A quem serve o Graal?

File:Holygrail.jpgElaine the Grail Maiden by D.G.Rossetti

As questões levantadas pela lenda do Graal nos ajudam a entender a busca dos homens por novos caminhos que os conduzam à liberdade e à felicidade.

A lenda do Graal, enquanto realidade mítico-simbólica em processo de contínua atualização, traduz questões básicas como liberdade, busca de novos caminhos e retomada dos tempos da Idade de Ouro[1], reclamantes de solução. A quem ou a que serve o Graal, questão maior do mistério, quando encontrada, coagula a certeza de sermos redimidos.

O tema “liberdade” inclui a libertação de minorias, o resgate de memórias, o banimento do trabalho escravo e a exploração da criança; a cidadania preservada para todos, usufruto do tempo livre, opções de credo, sem distinção de raça ou cor de pele, acesso à cultura e informação. Liberdade é ter a saúde preservada, tornando-nos o que nascemos com potencial para ser; estudar e adquirir conhecimento desfrutando do intercâmbio universal, sem opressões literais ou simbólicas das ditaduras. A busca por novos caminhos emergirá de todas as áreas de pesquisa da Ciência, da Filosofia ou da Arte. Os cavaleiros da Távola Redonda buscaram o Graal como todos nós o buscamos pelo exercício das nossas atividades sociais, profissionais, religiosas, por caminhos individuais, preconizados ou não pelo coletivo. Sendo a busca individual, sua essência será traduzida pela condição de se encontrar uma razão pela qual o mundo se mantém unido em sua condição simbólica ou literal; confere, a quem a descobre, a consciência da própria imparidade.

A retomada do que foi chamado Idade de Ouro, citada nos mitos de criação, traduz um jeito próprio de ser, integrado à natureza, de tal forma que o momento vivido o seja como plenitude do bem-estar. Nesse tempo, a Deusa regia o Universo apresentando-se como fonte de aconchego, alimento, sabedoria, ao mesmo tempo em que apresentava um mundo confuso e assombrado, com tempestades e negritudes. Retomar esse tempo, por opção pessoal e aceitação da tarefa, incluirá o confronto com a Sombra, propiciando a elaboração de símbolos ainda não aceitáveis no campo da consciência solar e dela mantidos alijados por posturas defensivas da psique.

Confrontar a Sombra significará aceitar o desafio do mergulho, despertando para a consciência da concomitância de sentimentos e vivências antagônicas. Excelência e honorabilidade, qualidades divinas do herói, seguirão juntas de todos os “pecados capitais”, atributos da humanidade do herói. Confrontar a Sombra será tomar contato com a realidade de que junto do rosto da donzela convive a face horrenda da esfinge.

O Graal e suas questões

As questões propostas pela mítica do Graal, quando resolvidas, propiciarão a instauração da dinâmica do Coração, até agora não realizada como decorrência de um processo de dissociação. Quer nos parecer que os tempos de dissociação são mais antigos do que possamos imaginar e traduzem antes uma dissociação primordial entre feminino e masculino, já relatado no mito judaico-cristão da criação.

Pensar sobre a origem da consciência e respectiva estruturação egoica pode nos elucidar, em parte, sobre a emergência desse fenômeno. Jaynes (1990) propõe a explicação de que o cérebro direito separou-se do esquerdo por volta do século 16 a.C., e cada hemisfério adquiriu autonomia, atuando aparentemente em franca oposição: o divino, o feminino e o inconsciente ficaram identificados com o cérebro direito, enquanto que o humano, a consciência e o masculino ficaram identificados com o cérebro esquerdo. Nesse tempo, em termos de psicologia analítica, teria ocorrido a instauração da chamada consciência patriarcal.

Neumann (1996) descreve a emergência egoica correlacionando o fenômeno com o processo coletivo desenvolvido pela humanidade, ao longo dos milênios: nos primórdios “uma semente embrionária e ainda não desenvolvida da consciência do ego dorme no redondo perfeito e nele desperta”(p.34). O redondo perfeito é o dragão primal que morde a própria cauda, traduzido pela imagem da Serpente Celestial ou da Uroboros.

Na mítica egípcia, relatada por Neumann (1996), a humanidade lutou para encontrar palavras que exprimissem com fidelidade o fenômeno emergente; a imagem do deus criador primordial ganhou expressão no seguinte relato: “O coração faz surgir tudo que resulta, e a língua repete (exprime) o pensamento do coração. (…) Eis o que causa o nascimento de todos os deuses, e toda a asserção divina se manifesta no pensamento do coração e na fala da língua.” “(…) A transição das imagens para o conceito se torna, nessa formulação do princípio criador, duplamente clara, quando se sabe que, nos hieróglifos, pensamento é escrito com a imagem de coração, e verbo com a de língua” ( p.34).

