O Contributo da Maçonaria para a Abolição da Escravatura – Parte V

Os aniversários da abolição da escravatura e a imprensa ilustrada ... 

Imprensa para Abolição

Como já ficou claro nesse trabalho, a campanha abolicionista dos maçons no Brasil, e no mundo, utilizou largamente a imprensa como veículo para alcançar tanto as elites como a massa.

Na segunda metade do XIX, as elites intelectuais veiculavam, através da imprensa, ideias que exaltavam o progresso, a civilização e a necessidade de extinguir o escravismo. A escravidão era tratada pelos jornalistas abolicionistas como um mal que deveria ser extirpado do país. A estratégia era tanto sensibilizar os senhores sobre as consequências nefastas decorrentes da sua manutenção, quanto empolgar as massas arrastando-as para a luta, assim bem como Nabuco, trazendo notícias e informando sobre o sucesso da abolição em outros países. Assim que a campanha se intensificava nos jornais ficava evidente que o sistema estava prestes a desmoronar.

Os periódicos, não só aumentavam em números e títulos por todo o país, como também, tiveram logo boa aceitação e caíram no gosto popular, adquirindo um papel fundamental na difusão das idéias abolicionistas. Os jornais tornaram-se verdadeiras fábricas de notícias e informações para uma sociedade que estava em processo de mudanças.

Os jornais eram distribuídos por vendedores ambulantes ou em bancas junto com livros, impressos, flores, doces, charutos, cigarros, café e refrescos. Nesses pontos de venda, era comum a leitura dos textos em voz alta. Devido ao grande analfabetismo, os periódicos eram mais ouvidos e vistos do que lidos. O aumento do público leitor ocorria em função de uma verdadeira “leitura de ouvido”. Com este hábito, as idéias abolicionistas eram difundidas mesmo para os analfabetos, escravos ou não, e nesse ponto as charges abolicionistas de Ângelo Agostini, na Revista Ilustrada, encontravam o zênite.

Se citarmos os jornais abolicionistas mais importantes do XIX, como O Correio Brasiliense, A Gazeta da Tarde, A Gazeta de Notícias, O Diabo Coxo, O Cabrião, O Ipiranga, O Radical Paulistano, A Redempção, O Arado, A Liberdade, A Cidade do Rio, Libertador, O Abolicionista, Os Ferrões, Tribuna Liberal, Comédia, Revista Ilustrada, Diário Popular e O Paiz, o que encontraremos em comum entre eles além da forte ideologia liberal? Maçons. Todos tinham ilustres maçons nas suas redações pelejando pela abolição, ou eram diretamente mantidos pela maçonaria.

A própria imprensa entrou no Brasil por intermédio de um maçom: Hipólito José da Costa.

Hipólito nasceu na Colônia do Sacramento, quando ela era domínio da Coroa portuguesa, quando se formou foi enviado como diplomata pela Coroa portuguesa aos Estados Unidos da América e ao México em 1798, com a tarefa de conhecer a economia desses dois países e as novas técnicas industriais aplicadas pelos norte-americanos, nessa época veio a ingressar na maçonaria da Philadélfia, o que influenciou a sua vida daí em diante.

Viajou a serviço da Coroa Portuguesa para Londres em 1802, com o objetivo declarado de adquirir obras para a Real Biblioteca, “Know-How” e maquinas para a Imprensa Régia, a ser montada no Rio de Janeiro. Entretanto, os seus motivos eram de estabelecer contatos entre as Lojas Maçônicas Portuguesas e o Grande Oriente em Londres.

Foi detido pela Inquisição portuguesa, sob a acusação de disseminar as ideias maçônicas na Europa. Fugiu para a Espanha com o auxílio de outros maçons, e depois para Grã-Bretanha, onde se exilou sob a proteção do príncipe Augusto Frederico, grão-mestre da maçonaria inglesa.

Na Inglaterra, obtêm a nacionalidade inglesa com a ajuda do príncipe e de lá passou a editar aquele que é considerado o primeiro jornal brasileiro: o Correio Braziliense ou Armazém Literário, que circulou de 1° de junho de 1808 a 1822. Por isso, é considerado o patrono da imprensa brasileira.

