Cooperação maçônica como instrumento de progresso

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No primeiro grau, ainda na Iniciação, o Orador se dirige ao candidato à Maçonaria, quando expõe a ele os deveres. Dentre estes deveres – o segundo, não menor tampouco maior em importância que o primeiro, estabelece a seguinte obrigação:

“O segundo dos vossos deveres, o que faz com que a Maçonaria seja o mais puro dos ideais, sobre ser a mais nobre e a mais respeitável das instituições humanas é o de vencer paixões ignóbeis que desonram o homem e o tornam desgraçado, cabendo-vos a prática constante das virtudes, socorrer os irmãos em suas aflições e necessidades, encaminhá-los na senda da virtude, desviá-los da prática do mal e estimulá-los a fazer o bem”.

O texto nos exalta e nos encoraja a agirmos orientados por uma cultura de valorização e criação de um corpo sólido de fraternidade maçônica.

Em tempos de dificuldades sociais é que se exige maior envolvimento e co-responsabilidade para a solidificação da fraternidade maçônica. A irmandade se revela mais visível quando da proteção dos irmãos que se encontram em dificuldades. Espera-se do maçom a constante conduta cooperativa na solução, prevenção e mesmo na predição dos problemas que qualquer irmão possa vir a ser exposto.

Socorrer não significa intervir quando o dano é latente ou patente, mais que isto, ao maçom cabe intervir em todos os momentos de forma a facilitar o progresso moral, cultural, social, educacional, familiar, econômico e emocional de todos os irmãos indistintamente.

O socorro previsto entre nossos deveres precisa estar ampliado em seu entendimento, esperar e deixar que um irmão esteja em infortúnio para somente assim mover-se para ajudá-lo, afasta o conceito de fraternidade que exige a constante preocupação de uns irmãos para com todos os outros.

Atualmente, nosso país está vivendo turbulências que perpassam crises das mais diversas origens, sejam elas morais, civis, políticas, culturais, de princípios e valores e, mais perceptível aos lares, de natureza econômica. Grandes movimentos para atentar resgatar as instituições em nosso país, para reorientá-lo em bases mais éticas, para refundá-lo em conceitos, princípios e valores de forma a tornar o Estado, este Povo e esta Nação direcionados e vocacionados ao progresso da humanidade são esperados em nossos tempos. Tudo se espera de agentes e instituições estatais e políticas, resta a nós maçons nos perguntarmos: “Estamos prontos para cobrar e provocar estas mudanças? Podemos e temos autoridade moral a exigir da sociedade que se refunde em princípios destinados ao progresso? Enquanto homens dignos temos honrado nosso livre juramento de lealdade, virtude e fidelidade – fundamentadas na vedação à incompatibilidade com os deveres civis, morais ou religiosos?

Respondamos os questionamentos a partir de uma análise, de como estamos conduzindo nossas rotinas quando do relacionamento entre irmãos, afinal quando dávamos os primeiros passos na Iniciação o Venerável Mestre informou-nos:

“A Maçonaria é livre e exige de todo candidato à participação de seus mistérios, uma inclinação inteiramente livre; baseia-se nos mais puros princípios de lealdade e virtude; possui grandes e inestimáveis privilégios e, para assegurar estes privilégios a homens dignos acreditamos que somente a eles, votos de fidelidade são exigidos: mas deixe-me assegurar-te, porém, que nele nada há de incompatível com teus deveres civis, morais ou religiosos; estás, portanto, resolvido a prestar um solene juramento, baseado nos princípios que acabo de expor…”

Observados os textos acima pensemos em como estamos nos relacionando entre irmãos. Somos uma família formada pelas mais distintas matizes, profissões, ideologias políticas, origens sociais e religiosas mas a lealdade, a virtude, a fidelidade que temos caracterizadas em nossa família maçônica não permite flexibilizações. Podemos ter diversidade de pensamento, inclusive é desejável que assim o seja, haja vista sermos homens livres e ser o mais nobre grau de liberdade o de pensamento que não pode ser aprisionado, mas sermos meio ou um pouco fiéis; sermos meio ou um pouco leais; sermos meio ou um pouco irmãos, não cabe em nossa Ordem.

Neste sentido é preciso que façamo-nos vetores de progresso social, que nos direcionemos à formação de uma sociedade mais equilibrada e justa e que comecemos a partir de nossa família maçônica, o exercício da fidelidade e da lealdade aos homens dignos que formam este corpo sólido presente na Maçonaria.

Inicialmente, precisamos provocar o início da mudança por intermédio de ações concretas de cooperação entre maçons de forma a antecipar, prevenir ou mesmo diminuir e minimizar problemas, notadamente os de natureza econômica que impactam seriamente a vida das famílias dos irmãos, o que equivale, por extensão da fraternidade maçônica, a todos os irmãos que desejam uma vida equilibrada a todos os fraternos.