Mircea Eliade[2] (1975) conta sobre um mito sumeriano no qual o homem foi criado pelo desejo da deusa Namu. Seus auxiliares recolheram terra dos quatro cantos do mundo, juntaram água dos rios, sal e forjaram um boneco. A deusa olhou para a criatura e deu-lhe o Coração, fonte de ideias e conhecimento. En-lil, seu filho, deu Vida à criatura, ou seja, competência para agir e ter movimento. Enquanto a Deusa Mãe dava ao homem reflexão e pensamentos, o Deus Filho dava fala, expressão, verbo, ação.

No mito judaico, o homem foi criado como um boneco feito do barro dos quatro cantos da terra misturado com água doce e salgada; o Senhor soprou “pneuma” em sua boca, tornando-o criatura “viva”. O gosto sentido quando levamos objetos à boca nos faz conhecer; será que o Senhor ao soprar o pneumaespírito na boca do homem fez com que ele provasse do gosto do sabor-conhecimento?

A seguir, da “costela” do homem criou a mulher e ambos foram colocados no Éden, onde podiam usufruir de todas as regalias. Das duas árvores primordiais, vida e conhecimento, proibiu-os de provar da segunda. A criatura foi concebida com pneuma e vida, coração e movimento, competência para ser e fazer. O Anthropos primordial andrógino foi cindido, e a existência do homem e da mulher se estabeleceu a partir da separação de dois princípios.

Deveríamos entender que a separação, fenomênica necessária para a discriminação de polaridades, tenha dado como consequência a dissociação? Se assim foi, haveremos de pensar um Criador forjando seu Anthropos com Coração e Vida para, a seguir, separá-lo em duas partes, submetendo uma a outra, e retirando das criaturas a possibilidade da conjunção criadora. Ao criar a mulher submetida ao homem e colocá-los no paraíso, como princípios complementares, separados, impedidos de entrar em contato, teria o Criador prefigurado a cisão da dinâmica patriarcal?

A proibição de que as instâncias complementares se conjugassem de forma consciente concorreu, talvez, para a emergência de polaridades acrescidas de valores onde uma é melhor que a outra. Eva, princípio feminino, inerência do conhecimento, deu-se para ser “conhecida” por Adão, princípio masculino, para que ambos pudessem procriar. Ao se juntarem, recompuseram a totalidade, tornando-se deuses criadores, e o Ego nasceu como filho do tempo novo. Juntos, masculino e feminino criam; juntos são o deus e a deusa, a vida e o coração, o fazer e o ser.

Na mítica judaica, comer a maçã tornou-se motivo bíblico da expulsão do paraíso. Entre os celtas, a maçã é o meio pelo qual se aprimora o espírito e se faz contato com o outro mundo. “A maçã apazígua a fome e a sede, e faz parte de sua natureza ser um fruto dispensador da vida e da ciência” (BARROS, 1994, p.131).

O homem-ego-consciência, filho da totalidade, nasce do Deus-Deusa primordial. Na mítica judaica, o nascimento para a luminosidade é retratado como desobediência, e o sentimento experimentado, por tal ousadia, é descrito como vergonha.

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Calasso (1991, p.13) descreve o mistério como sendo aquilo do que se tem vergonha. Para o humano se relacionar com o divino precisa estar protegido pelos véus da hierofania, de tal forma que os segredos, ou os conhecimentos de uma instância para a outra, não sejam revelados para a consciência, mantendo o mistério protegido. Dessa forma, o que era domínio do divino não seria acessado para a consciência. Quando o homem-ego-consciência nasceu, comendo da árvore do conhecimento, descerraram-se os véus da inconsciência e não houve mais como ocultar de si o desejo de unir-se com a outra metade.

Após adquirir consciência, a conjunção para se consumar passou a acontecer no recôndito da alcova, como coisa vergonhosa ou proibida. Ao comer da árvore do conhecimento, juntou feminino e masculino, o ser com o fazer, tornando-se como Deus, passando a conhecer o bem e o mal. Ao acordar para o tempo da consciência, o humano passou a perceber em sua face e na do outro todas as expressões das realidades subjetivas: assoberbado por elas, cobriu-se com as personas protetoras, compondo a Sombra.

Ter consciência passou a ser realidade impeditiva para confrontar a face de Deus; ela é causticante, denuncia a hybris e causa vergonha. A revelação de si para si mesmo causa impacto que a descoberta do mistério traz. Cada vez que a consciência se integra de símbolos que referendam a finitude da própria consciência, fica-se sob impacto. Êxtase e loucura são vivências muito próximas; loucura é como viver a eternidade do inconsciente enquanto que o êxtase é viver a eternidade do momento, na transcendência das polaridades.

