Escola Maçônica: prazer em criticá-la!

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Para os que não sabem a Escola Maçônica Mestre Antônio Augusto Alves D’Almeida, que completará 16 anos em 25 de agosto próximo, tem críticos de plantão. Com certeza, poderíamos dizer: mas a crítica não é sempre bem vinda quando provoca uma reflexão e corrige rumos? A resposta está implícita para o bom entendedor, porém o que se vislumbra é quem a está fazendo e como está embalada a mensagem dita “construtiva”.

Quando queremos dizer que uma situação não é bem assim, lançamos mão de um recurso de linguagem popular, que no caso vertente aplicar-se-ia a vetusta “o buraco é mais embaixo”.

O bom senso nos ensina que a verdade pode e deve ser dita de várias formas, mas mentalidades carregadas de equívocos se articulam para temperá-la com sangue nos olhos, arroubos e comentários desabonadores e tendenciosos, revelando amargura e ressentimentos curtidos desde antanho, ensejando tristeza e decepção, principalmente quando procedente de pessoas que admiramos.

Por vezes sente-se que os críticos, que se consideram “oráculos” e de língua afiada, sem cerimônias partem para um linchamento moral ao denegrir o trabalho e a imagem de obreiros voluntários, que não medem esforços e sacrifícios pessoais para compartilhar os conhecimentos adquiridos com muita dedicação e estudo.

Talvez poucos o saibam, mas em muitas oportunidades, a equipe se desloca em fins de semana para vários rincões do nosso Estado para ministrar instruções, com viagens tipo bate-volta, com desgastes pessoais e perda de convivência familiar e eventos festivos, sem nenhum ganho pecuniário, mas pensando na oportunidade de proporcionar aos irmãos dessas localidades um nivelamento de informações sobre procedimentos ritualísticos e ponderações filosóficas. Por sua vez, as Oficinas beneficiadas sempre agradecem e registram os mais calorosos agradecimentos.

Entretanto, nas Lojas as quais esses voluntários estão ligados o reconhecimento desse trabalho é praticamente inexistente, além de fomentar intolerância, conflitos e mimimis entre irmãos, amigos de convivência constante e de onde se esperaria o primeiro apoio. De imediato nos vem à mente a passagem bíblica: “um profeta só é desprezado em sua terra e em sua própria casa “(Mt 13,57). Que sentimentos habitam no coração dessas pessoas? Um doce para quem adivinhar.

Já é lugar-comum em nosso meio que as divergências devem ficar no campo das ideias e não entre as pessoas. Qualquer conflito de entendimento pode ser dirimido com a participação dos interessados nos encontros semanais da Escola, onde todos estão convidados, aí incluídos esses “oráculos”, despiciendo trocas de farpas em grupos sociais, futricas de corredor e longos telefonemas na calada da noite.

Nenhum de nós pode dizer-se especialista em Maçonaria, conhecedor de todos os mistérios arcanos, e eximir-se de erro de interpretação, mas um encontro respeitoso de dúvidas com fins de construir-se um entendimento é sem dúvida o melhor caminho, principalmente entre irmãos que se enrouquecem de tanto pregar a tolerância, a humildade e o perdão. Se assim não o fora, então aprendemos tudo errado até agora ou o discurso somente é válido para Aprendizes e Companheiros?

Por outro lado, nossas Oficinas têm mecanismos de discussão de dúvidas e formas de construção de propostas que podem ser avaliadas e levadas aos níveis superiores da Grande Loja, que dispõe de secretarias especializadas e competentes para examinar sugestões e propor mudanças nos Rituais ou normas complementares, obedecendo a Constituição e Regulamento Geral, sendo inadequada qualquer estratégia que não permita a “defesa dos acusados” e a analise à luz da verdade, cuja liberdade de investigação nos é assegurada pela tradição.

Enfim, abusando do “não”, que fique claro que os membros da Escola não se abatem com essas carências mal urdidas, pois temos todos nossas qualidades e deficiências, com propósitos nobres que não se abalam com a ação desses ventos laterais. Não carecemos de reconhecimento, apenas de respeito. Não menos importante é deixar claro que essa nossa denominada “Escola” não tem o condão de ensinar Maçonaria, mas apenas e tão-somente criar oportunidades de reflexão e de debate. Portanto, que venham os interessados de coração puro e sincero, que tenham alegria em compartilhar experiências e informações!

Só tem o direito de criticar aquele que pretende ajudar.” (Abraham Lincoln)

Autor: Márcio dos Santos Gomes

Márcio é Mestre Instalado da ARLS Águia das Alterosas – 197 – GLMMG, Oriente de Belo Horizonte, membro da Escola Maçônica Mestre Antônio Augusto Alves D’Almeida, da Academia Mineira Maçônica de Letras, e para nossa alegria, também um colaborador do blog.

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Sobre Luiz Marcelo Viegas

Mestre Maçom da ARLS Pioneiros de Ibirité, nº 273, jurisdicionada à GLMMG. Membro da Escola Maçônica Mestre Antônio Augusto Alves D'Almeida - GLMMG Contato: opontodentrodocirculo@gmail.com
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3 respostas para Escola Maçônica: prazer em criticá-la!

  1. Hermano Drummond disse:

    Apesar de minha loja ser subordinada a outra potência, sou maçom e gosto de estudar todas as nuances que ela nos proporciona. Este blog de debates de temas maçônicos me auxilia de sobremaneira no entendimento da matéria Maçônica. O irmão Márcio sabe de maneira singela esclarecer nossas dúvidas, sem imposições nem achismos. Um verdadeiro Mestre que sujeito às criticas, saberá superá-las com a maestria que lhe é peculiar. Sigamos em frente!

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  2. Olavo Figueiredo disse:

    Sou testemunha e fico pensando no sacrifício de cada um dos irmãos componentes da Escola Maçônica da G.’.L.’.M.’.M.’.G.’., que viajam também aos finais de semana para ministrar suas instruções com muito carinho e com tudo isto ficam fora do convívio familiar. E sem nenhum recebimento pecuniário. Acredito que tenha vagas para voluntários.

    Curtido por 1 pessoa

  3. Mauro disse:

    Brilhante texto, principalmente conhecendo o autor, irmão que me é caro. Entretanto cabe lembrar que por muitas vezes os comentários e críticas feitas dentro de casa (ou em nossa loja, seja em cerimônia ou em grupos de WhatsApp) são feitas exatamente para evitar a exposição dos seus membros, uma vez que os MESTRES (em maiúsculo, pelo reconhecimento) são referenciais de conhecimento e devemos outorgar este título. Cabe lembrar que qualquer lugar que se preze a EXCELÊNCIA, seus membros devem ouvir as críticas de todos os lados. Uma reflexão adicional que deixo para meus amados MESTRES da ESCOLA MAÇÔNICA é o porquê destes críticos não se fazerem presentes nas instruções. Seria porque lá não teriam seu ego desafiado ou porque lá não encontram acolhida? Ou um pouco dos dois? Concluo meu comentário citando Tiago 3:1 “Caros irmãos, não vos torneis muitos de vós mestres, porquanto sabeis que nós, os que ensinamos, seremos julgados com maior rigor.”
    Um TFA!

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