Neste momento de desequilíbrio sócio-econômico, em que muitos de nossos irmãos encontram-se em situações de dificuldade precisamos nos mover, para ajudá-los a ultrapassar estes obstáculos. É hora de irmãos abrirem as portas para outros irmãos serem reinseridos no mercado de trabalho, é hora de irmãos atentarem-se para as atividades profissionais de cada irmão de forma a prestigiá-lo no exercício da dignidade de seus trabalhos. É hora de nos informarmos sobre as atividades profissionais que eles exercem, sejam elas técnicas, comerciais, empresariais, de serviços, educacionais ou qualquer outra que exerça de forma a buscar, em pé de igualdade de competição, fazer prevalecer o irmão maçom. Este exercício fortalece e faz prevalecer a lealdade entre irmãos e se torna alavanca para soerguimento das famílias, das cunhadas, de nossos sobrinhos e, como não dizer, da Maçonaria como um todo.

Nossa responsabilidade cooperativa e nossos deveres perante nossos Irmãos e suas respectivas famílias exigem que façamos uma verdadeira rede de networking, isto incluindo principalmente as cunhadas e sobrinhos. Para tornar mais proativas e inclinadas ao progresso da família maçônica, precisamos nos mover no sentido de indicar irmãos em suas devidas áreas comerciais? Os profanos em geral dizem que Maçom ajuda Maçom, estamos praticando isto? Nas mesmas condições comerciais a preferência deve ser para um irmão, isto está acontecendo? Devemos recorrer aos nossos regulamentos, rituais e, sobretudo à nossa consciência para resgatarmos o nosso papel, sem dizer a nossa obrigação.

Pensamos que agora é o momento de fato de estreitarmos os laços que nos unem como verdadeiros irmãos. Formação de uma equipe, por exemplo: deveríamos já na Iniciação montar um banco de dados onde teríamos todos os irmãos cadastrados já em suas funções, bem como cunhadas e sobrinhos, deste modo forma-se uma equipe cooperativa Maçônica. É uma dinâmica Maçônica com grande possibilidade de um vínculo profissional de sustentação para a nossa família.

Vários grupos sociais preocupam-se e fazem prevalecer as atividades profissionais dos seus iguais. Muitos negócios e muitas atividades profissionais são desenvolvidos entre e dessa maneira prosperam. Devemos incentivar nossos irmãos, esposas, cunhadas e sobrinhos para apresentarem seus negócios, suas atividades profissionais, suas habilidades técnicas e enfim estabelecermos uma grande rede de cooperação e trabalho visando o crescimento e progresso da nossa família maçônica.

A regra do nosso segredo será indicar a nossa família maçônica e sempre que necessário, dar algum testemunho a respeito, como referência e precedência de contato. Outro item importante que devemos levar em consideração é que, pela diversidade dos irmãos de nossa Ordem, temos vários especialistas em áreas diversificadas, que podem com sua experiência auxiliar e servir como orientadores dos nossos filhos e sobrinhos. Advogados, engenheiros, militares, contadores, médicos, técnicos diversos, todos podem transmitir seu conhecimento e apoiar nossos filhos e sobrinhos em sua caminhada na vida educacional e profissional.

Meus irmãos, a nossa proposta é muito mais um convite do que qualquer dever ou obrigação. Precisamos defender os interesses comerciais, profissionais, culturais e morais das famílias Maçônicas, socorrendo os irmãos em suas necessidades e em tudo o que puder, sendo necessário e justo. A função primordial do irmão maçom é servir a seu semelhante. Somos uma escola de líderes e como tal devemos apontar caminhos e alternativas, ainda mais nessa situação extrema pela qual passa nosso país, em prol de todos nós, maçons e familiares, em perfeita moral e dentro da legalidade.

Assim poderemos ter um meio que possibilite auxiliar nossos Irmãos, cunhadas e sobrinhos, com resultados reais, objetivos e positivos para todos.

Devemos exortar essa proposta em nossas Lojas de maneira que aos poucos possamos criar e ampliar essa rede de contatos e auxílio mútuo, fortificando nossas relações e engrandecendo a Maçonaria.

Autores: Genício Bezerra Neves e Olavo Antônio de Figueiredo Filho (ARLS Fraternidade e Justiça, 32); Eli de Souza (ARLS Guido Marlière, 66).

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Sobre Luiz Marcelo Viegas

Mestre Maçom da ARLS Pioneiros de Ibirité, nº 273, jurisdicionada à GLMMG. Membro da Escola Maçônica Mestre Antônio Augusto Alves D'Almeida - GLMMG e da Academia Mineira Maçônica de Letras. Contato: opontodentrodocirculo@gmail.com
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2 respostas para Cooperação maçônica como instrumento de progresso

  1. Ivanor Luiz de Oliveira disse:

    Estarei doando por tranf. bancária.TFA ” Aprendendo a ouvir, passei a enxergar melhor!”

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  2. LENIRA FREIRE ENGEL disse:

    Texto com excelente conteúdo, q leva todo o Maçom a se questionar se de fato a cooperação é uma constante em suas ações.

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