A ideologia da Maçonaria

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“Cada ideologia tem a inquisição que merece.” (Millôr Fernandes)

A expressão “ideologia” foi inventada pelos filósofos Pierre-Jean-Georges Cabanis (1757-1808), Antoine Destutt de Tracy (1754-1836) e seus amigos, que lhe atribuíram como objeto a teoria (genética) das ideias. Karl Marx (1818-1883), cinquenta anos depois, retomou o termo e deu-lhe um sentido muito diferente, como um sistema de ideias e representações que domina a mente de um homem ou de um grupo social, tendo como objetivo dissimular a realidade e manter os mais ricos no controle da sociedade. Por isso, Marx encorajava a união do proletariado para enfrentar a burguesia.

Escritos do marxista Antonio Gramsci, que não se enquadram como ideologia, mas como hegemonia, costumam estar associados. Porém, Gramsci usa a palavra hegemonia para se referir às maneiras como um poder governante obtém daqueles a quem subjuga o assentimento à sua dominação. Mas, a história demonstra que a ideologia pode ser imposta à força e que a hegemonia inclui uma ideologia mais ampla, podendo assumir formas políticas ou econômicas. Conceitualmente, para Terry Eagleton, filósofo e crítico literário britânico identificado com o marxismo, a hegemonia é inseparável de certa ideia de luta, de um modo como a ideologia talvez não seja.

Apesar de ser um termo mal utilizado com muita frequência ou usado de maneira muito vaga, transmitindo uma espécie de descrédito ou mesmo de insulto a uma afirmação que a ela se associe, até de alienação da consciência humana, a ideologia no seu sentido mais amplo pressupõe um conjunto de ideias e conceitos, de crenças e convicções filosóficas, religiosas, econômicas, jurídicas, sociais e políticas, pensamentos, doutrinas ou visões de mundo de um indivíduo ou de determinado grupo que orientam suas ações.

Para o filósofo esloveno Slavoj Zizek, “Ideologia pode designar qualquer coisa, desde uma atitude contemplativa que desconhece sua dependência em relação à realidade social, até um conjunto de crenças voltado para a ação; desde o meio essencial em que os indivíduos vivenciam suas relações com uma estrutura social até as ideias falsas que legitimam um poder político dominante”.

Terry Eagleton ensina que “a ideologia já não é, agora, apenas uma distorção ou uma reflexão falsa, uma tela que intervém entre nós e a realidade, ou um efeito automático da produção de mercadorias. É um meio indispensável para a produção de sujeitos humanos”. Louis Althusser, filósofo do Marxismo Estrutural de origem Francesa, afirma que “a estrutura de qualquer ideologia é especular, e duplamente especular, o que equivale a dizer que toda ideologia é centrada, que o Sujeito Absoluto ocupa o lugar singular do Centro e interpela a seu redor a infinidade de indivíduos a se tornarem sujeitos”.

Por seu turno, o educador e filósofo brasileiro Paulo Freire (1921-1997), afirmava que “a ideologia tem a ver com a ocultação da verdade dos fatos, com o uso da linguagem para encobrir a realidade”, e por isso em seu método de ensino defendia a não neutralidade da educação e que os alunos deveriam pensar por conta própria e refletir criticamente sobre a realidade, tema esse bastante controvertido atualmente, ensejando visível dissonância entre palavras e sentidos.

Múltiplas fontes registram que durante o século XX a ideologia assumiu uma série de rótulos e qualificações, como: comunista, marxista, fabianista, capitalista, fascista, nacionalista, nazista, anarquista, conservadora, democrática, fundamentalista, liberal, neoliberal, de gênero, conforme ideários e sistemas específicos, tendo cada família ideológica seus teóricos e vertentes doutrinárias, muitas delas radicais, marcando, por vezes, um momento histórico, levando inclusive a polarizações políticas, disputas entre países, atualmente substituídas por batalhas cibernéticas insufladas pela fúria dos milicianos digitais, “haters” e “fake news” no pulsante universo virtual, permanentemente em chamas. O consenso é de que cenários de crise se instalam quando a ideologia torna-se mais importante que a racionalidade e de que é preciso estar em permanente luta contra alguém ou algo.

Na política, embates são travados independentemente do espectro se de direita ou de esquerda, sem viés ideológico, mormente direcionados contra quem simboliza o sistema, apenas para gerar inseguranças e alternarem-se os ciclos de poder. Governos tendem a avaliar protestos e manifestações como obra de conspiração política ideológica. No plano eleitoral, a retórica ideológica é matéria prima. Decisões de governos raramente são adotadas considerando-se apenas critérios técnicos e científicos. O que é realmente muito difícil de aceitar é que temos ideologias diferentes e por vezes objetivos opostos e é ingenuidade querer meter a colher nessa sopa quente imaginando não sair sapecado.