O sabor sentido ao se provar da árvore do conhecimento foi amargo: essa atitude colocou o homem na condição de eterno exilado. A junção do conhecer com o fazer foi adquirida às custas de maldição: produzirás o pão com o suor do teu rosto, a mulher parirá o filho do tempo novo com sofrimento e ambos experimentarão a dor da finitude.

Domínio da Consciência

O domínio da consciência, que humaniza, inclui a morte como realidade sistêmica: o preço pago para transpor a instância do ver e fazer para a instância do conhecer e saber-se fazendo foi traduzido como movimento heroico. Para criar Ego, o Herói se faz necessário.

Segundo Mathews (1989), nas versões não canônicas do mito judaico da criação o Deus Criador existia desde todo sempre com sua consorte Shekinah. A partir do momento em que o Criador separou vida de conhecimento e expulsou do Paraíso o homem e a mulher por suas desobediências, Shekinah recusou-se a viver em sua companhia e veio para a Terra fazer companhia aos seus filhos (p.137 e segs.).

O mito canônico coloca o homem como pecador, com a mácula da maldição, porque desejou o que é de sua própria natureza. A cisão, feita pelo divino, entre Vida e Conhecimento, criou um ser em desequilíbrio, condição não aceita pela Deusa.

Ter Ego é apartar-se do centro e compensatoriamente o sistema psíquico gera a Sombra, expressando-se como polaridade, fenômeno esse próprio da natureza da instauração da consciência.

Em outra versão apócrifa (Mathews, 1989), o mito judaico relata que a primeira mulher criada foi Lilith, que não aceitou submeter-se ao jugo do criador, sendo expulsa como maldita. Jeovah forjou uma segunda mulher, Eva, feita “da costela” de Adão, ou seja, com o princípio feminino subjugado ao masculino. Nesses tempos primordiais, havia no paraíso a árvore da vida e do conhecimento como centro do mundo: esse axis mundis era guardado por uma serpente que trazia em sua mão um cálice, oferecido a tantos quantos o buscassem. A fonte da vida e do conhecimento era uma só, sem separações (p.137 e segs.).

O mito cristão apresenta o Cristo como cordeiro imolado que lava os pecados do mundo, bode expiatório sacrificial que redime as máculas do pecado original

Contam também as lendas celtas que as deusas habitavam os mananciais de águas límpidas, regendo as fontes, e quando os peregrinos buscavam esses locais sagrados, as divindades femininas ofereciam, em cálices, a água do reconforto e descanso. Um dia, um indivíduo violentou a Deusa e roubou-lhe a taça: desde então, a fonte secou e as deusas se recolheram para recantos profundos, escondidas dos olhares humanos. A serpente foi morta, sua cabeça cortada e enterrada, e o cálice, perdido. Da cabeça enterrada nasceram os tubérculos que serviam de alimento aos homens. O centro do mundo, velado pela serpente, congrega vida e conhecimento, permanecendo presente em todos nós. Entretanto, enquanto Ego, estamos dele apartados uma vez que somos uma consciência carregada de maldição.

A cisão existente no mito judaico da criação fez do homem criatura perversa que come o fruto da árvore proibida. Pela desobediência se fez maldito, necessitado de redenção que o religaria ao centro, viável tão somente pelo coniunctio do conhecer com o fazer, do coração com a vida. A leitura simbólica do mito judaico revela um homem-ego-consciência como bode expiatório, expressão da dualidade inconsciente-consciência, feminino-masculino, coração-vida, ser-fazer, conhecimento-trabalho.

O mito cristão apresenta o Cristo como cordeiro imolado que lava os pecados do mundo, bode expiatório sacrificial que redime as máculas do pecado original. O crime do homem, visto pela leitura simbólica, é um paradoxo, uma vez que o revela como se apropriando do que já era condição imanente de si mesmo. O conhecimento, roubado e carregado como maldição, gerou monstruosidades, reafirmando a dissociação. O Cristo, a redenção da unidade divina em cada um, passa a ser o consentimento para que o homem assuma o conhecer, vindo do coração. A cisão, dissociação entre o coração e o verbo, confirma o Cristo como o símbolo da conjunção, consentimento para tornar coração-verbo, conhecimento-ação, uma só unidade.

A perda da Idade de Ouro seja talvez decorrência da condição humana de usar o conhecimento como fonte do poder, dissociado do coração-misericórdia da deusa. O Graal é o feminino continente do sangue e suor do filho amado: buscá-lo será conjugar Deus e sua Consorte, conhecimento e verbo. Dessa forma, o conhecimento terá precedência sobre o verbo, e o coração sobre a ação.

