traumas nem violências. Em princípio, a data prevista para o deflagração do movimento era o dia 20. Presentes naquela reunião, dentre outros, Benjamin Constant, Aristides Lobo, Major Sólon Ribeiro e Rui Barbosa, este francamente adepto da necessidade das Forças Armadas na direção do governo do país, e que muito havia contribuído na imprensa para o fim da Monarquia com a propaganda maçônica-liberal.

Dentro da liberdade de imprensa existente à época, também o maçom Antônio da Silva Jardim atacava a imagem de D. Pedro II, às vésperas do dia 15 de novembro. Nos dias 12 e 13 a propaganda nos quartéis ganhou novo impulso com a distribuição de exemplares do “Correio do Povo”, com notícias sobre transferência de batalhões e desarticulação do exército.

Enquanto isso, na semana do dia 15, nada menos que 35 coronéis da Guarda Nacional receberam o título de barão. O governo imperial, apesar de todas as evidências de uma conspiração em andamento, manteve-se inerte.No mesmo dia 14 de novembro Floriano Peixoto,encarregado da segurança do ministério do Visconde de Ouro Preto, já envolvido com os republicanos, teria sido interrogado pelo ministro da Guerra, o Visconde de Maracaju, quando desconversou dizendo que já havia tomado providências acautelatórias.

Com a circulação dos boatos e os receios de hesitações e dificuldades de última hora, as tropas se movimentaram na madrugada do dia 15, no Campo de Santana, no centro do Rio de Janeiro. Logo pela manhã daquele dia o Conde d’Eu ainda fez seu passeio a cavalo pelo bairro de Botafogo e somente à tarde tomou conhecimento de que as tropas do Exército estavam cercando o Ministério da Guerra, exigindo a demissão do visconde de Ouro Preto, presidente do gabinete imperial. Com apenas um regimento, sem derramamento de sangue, o Marechal Deodoro demitiu o Gabinete liberal, prendendo Ouro Preto e o então Ministro da Justiça, Cândido de Oliveira, informando-os de que seriam deportados para a Europa. Floriano Peixoto fez entender ao chefe de governo Visconde de Ouro Preto que não adiantava resistir e este redigiu o último telegrama a dom Pedro II.

O único líder civil presente quando do cerco do quartel-general foi Quintino Bocaiuva. O dia 15 foi repleto de lances de confusão. Na tarde do dia 15, alguns vereadores republicanos, dentre eles José do Patrocínio, Lopes Trovão, Silva Jardim, Olavo Bilac, Aníbal Falcão, Pardal Mallet, Campos da Paz, Alberto Torres e o padre deputado João Manuel de Carvalho, em sessão na Câmara Municipal, preenchendo o vácuo constitucional, formalizaram a deposição da monarquia e declararam Proclamada a República em nome do povo brasileiro, pondo fim ao regime imperial que durou 67 anos. A notícia foi recebida na corte às 18 horas do dia 15, através do telégrafo.

O imperador, avisado dos acontecimentos, desceu à tumultuada corte na tentativa de organizar um novo Ministério, mas não logrou êxito. Na noite do dia 15 o governo provisório divulgou manifesto, assinado por Deodoro da Fonseca, anunciando o fim da monarquia pelo Exército e a Armada. Deodoro que pouco antes ainda estava relutante em assinar os documentos logo decidiu ao saber que um antigo político gaúcho de nome Gaspar Silveira Martins, seu desafeto, estava cotado para organizar um novo gabinete. Dom Pedro II foi um dos últimos a saber da República, pois somente fora comunicado que estava deposto no dia 16, às 15 horas, recém-chegado ao Rio de seu Palácio em Petrópolis, quando recebeu do Major Sólon Ribeiro a carta de Deodoro da Fonseca intimando-o a se retirar do país em 24 horas.

Graças ao telégrafo, a notícia da queda do Império se espalhou. Os protestos em outras regiões do País foram isolados e sem consequência.Segundo consta, o Conde d’Eu foi objetivo ao comentar o fato ocorrido naquela manhã: “Nesse caso, a monarquia acabou”. Uma vez proclamada a República, nenhuma reação significativa foi esboçada pelos comandantes de armas ou governador de província em defesa da Monarquia.

O Governo Provisório foi composto de velhos oficiais ligados ao Marechal Deodoro da Fonseca e inimigos dos bacharéis do império, militares positivistas, republicanos históricos e maçons como Rui Barbosa (Fazenda), Benjamin Constant (Guerra), Eduardo Campos Sales (Justiça – Presidente da República 1898-1902), Aristides Lobo (Interior), Eduardo Wandenkolk (Marinha), Demétrio Nunes Ribeiro (Agricultura), Quintino Bocaiuva (Relações Exteriores), Sampaio Ferraz (Chefe de Polícia). Ressalte-se que Rui Barbosa e Floriano Peixoto, liberais da Monarquia,e outras importantes figuras do país, rapidamente apoiaram os novos líderes políticos. Muitos dos servidores do imperador foram mantidos em seus cargos.