A arte costuma também pagar um preço amargo, frente a um sistema de cobranças que sempre tenta codificar manifestações culturais e exercer um patrulhamento ideológico ao invocar a necessidade de preservação de valores culturais que oscilam entre os extremos, conforme a estação, com caça às bruxas, linchamentos e temperos a gosto do freguês ou da chefia. Nem a Ciência fica de fora dessas discussões, muitos a considerando como ideologia da classe burguesa, com críticas recorrentes a trabalhos científicos influenciados por “ideologias não científicas dos cientistas”.

Nem as relações sociais e familiares estão isentas de conflitos ideológicos, quando posicionamentos geram inimizades, eliminações, bloqueios e abandono em redes de relacionamentos, em decorrência de polarizações políticas, demandando cuidados redobrados com os comentários também no ambiente de trabalho, para evitarem-se desgastes nas equipes, entre superiores e subordinados e nos contatos com clientes. O elegante embate de ideias tornou-se uma raridade.

O pragmatismo, outra doutrina filosófica, que deixa as ideologias fora de decisões de governo, costuma ser invocado para equilibrar os conflitos considerando o valor prático como critério de verdade, dentro de uma visão realista, para solução imediata de problemas. A moderação normalmente é vista com desconfiança.

Na seara ideológica, a “razão” está sempre do lado mais forte da ocasião ou do prestígio dos formadores de opinião (“influencers”), que hoje tem acesso direto a ouvidos e cérebros receptivos e ávidos de novidades. Lembrando “Trem de Ferro”, de Manuel Bandeira: “…Passa boi, Passa boiada…”. E os desatentos vão absorvendo os clichês automaticamente, sem a devida avaliação e análise, e “la nave va”, amanhã é um novo dia (irremediavelmente em poder das redes sociais).

No seu campo específico, o ideário da fase moderna da maçonaria organizada como instituição a partir de 1717, dita maçonaria regular, tem como referência a Constituição elaborada pelo pastor James Anderson, da Igreja Presbiteriana em Londres, e que leva seu nome ou Constituição dos Maçons Livres, reformada e republicada em 1738. Muitos autores atribuem a Anderson a criação da maçonaria simbólica, em função desse trabalho, mas há controvérsias.

A sua história é resultado dos desafios enfrentados pela Europa entre os séculos XVII a XIX, em especial do pensamento iluminista, tendo como norte a fé na perfectibilidade humana e na inevitabilidade do progresso. Para Andrew Prescott, diretor do Centro de Estudos da Maçonaria da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, “Ser maçom nos séculos 18 e 19 era um pouco como ser de esquerda no começo do século 20. Em geral, eram pessoas liberais, receptivas a novas ideologias e preocupadas em reorganizar a sociedade”.

Na sua essência, a maçonaria fundamenta-se nos inúmeros preceitos, princípios, procedimentos, premissas e proposições que permeiam seus aspectos filosóficos, tendo como inspiração os ideais de liberdade, de igualdade e da fraternidade, sob a perspectiva da razão, da ciência, do progresso e da moral. As vertentes inglesas e francesas são as que mais se destacam no seu ideário. Os princípios e tradições são imutáveis, mas seus conceitos são alterados, porque deve acompanhar a evolução da ciência, em todos os campos e sentidos.

Para acolher a pluralidade de crenças religiosas e filosóficas de seus membros, a maçonaria estruturou vários ritos, observados o rigor dos princípios e simbolismos envolvidos, com as interpretações abertas às idiossincrasias, “deixando a cada um suas próprias opiniões”, conforme consignado na Constituição de Anderson.

Importa esclarecer que a maçonaria é universalista porque não estabelece nenhum pré-requisito ideológico, e pelo seu ecletismo não é proselitista e não impõe nenhuma doutrina como obrigatória, mas insiste no cumprimento do dever do iniciado de procurar sempre a verdade, investindo na formação de homens com espírito inquiridor.