Hipólito foi o primeiro maçom a trabalhar a causa abolicionista nos jornais, conforme informa João Pedro Rosa Ferreira, jornalista e diretor-adjunto do semanário Focus, de Lisboa, mestre em história cultural e política pela Universidade Nova de Lisboa, investigador do Centro de História da Cultura daquela universidade:

O Correio Braziliense não tem a mais pequena dúvida sobre esta questão. A escravatura é um mal, condenável a todos os títulos. Di-lo e repete-o em sucessivos números do jornal. Mas, consciente da importância do trabalho escravo na economia brasileira, Hipólito aborda o problema com pinças. De início, e a exemplo dos founding fathers da democracia norte-americana, condescende em guardar o problema na gaveta – veja-se a “Análise do folheto sobre o comércio franco do Brasil”, em julho de 1809: “[…] o autor faz voltar os olhos para o comércio da África; seria melhor não falar nisto […] seguindo o conselho, guardo também nisto o silêncio. Se o governo do Brasil remediar este mal, os filantropos lhe perdoarão todos os mais” [CB, jul. 1809 (14): 52]. O governo, a começar pelo regente d. João, concordava – o “mal” é condenado de forma explícita no artigo 10 do Tratado de Paz e Amizade com a Inglaterra, assinado a 19 de fevereiro de 1810: “S. A. R., o príncipe regente de Portugal, estando plenamente convencido da injustiça e má política do comércio de escravos […] tem resolvido de cooperar com Sua Majestade britânica na causa da humanidade e da justiça, adoptando os mais eficazes meios para conseguir em toda a extensão dos seus domínios uma gradual abolição do comércio de escravos”. A abolição terá de ser gradual, o assunto é tratado com cautela, visto ser “um ponto sumamente delicado e de grande dificuldade. Estas considerações nos obrigaram sempre, desde que conduzimos este nosso jornal, a não tocarmos na questão da escravatura […] um mal para o indivíduo que a sofre e para o Estado aonde ela se admite; porém este mal não foi introduzido pelo governo actual, e a tentativa de o cortar pelas raízes imediatamente produziria sem dúvida outros males talvez de maiores consequências” [CB, abr. 1814 (71): 607-08].
Prudência e gradualismo não significam pusilanimidade nem hesitação. Em dezembro de 1815, Hipólito da Costa considera chegado o momento de enfrentar o mal “cara a cara”:
[…] estamos persuadidos, com Montesquieu, que a escravidão não pode ser útil nem ao escravo, nem ao senhor […] o nosso periódico está cheio de clamores contra tudo quanto é autoridade arbitrária; temos mil vezes arguido que os povos do Brasil têm direito a gozar daquela liberdade racionável que consiste em não estar sujeito senão às leis, e não ao arbítrio dos que governam; etc. Ora como pode um senhor no Brasil gozar destes benefícios, quando tem debaixo de seu poder um escravo, para quem olha quase com a mesma consideração como para o seu cão ou o seu cavalo? Como é possível que o homem branco profira os seus desejos de gozar de liberdade, tendo ao pé de si o negro escravo em todo o rigor da palavra? Conhecemos bem que nos estamos explicando em linguagem um pouco forte, mas é chegado o tempo em que é preciso encontrar o mal cara a cara, e tanto o governo com o povo do Brasil devem olhar para a questão no seu verdadeiro ponto de vista. [CB, dez. 1815 (91): 738-39]
No momento de apresentar o seu “testamento político”, já depois de anunciada a independência do Brasil, Hipólito considera importante dedicar um artigo ao problema da escravatura no novo país. Em novembro de 1822, na penúltima edição do Correio, deixa exposto com clareza o seu pensamento sobre o assunto, deixando um sentido apelo à abolição da escravatura, mesmo que isso implique um empobrecimento dos cidadãos. O artigo, intitulado “Escravatura no Brasil”, merecer uma transcrição extensa:
É ideia contraditória querer uma nação ser livre e, se o consegue ser, blasonar em toda a parte e em todos os tempos de sua liberdade, e manter em si a escravatura, isto é, o idêntico costume oposto à liberdade. Seria a desesperada medida de um louco destruir de uma vez a escravatura, quando ela, além de constituir parte da propriedade do país, está também ligada ao actual sistema da sociedade, tal qual se acha constituída. Mas, se a sua abolição repentina seria um absurdo rematado, a sua perpetuação num sistema de liberdade constitucional é um contradição de tal importância que uma coisa ou outra devem acabar. Os brasilienses, portanto, devem escolher entre estas duas alternativas: ou eles nunca hão-de ser um povo livre, ou hão-de resolver-se a não ter consigo a escravatura […] Negamos redondamente, e o provaremos quando for conveniente, que o Brasil deixe de ser igualmente rico quando não tiver escravatura, mas raciocinando mesmo nesta hipótese, que não admitimos, perguntamos: que preferem os brasilienses, ser pobres, mas serem homens livres, com um governo constitucional; ou serem ricos e submissos a governos arbitrários, sem outra constituição política que a que lhes prescrever o despotismo? […] A maior parte de nossos sentimentos e de nossas acções depende dos acidentes de nossa educação, e um homem educado com escravos não pode deixar de olhar para o despotismo como uma ordem de coisas natural […] quem se habitua a olhar para o seu inferior como escravo, acostuma-se também a ter um superior que o trate como escravo. [CB, nov. 1822 (174): 574-76].[46]