O texto da proclamação, contendo a organização do governo provisório e outras medidas, foi publicado na manhã de 16 de novembro de 1889, com o país passando a se chamar Estados Unidos do Brasil, conforme o Decreto Nº 1º, redigido por “Rui Barbosa, assinado por Marechal Manuel Deodoro da Fonseca – Chefe do Governo Provisório, S. Lôbo, Rui Barbosa, Q. Bocaiuva, Benjamin Constant e WandenkoIk Correia”. O novo governo deixou claro que a República Federativa respeitaria os compromissos internacionais contraídos durante o império, como os tratados e a dívida externa.

Várias medidas foram tomadas, como a dissolução das assembleias provinciais, das Câmaras Municipais e da Câmara dos Deputados; foi extinto o Senado vitalício e abolido o Conselho de Estado; a Igreja foi separada do Estado. Interventores foram nomeados para os Estados que substituíram as antigas províncias do império. Foram naturalizados os imigrantes que não queriam manter a naturalidade de origem e convocada uma Assembleia Constituinte para elaborar a nova Constituição do país.

Por fim, a família imperial foi retirada do Brasil no dia 17 de novembro e chegou a Lisboa no dia 7 de dezembro.O Imperador Pedro II, que faleceu em Paris em 5 de dezembro de 1891, é exaltado por vários historiadores como o maior de todos os brasileiros pelo seu alto nível intelectual e patrocinador do conhecimento, das artes e das ciências. Era muito prestigiado internacionalmente e sua queda causou estranheza na Europa, mas logo nas primeiras semanas quatorze nações decidiram reconhecer o novo governo e aceitar seus embaixadores em lugar dos que representavam o império. Os restos mortais do imperador, assim como os de sua esposa, a Imperatriz Teresa Cristina, foram trazidos ao Brasil, em 1921, para as comemorações do centenário da independência brasileira em 1922 e repousam na catedral de Petrópolis.

Os militares haviam proclamado a república, mas a influência continuou com os grandes proprietários rurais e comerciais ligados ao setor exportador, principalmente do café. Todavia, a maioria da população do Rio de Janeiro ficou alheia ao movimento, conforme demostram os fatos históricos. O Ministro do Interior do governo provisório, Aristides Lobo, disse à época que “o povo assistiu àquilo bestializado, atônito, surpreso, sem conhecer o que significava. Muitos acreditavam, sinceramente, estar vendo uma parada”, justificando em parte a ausência de comemorações, com manifestação popular no País, até os dias de hoje.

No mês seguinte à Proclamação da República, no dia 19 de dezembro, Deodoro da Fonseca foi nomeado Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil.Vale ressaltar que, posteriormente, no art. 8º das Disposições Transitórias da Constituição de 1891, o coronel Benjamin Constant recebeu o epíteto de “Fundador da República Brasileira”.

O Decreto nº 155-B, de 14 de Janeiro de 1890, do Governo Provisório, declarou os dias de festa nacional, decretando, dentre outras datas, o dia 21 de abril, no aniversário da morte JOAQUIM JOSÉ DA SILVA XAVIER – TIRADENTES (1746-1792), precursor da independência, dia de festa nacional e resgatando a sua importância na história brasileira, na condição de Herói Nacional.A propósito, em nove de dezembro de 1965, pela Lei 4.867, Tiradentes foi proclamado patrono cívico da nação brasileira.

Para o historiador Hélio Silva “a Proclamação da República era uma fatalidade continental. Todas as nações do continente, ao proclamar sua independência, adotaram a forma republicana”. Segundo ele, um dos grandes benefícios proporcionados ao Brasil pela monarquia foi a unidade territorial.

Ainda em tempo, uma novidade para aqueles que têm simpatias pela monarquia. A Revista Superinteressante de outubro/2016 informa sobre o lançamento de um novo game de estratégias da série CIVILIZATION onde o jogador pode projetar vários cenários, dentre eles o de assumir o papel de D. Pedro II com “a missão de governar o País, usando as riquezas do ciclo da mineração para transformar o Brasil em potência industrial (coisa que D. Pedro, deposto em 1889, não fez)”.