Cristo afirmou: “Eu sou o caminho, a verdade, a vida!” Buscar o Graal é buscar a verdade, conhecimento, totalidade, cumprindo a tarefa-missão de despedida da missa: ite missa est. Não aceitar o Cristo é manter o Cálice vazio de alimento, a Terra sem o germe; enquanto esse repúdio se mantiver, permanece a dissociação sombria.

Quando Parsifal encontrou pela primeira vez o Castelo do Graal, viu-se diante do Rei Mutilado, assistiu à procissão das sacerdotisas levando o Cálice Sagrado, mas não se fez as perguntas: quem sou eu, que estou fazendo aqui, que tudo isso tem a ver comigo e qual é minha responsabilidade? A resposta, se encontrada, devolverá ao humano a inteireza de ser.

Merlin, o representante simbólico arquetípico do “eu superior” ou do próprio Self, criatura transcendente do reino do inconsciente, é a possibilidade da inteireza de ser. Para encontrá-lo, necessário se faz que o confronto com a Sombra demoníaca aconteça. No reino do inconsciente estão nossas grandes preciosidades. Merlin é o desejo de ser e o ser atualizado, o conteúdo e o próprio Cálice; a busca e o objeto procurado. Não adianta, entretanto, que um só consiga; antes, é necessário que o coletivo se humanize, individuando-se. Todos que fazem o mergulho em busca do confronto correm o risco de enlouquecer ou retomar a consciência fazendo mau uso das descobertas encontradas.

O reino do inconsciente exige do explorador ética acima de tudo: esse é o problema de todo analista. Não é só o mergulho e o trabalho com o inconsciente, mas o que fazer com o conhecimento integrado e o proveito que se tira dele. Merlin dizia que não bastava o confronto com a Sombra ou o mergulho no inconsciente, mas era necessário um retorno criativo. Quando se faz o confronto com o inconsciente, não há como retornar sem as transformações e a modificação ocorrida só poderá ser comunicada a outros iniciados. O uso que se pode fazer das descobertas é perigoso e cruel: atuar a dinâmica do coração é como usar energia atômica como bomba.

A psicopatologia será sempre a hipertrofia da cisão entre cérebro direito, da arte, criação, fantasia, do coração, e o esquerdo, expressão da tecnologia, horário, do tempo linear, da realidade sequencial, da execução da tarefa e do cumprimento do dever.

Cristo, configuração do tempo da dinâmica do coração, confirma a redenção do feminino, prega a liberdade de ser, propõe um novo tempo da Idade de Ouro que só poderá ser vivido na plenitude da interação eu-outro. Ao declarar: “não vim para desfazer a lei do pai, mas ampliá-la” – confirma que além de prover e manter a vida, cada um deverá amar ao seu próximo como a si mesmo, ou seja, deverá ter misericórdia.

Quanto à questão: “a que serve o Graal e/ ou quem serve ao Graal?”, a resposta que trago como proposta de fechamento do tema: cada um de nós serve ao Graal, porque estamos aqui, o que dá sentido a nossa vida fazendo-nos condutores de nossa própria individuação e sincronicamente responsáveis diante do Todo. Todos servem a todos, cumprindo o mandamento maior: “ama ao teu próximo como a ti mesmo”.

Autora: Maria Zélia de Alvarenga

Maria Zélia de Alvarenga é médica psiquiatra formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), analista junguiana pela Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica (SBPA) e International Association for Analytical Psychology (IAAP). É editora da revista Junguiana, autora de O Graal, Arthur e seus cavaleiros (2008) e organizadora do livro Mitologia Simbólica: estrutura da Psique e Regências Míticas (2 ed., 2010), ambos publicados pela Casa do Psicólogo.

Notas

[1] – De acordo com a mitologia grega, a Idade ou Era de Ouro foi uma época de esplendor da humanidade. Em certo sentido, todas as sociedades procuram remeter-se a um período de glórias passadas para dar conta das mais diferentes justificativas. É comum ouvirmos termos como “anos dourados” ou “era de ouro” para referir-se a tempos de vitórias e bonança de países, movimentos artísticos e até mesmo no esporte.

[2] – Historiador, escritor e filósofo de origem romena, Mircea Eliade (1907-1986) foi um grande estudioso das crenças religiosas e da simbologia dos mitos. Entre livros de ficção, ensaios filosóficos e pesquisa histórica, escreveu a trilogia A história das crenças e das ideias religiosas.

Sobre Luiz Marcelo Viegas

Mestre Maçom da ARLS Pioneiros de Ibirité, nº 273, jurisdicionada à GLMMG. Membro da Escola Maçônica Mestre Antônio Augusto Alves D'Almeida - GLMMG Contato: opontodentrodocirculo@gmail.com
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