A Gazeta de Notícias, fundada em 1876, foi o jornal pioneiro na campanha abolicionista do Rio de Janeiro, pois seu proprietário, Ferreira de Araújo, convidara um amigo seu de nome José Carlos do Patrocínio, maçom, para trabalhar, em 1879, no jornal. José do Patrocínio, influenciado por Pierre Joseph Proudhon, socialista utópico francês e maçom da Loja Sincerité, terminava os seus editoriais afirmando que: “A escravidão é um roubo e todo dono de escravo é um ladrão”, angariando a simpatia de um maior número de adeptos para a causa abolicionista.

Patrocínio participou também de outros jornais, três deles como proprietário: Os Ferrões, Gazeta da Tarde e o Cidade do Rio. Os Ferrões foi um quinzenário satírico lançado em 1875, que durou pouco tempo. Como já citado, foi na Gazeta da Tarde, que se organizou, em 1883, a Confederação Abolicionista, associação que patrocinou inúmeros eventos contra a escravidão no Rio de Janeiro. O Cidade do Rio, a partir do final de 1887, teve também um papel destacado na campanha abolicionista.

Em 1880 aparece O Abolicionista, pela Sociedade Brasileira contra a Escravidão, criticava a escravidão em virtude da “péssima imagem” que o Brasil tinha no exterior. Como já citado, a essa Sociedade pertenciam José do Patrocínio e Joaquim Nabuco, entre outros, com forte presença maçônica.

Nabuco participou do O Paiz, fundado pelo português João José dos Reis Júnior, circulou entre 1 de Outubro de 1884 e 1930. Foi o principal periódico republicano do Brasil, chegou a vender, em 1890, 32 mil exemplares. Apesar de atuar como um órgão oficioso do governo, considerava-se independente. Escreveram em suas páginas, entre outros, Fernando Lobo, Joaquim Serra, Alcindo Guanabara, Urbano Duarte, Rui Barbosa, e Joaquim Nabuco. Quintino Bocaiúva foi seu redator-chefe de 1885 até ao início do século XX. Esses cinco últimos citados, eram maçons e abolicionistas.

Antonio da Silva Jardim, maçom, foi um dos mais populares tribunos da sua geração, trabalhou no periódico Tribuna Liberal, saiu para fundar o diário Comédia com Valentim Magalhães, mais tarde voltou para o Tribuna Liberal juntando-se com Luiz Gama e José Leão na luta abolicionista.

Luiz Gama trabalhou no jornal O Diabo Coxo, de Agostini, criado em 1864 e que durou até 1865, era um jornal pequeno, 18 x 26cm, com oito páginas, quatro ilustrações e quatro textos, dos quais se ocupavam Gama e Sizenando Barreto Nabuco de Araújo, irmão do já citado Joaquim Nabuco.

Gama também colaborou no jornal O Cabrião, que foi publicado em São Paulo, circulando aos domingos, de 1866 a 1867, também, por Agostini, Américo de Campos e Antônio Manoel dos Reis, desses, apenas Antônio não se encontra registros de ter participado da maçonaria. Participou ainda dos Ipiranga, Coroaci e Polichileno. Fundou, em 1869, o Radical Paulistano com Rui Barbosa, Elói Pamplona e Bernardino de Meneses, criou ainda o Club Radical, era filiado à loja Piratininga.