Finalmente, nestes 127 anos da República, sabedores de que todo trabalho é feito por maçons e não pela Maçonaria com instituição, nossas homenagens aos bravos maçons, sempre ligados aos grandes problemas político-sociais, protagonistas dos momentos decisivos da história do nosso país e que ainda permanecem na luta de forma discreta e eficiente por um Brasil e um mundo melhor. O que ainda é lamentável é que grandes nomes que lideraram a derrubada do império e a consolidação da república, e cujos nomes constam dos livros de História, não são vinculados à Maçonaria por questões de preconceitos. A conquista da devida atenção e respeito ao legado e à atividade maçônica de construção social, de aperfeiçoamento moral e intelectual continua sendo, portanto, nosso desafio permanente.

FINIS

Autor: Márcio dos Santos Gomes

Doação para manutenção do blog

Está gostando do blog, caro leitor? Só foi possível fazermos essa postagem graças ao apoio de nossos colaboradores. Todo o conteúdo do blog é fornecido gratuitamente, e nos esforçamos para fazer um ambiente amigável para os públicos interessados. O objetivo é continuar no ar oferecendo conteúdo de qualidade que possa contribuir com seus estudos. E agora você pode nos auxiliar nessa empreitada! Faça uma doação e ajude a manter o blog funcionando. Para garantir sua segurança utilizamos a plataforma de pagamentos PayPal e você pode contribuir usando o cartão de crédito, para isto basta clicar logo abaixo na bandeira correspondente ao seu cartão. Se preferir, pode também fazer sua doação por transferência bancária em favor de Luiz Marcelo Viegas da Silva, CPF 633.643.366-87, Banco do Brasil, Ag: 2115-6 CC: 14770-2.

R$10,00

Márcio é Mestre Instalado da ARLS Águia das Alterosas – 197 – GLMMG, Oriente de Belo Horizonte, membro da Escola Maçônica Mestre Antônio Augusto Alves D’Almeida, da Academia Mineira Maçônica de Letras, e para nossa alegria, também um colaborador do blog.

Nota do Blog

Para ler o artigo na íntegra, clique AQUI

Bibliografia

ALENCAR, Francisco, CARPI, Lúcia, RIBEIRO, Marcus Vinício. História da Sociedade Brasileira. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 1985;

BUENO, Eduardo. História do Brasil. São Paulo: Empresa Folha da Manhã S.A. e Zero Hora/RBS Jornal, 2ª ed., 1997;

CÁCERES, Florival. História do Brasil. São Paulo: Moderna, 1995;

CASTELLANI, José. A Maçonaria e o movimento republicano brasileiro. São Paulo: Editora Traço, 1989;

CASTELANI, José. A Maçonaria Brasileira na Década da Abolição e da República. Londrina: Ed. Maçônica “A Trolha”, 2001;

CASTRO, Therezinha de. História da civilização brasileira. Rio de Janeiro: CAPEMI Editora, 1982;

COSTA, Frederico Guilherme. Questões controvertidas da Arte Real: Londrina: Ed. Maçônica “A Trolha”, 2000;

FARIA, Ricardo de Moura, MARTINS, Adhemar, BERUTTI, Flávio Costa. História – Volume I. Belo Horizonte: Editora Lê, 1989;

GOMES, Laurentino. 1889: como um imperador cansado, um marechal vaidoso e um professor injustiçado contribuíram para o fim da monarquia e a proclamação da República no Brasil. São Paulo: Globo, 2013;

SOUTO MAIOR, Armando. Quebra-Quilos: Lutas Sociais no Outono do Império. São Paulo: Cia. Editora Nacional, 1978;

Revista VEJA Edição Especial, setembro de 1989, em:

http://veja.abril.com.br/historia/republica/indice.shtml

RIBEIRO, LauêCarregari Carneiro. Uma América em São Paulo: a Maçonaria e o Partido Republicano Paulista (1868-1889) – Dissertação de Mestrado na USP. São Paulo, 2011;

ROCHA, Luiz Gonzaga. A Bucha e outras reminiscências maçônicas. Londrina: Ed. Maçônica “A Trolha”, 1999;

VILLA, Marco Antônio. A Queda do Império: os últimos momentos da monarquia no Brasil. São Paulo: Editora Ática, 1996;

100 Anos de República. Editora Nova Cultural Ltda. São Paulo, 1989;

Sites de História e outros blogs Maçônicos na Internet.

Sobre Luiz Marcelo Viegas

Mestre Maçom da ARLS Pioneiros de Ibirité, nº 273, jurisdicionada à GLMMG. Membro da Escola Maçônica Mestre Antônio Augusto Alves D'Almeida - GLMMG e da Academia Mineira Maçônica de Letras. Contato: opontodentrodocirculo@gmail.com
Esse post foi publicado em A Proclamação da República e a Maçonaria e marcado , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.