Entretanto, destaca-se uma afirmação recorrente em seu meio e que define a Maçonaria como sendo uma Instituição perfeita formada por homens imperfeitos, que deriva das fraquezas humanas e permanecem no maçom, mesmo na condição de Mestre. O que não se pode é condenar todo um nobre ideário por eventuais deslizes de seus adeptos. Reforça esse argumento se pensarmos que não se pode vislumbrar a maçonaria como uma instituição uniforme e coesa, pela inexistência de liderança central, não obstante a prevalência de uma mesma tradição, de um passado mítico, tendo em vista suas variadas Potências, Ritos e Lojas, que gozam de autonomia administrativa, respeitados os princípios e a forma de organização.

A Maçonaria se define como “uma associação de homens sábios e virtuosos que se consideram Irmãos entre si e cujo fim é viver em perfeita igualdade, intimamente ligados por laços de recíproca estima, confiança e amizade, estimulando-se, uns aos outros, na prática das virtudes”. E acrescenta: “é um sistema de Moral, velado por alegorias e ilustrado por símbolos”. Como uma escola no seu amplo conceito, esses elementos constituem o material de aprendizado, tendo cada um sua explicação e conteúdo filosófico. Estimulando a postura especulativa, promove em seus associados o despertar do senso crítico, direcionando-o a superar amarras artificiais contidas em concepções elaboradas por alguma eventual ideologia de caráter dominante.

No elenco de seus princípios, destaca-se a defesa da existência de um Criador, Deus, o Grande Arquiteto do Universo, acolhendo homens de todas as classes e de todas as crenças, não impondo limites à investigação da Verdade e exigindo a tolerância entre seus membros e proibindo discussões político-partidárias e proselitismo religioso, consubstanciando-se em uma instituição apartidária e ecumênica, não oferecendo sacramentos nem tendo dogmas nem teologia, além de não expressar nenhuma incompatibilidade com a fé e práticas religiosas de seus membros.

A maçonaria propugna pela conciliação entre os que estão separados por crenças e ideologias, diferentemente de algumas religiões ou correntes políticas que pregam a conversão de seus adeptos e por vezes os levam a um aprisionamento ideológico, o que nos remete ao final da reflexão do orador romano Sêneca (4 a.C- 65) sobre correr riscos: “acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se da sua liberdade”. Na maçonaria, o obreiro pode sair a qualquer momento, até grosseiramente e sem avisar, caso esteja atarefado ou mesmo desencantado.

Destaca entre seus objetivos o combate à ignorância, o aperfeiçoamento moral, a obediência às leis do País, a prática da justiça, do amor ao próximo e o incessante trabalho pela felicidade do gênero humano, de forma a conseguir a sua emancipação progressiva e pacífica, superando amarras e mecanismos de desumanização.

Com todos os percalços enfrentados ao longo do último século, desenvolveu uma resiliência com o empenho na valorização do seu papel perante a sociedade, fazendo-se reconhecer como o lugar do saber, onde ideias e opiniões circulam sem nenhuma restrição, com estímulo ao livre debate. Exaltando suas características de acolhimento e sociabilidade, e ancorando-se no caráter discreto de seus rituais, serviu no passado de abrigo para estudiosos e pensadores ameaçados e perseguidos em várias situações.

Nas Lojas são debatidos temas envolvendo valores familiares, ética e filosofia, arte, história, políticas sociais, economia, liderança e gestão, filantropia, autodesenvolvimento, dentre outros. Com isso, a maçonaria prepara seus obreiros sem pressões ou imposições, não se evidenciando uma busca dirigida da Verdade, por ferir princípio da liberdade de pensamento e do livre arbítrio. Na realidade, espera que atuem a serviço da humanidade, tornando-a melhor e mais esclarecida, sempre com presença marcante onde estejam, nas ruas, praças e na sociedade civil, ensinando pelos seus valores morais, histórico de obras, não somente em discurso, mas em ações concretas. Esses valores sintetizam o que se poderia chamar de ideologia maçônica.

A Grande Loja Maçônica de Minas Gerais registra no artigo 20, § 4º, de sua Constituição, os seus objetivos e, no artigo 22, § 3º, esclarece que adota em sua ação filosófica, ritualística e social, os “Landmarks” de Mackey e a Constituição de Anderson. Os 25 Landmarks compilados pelo médico e historiador maçônico americano Albert Gallatin Mackey em 1858 são adotados pelas Potências Maçônicas latino-americanas e por algumas Grandes Lojas da América do Norte. Em maçonaria, “Landmark” corresponde ao termo apropriado pela primeira versão da “Constituição de Anderson”, no ano de 1723, com o sentido de marcos, limites ou regras de conduta. Se uma só dessas regras não for observada, a Potência rebelde é declarada “Irregular”.