Em 1866, Castro Alves, que viria a se tornar o poeta dos escravos, funda, juntamente com Rui Barbosa e outros colegas do curso de Direito de São Paulo, o jornal A Luz, juntamente com uma sociedade abolicionista.

Em Sorocaba surgiu O Sorocabano em 1870, era redator chefe o maçom Júlio Ribeiro e Pereira Salles, seu principal colaborador era o maçom abolicionista e republicano Ubaldino do Amaral. Transformou-se em O Sorocaba em 1872 e deixou de existir em 1883.

O Diário de Notícias foi criado em 8 de novembro de 1884, por José Maria Lisboa e Américo de Campos, maçons, e a maioria dos participantes desse jornal eram ligados à maçonaria, como Rangel Pestana e Aristides Lobo, esse proporcionou ao jornal o “furo” nacional da Lei Áurea, já na edição vespertina de 14 de maio de 1888, um feito para a época. Era o mais popular periódico de São Paulo, manteve-se na quarta posição entre os jornais paulistanos até a década de 1980, mais tarde foi adquirido pela empresa que edita o O Globo e rebatizado com o nome de Diário de S. Paulo.

Esses periódicos, citados até aqui, eram os que procuravam travar a luta abolicionista dentro de uma legalidade, procurando respeitar a propriedade privada no objeto da escravidão. Houve outros jornais de menor projeção que também tiveram participação de maçons, e outros que até atuavam de maneira mais radical. O que vale notar é que atuação jornalística, assim como a filantrópica, não se prendeu ao eixo Rio-São Paulo, novamente o modelo se espalhou pelo país, como em Vitória:

(…) Destaca-se nesse contexto as Irmandades religiosas e a Loja maçônica União e Progresso, ambos locais de encontro dos membros da elite.
A loja maçônica representou um profícuo espaço de debate político durante os últimos anos da escravidão em Vitória. Entre seus frequentadores encontravam-se José Feliciano Moniz Freire e seu filho José de Mello Carvalho Moniz Freire, ambos redatores dos principais jornais antiescravistas da capital, o Jornal da Victoria e o A Província do Espírito Santo, respectivamente. Este último em sociedade com Cleto Nunes, outro importante integrante da maçonaria e contando com a participação de Francisco de Lima Escobar, Francisco Urbano Vasconcelos, Manoel Pinto Aleixo Netto, Alpheo Monjardim, Tito Machado, Basílio Carvalho Daemon, entre outros representantes engajados na campanha contra a escravidão. Afonso Cláudio, figura de destaque do movimento abolicionista, embora não fosse maçom, lecionava no Liceu da loja maçônica União e Progresso como professor de História. [47]

E na linha mais radical, os já citados, Libertador do Ceará e O Abolicionista Amazonense, na região norte.

Com Raul Pompéia, Antônio Bento de Souza e Castro, maçom, funda em São Paulo o Jornal do Comércio, em 1882. Antônio Bento fundou também a folha abolicionista A Redenção, em 1887, que pregava a libertação imediata, antes já tinha criado O Arado em 1882 e mais tarde criaria A Liberdade, em 1888.

Segundo Emília Viotti (2008, p. 112), “A Redempção concitava o povo a combater a escravidão com todos os meios de que dispunha”, e como já citado anteriormente, A Redempção através de Antônio Bento, estava intimamente ligado aos Caifazes que “denunciavam pela imprensa os horrores da escravidão”.