Não podendo ser confundida com seita ou qualquer coisa que o valha, a maçonaria tem um ensinamento próprio, constante de seus manuais e rituais, que transmite seus princípios, que jamais podem ser associados a dogmas. Conforme demonstra Alec Mellor (1976), não existem dogmas maçônicos. “A própria noção de “Landmark” não se confunde com o do dogma”. Segundo ele, “a diferença está em que a Maçonaria não reivindica a Revelação…. longe de opor-se à Igreja, neste ponto, a incompatibilidade teria surgido se ela tivesse seus dogmas”. Sobre o histórico conflito entre Igreja e Maçonaria, ver o artigo:

https://opontodentrocirculo.com/category/maconaria-e-igreja-catolica-reconciliacao-improvavel/

Por vezes, associar as instruções no formato de perguntas e respostas com o termo “catecismo maçônico”, não implica vínculo religioso ou doutrina específica, tratando-se apenas de um conjunto de perguntas e respostas, simulando diálogos, que costumam ser feitas como forma de reconhecimento maçônico visando a afastar estranhos e eventuais curiosos que possam aventurar-se a participar de uma reunião ritualística e não aberta ao público.

As Instruções no meio maçônico, que veiculam a base do seu ideário, visam a inteirar os obreiros sobre a Constituição, Regulamentos, Rituais, simbolismos, filosofia, liturgia, procedimentos, administração, estratégias de reconhecimento, de forma a propiciar a uniformização e nivelamento de conhecimentos e informações. O Blog “O Ponto Dentro do Círculo”, apresenta mais detalhes sobre as instruções maçônicas em:

https://opontodentrodocirculo.wordpress.com/2016/02/23/a-instrucao-maconica/

Em sua história a Maçonaria enfrentou detratores internos e externos, perseguições políticas e ameaças, como na primeira metade do século passado, quanto Gustavo Barroso, também militante integralista e simpatizante do nazismo, atacou a maçonaria em várias de suas obras, defendendo a tese de que a mesma teria planos para o Brasil e que os principais acontecimentos da história brasileira seriam resultado de ações conspiratórias maçônicas. A imprensa integralista reforçou a associação entre maçonaria, judaísmo e comunismo. Não se pode olvidar os reflexos na sua imagem em decorrência de outra maçonaria vicejante, conhecida como irregular, com pressupostos conflitantes e que merece abordagem à parte. Nesse sentido, mais detalhes no trabalho constante do link abaixo, relativo à maçonaria e reflexos dos anos de 1930 e de 1964.

https://opontodentrocirculo.com/category/a-maconaria-e-os-reflexos-dos-anos-de-1930-e-de-1964/

Enfim, por se constituir em uma instituição em permanente transformação e com os olhos no futuro, a autêntica Maçonaria sempre calibra suas forças em função das permanentes mudanças e desafios, mantendo o reconhecimento e respeito às suas tradições, com supedâneo em uma cultura que distingue seus obreiros e que se consagra simplesmente como um trabalho voluntário e uma escolha de vida.

Ideologia, eu quero uma pra viver…” (Cazuza).

Autor: Márcio dos Santos Gomes

Márcio é Mestre Instalado da ARLS Águia das Alterosas – 197 – GLMMG, Oriente de Belo Horizonte, membro da Escola Maçônica Mestre Antônio Augusto Alves D’Almeida, da Academia Mineira Maçônica de Letras, e para nossa alegria, também um colaborador do blog.

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Referências bibliográficas

ADORNO, Theodor (et al.). Um Mapa da Ideologia. Organização de Slavoj Zizek. Rio de Janeiro: Contraponto Editora Ltda., 1996;

Blog “O Ponto Dentro do Círculo”, em :

https://opontodentrodocirculo.wordpress.com/2016/02/23/a-instrucao-maconica/

https://opontodentrocirculo.com/category/maconaria-e-igreja-catolica-reconciliacao-improvavel/

https://opontodentrocirculo.com/category/a-maconaria-e-os-reflexos-dos-anos-de-1930-e-de-1964/

Constituição da GLMMG;

MELLOR, Alec. Os Grandes Problemas da Atual Franco-Maçonaria – Os novos rumos da Franco-Maçonaria. São Paulo, Pensamento, 1976;

Ritual do Grau 1 – REAA –GLMMG

Sobre Luiz Marcelo Viegas

Mestre Maçom da ARLS Pioneiros de Ibirité, nº 273, jurisdicionada à GLMMG. Membro da Escola Maçônica Mestre Antônio Augusto Alves D'Almeida - GLMMG Contato: opontodentrodocirculo@gmail.com
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