Segundo Humberto Fernandes Machado, os jornais promoveram diversas atividades em prol dos escravos, como procissões, eventos esportivos, shows de teatro e outros:

Os abolicionistas da Corte utilizavam uma estratégia que surtia um efeito devastador sobre os senhores. Era o que eles denominavam a limpeza das ruas, que consistia em pressionar proprietários de escravos de algumas ruas do centro, escolhidas previamente, para libertarem os seus cativos, sob ameaça de publicação de seus nomes nos jornais. Cada propagandista ficava responsável por uma rua, devendo persuadir os senhores a eliminar a mancha que sujava a cidade. A limpeza da Rua do Ouvidor e do Largo de São Francisco, onde se situava a Escola Politécnica, em abril de 1884, foi saudada de forma entusiástica pelos jornais abolicionistas da cidade, com festas e bandas de música. (GAZETA DA TARDE, 23/4/1884).
Aniversários, casamentos, bodas, nascimentos ou falecimentos serviam de cenário para as festas de entrega das cartas de alforria. O Clube de Libertos de Niterói, por exemplo, preparou uma festa, na qual distribuíram dez cartas de alforria após discursos de diversos oradores. (GAZETA DA TARDE, 6/7/1881) No Teatro Polytheama, situado no centro da cidade, os abolicionistas organizaram uma sessão de poesias, com destaque para o Navio Negreiro de Castro Alves, cuja renda seria para “conceder a liberdade” a uma escrava. (GAZETA DA TARDE, 19/9/1881) O Cidade do Rio, convidou seus leitores a uma quermesse organizada na Igreja Nossa Senhora do Rosário, por uma confraria negra, “em prol dos seus irmãos escravos”. (1/11/1887).
Outras associações ligadas à luta antiescravista como, por exemplo, o Clube Dramático Abolicionista, organizavam espetáculos em teatros públicos ou patrocinavam conferências e concertos, aplicando a renda obtida para a compra da liberdade de escravos, ou até criavam escolas noturnas para libertos. (GAZETA DA TARDE, 5/7/1881) Outras, como as Caixas Emancipadoras, visavam a obter cartas de alforria com recursos provenientes de doações, festividades e do pecúlio de escravos. Tinham como alvos, além de libertar, “[…] educar o maior número de sócios de condição servil […] e socorrer esses mesmos sócios em casos de perseguição […]”, como o Centro Abolicionista Ferreira de Menezes, fundado na redação da Gazeta da Tarde, em 1882. (11/5/1882) Leilões, coletas de dinheiro, através de subscrições públicas, livros de ouro serviam também para atingir os objetivos dos abolicionistas.
As conferências dos oradores abolicionistas superlotavam os teatros. Por ocasião das comemorações pela abolição da escravidão no Ceará, em 1884, o teatro Polytheama foi todo decorado por coroas de flores e bandeiras das sociedades abolicionistas do Rio de Janeiro. A leitura de uma carta de Joaquim Nabuco, que estava na Europa, as execuções do Hino Nacional e do Guarani, de Carlos Gomes, marcaram o início de um “verdadeiro carnaval” no centro do Rio de Janeiro, com a participação de dez mil pessoas. As ruas centrais, com destaque para a Rua Uruguaiana, onde se encontrava a redação da Gazeta da Tarde, principal órgão abolicionista da Corte e cujo proprietário era José do Patrocínio, foram palco de festividades repletas de “alegria e entusiasmo”. (24/3/1884). [48]

Continua…

Autor: Márcio Antonio Silva de Pontes

Fonte: marciopontes.weebly.com

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Notas

[46] – FERREIRA, João Pedro Rosa. Hipólito e seu tempo – Jornalismo e pensamento político. Observatório da Imprensa. Campinas, 8 julho 2003, artigos. Disponível em:
<http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos/alm080720032.htm&gt;. Acesso em: 10
fevereiro 2010

[47] – PÍCOLI, Mariana de Almeida. Ideias de liberdade na cena política capixaba: o movimento abolicionista em Vitória (1869/1888). 2009. 142 fls. Dissertação (Mestrado Centro de Ciências Humanas e Naturais). Universidade Federal do Espírito Santo, Espírito Santo.

[48] – ANPUH XXIV SIMPÓSIO NACIONAL DE HISTÓRIA. 2007. Rio de Janeiro – Universidade Federal Fluminense. Intelectuais, imprensa e abolicionismo no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: UFF, 2007.

Sobre Luiz Marcelo Viegas

Mestre Maçom da ARLS Pioneiros de Ibirité, nº 273, jurisdicionada à GLMMG. Membro da Escola Maçônica Mestre Antônio Augusto Alves D'Almeida - GLMMG e da Academia Mineira Maçônica de Letras. Contato: opontodentrodocirculo@gmail.com
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