Em busca da Apple Tree: uma revisão dos primeiros anos da maçonaria inglesa (Parte II)

18th century history: What was life like in the 18th century? - Who Do You  Think You Are Magazine

Existem muitas contradições no relato feito por Anderson dos primeiros anos da Grande Loja. Por exemplo, ele afirma que o primeiro ato de Sayer como Grão-Mestre deveria reavivar as comunicações trimestrais, mas relata apenas os banquetes anuais que aconteciam na Goose e Gridiron. A primeira comunicação trimestral a que se refere Anderson foi realizada em 25 de março de 1721[50]. Conforme Begemann apontou, era muito difícil para uma reunião trimestral ser realizada em 25 de março, Dia da Anunciação no calendário cristão, quando as pessoas estavam ocupadas com pagamento de aluguéis e renovação de contratos[51], visto que, de acordo com os registros, é evidente que a Grande Loja evitou se reunir naquele dia[52]. Aparentemente, Anderson inventou esta comunicação trimestral para dar a certeza de que o duque de Montagu havia sido nomeado Grão-Mestre em todos os sentidos. Existe um problema semelhante com a comunicação trimestral de março de 1722, durante a qual, supostamente, um comitê da Grande Loja aprovou o texto das Constituições a serem publicadas em 1723. Há outros pontos onde Anderson claramente inventou detalhes para complementar sua narrativa. Seu relatório do aumento no número de lojas entre 1721 e 1722 (12 lojas em junho de 1721, 16 de setembro do mesmo ano e 20 de dezembro de 1721 e 24 de março de 1722) é suspeitamente regular em sua progressão aritmética, e não corresponde ao que sabemos de outras fontes[53].

O epítome das dificuldades narrativas de Anderson é a Apple Tree Tavern, que é o exemplo mais notório de seu problema com datas. A Apple Tree existia em 1738, e os arquivos de licença nos mostram que o dono desta taverna era James Douglas, que a comprou em 1729[54]. No entanto, apesar de se conhecer centenas de nomes de tabernas na Londres de 1716 (muitas delas com variantes do nome “Apple Tree”), não há referência à Apple Tree da Charles Street. Aparentemente, este nome foi dado por Douglas quando ele tomou posse da propriedade em 1729. Como W. J. Williams aponta, os livros de registro mostram que a Apple Tree ficava no lado leste da Charles Street, na esquina da York Street. Este local atualmente corresponde ao número 28 da Wellington Street, esquina com a Tavistock Street, e é ocupado por um restaurante da rede “Bella Italia”. Os proprietários anteriores deste estabelecimento foram Robert McClure – de 1713 a 1719 – e Thomas Taylor – entre 1719 e 1729[56]. As licenças, tanto de McClure quanto de Taylor, eram para trabalhar como estalajadeiros, mas não há evidências de que usaram o nome “Apple Tree“. Nossa discussão durante a última cátedra de Edward A. Sankey, na Universidade de Brock, era que em 1716 este lugar não era uma taberna, mas uma mercearia chamada The Golden Anchor, de propriedade de Simon Mayow[57]. Mas uma revisão posterior dos arquivos mostrou que a The Golden Anchor não estava no lugar que mais tarde foi ocupado pela Apple Tree, mas sim no lado sul da York Street. No entanto, a busca pela Apple Tree ilustra como a narrativa de Anderson é confusa devido a suas invenções e suas atualizações de nomes de pessoas e lugares, no que meias-verdades são intercaladas com fatos inventados de propósito. Apesar de que alguns nomes de taberna passaram de uma geração de proprietários para outra –você ainda pode tomar uma bebida hoje no The Coach and Horses, cujo nome data de 1736–, o nome Apple Tree parece ter sido exclusivo de James Douglas, uma vez que desapareceu após sua morte em 1753[58].

Anderson distorceu e inventou sua narrativa porque a Grande Loja pediu a ele. Na edição de 1723 das Constituições, Anderson tenta mostrar que a origem da Maçonaria pode ser rastreada desde o início dos tempos, mas é muito vaga em sua história sobre a sucessão de Grão-Mestres desde a Antiguidade. Em 31 de março 1735, a Grande Loja aprovou uma moção expressando “o desejo de que o Dr. James Anderson imprima os nomes (em seu novo livro de Constituições) de todos os Grão-Mestres que se possa encontrar desde o início dos tempos, bem como um lista com os nomes de todos os Grão-Mestres substitutos, dos Grandes Vigilantes e dos irmãos que serviram à ordem como Expertos”. Anderson recebeu essas instruções para que, no futuro, todos os oficiais da loja fossem selecionados a partir dessas listas. Esta medida foi pensada para marcar o exclusividade social do grupo e para evitar que qualquer funcionário se torne necessitado a ponto de solicitar assistência de caridade da loja, como aconteceu com Sayer e Joshua Timson, o sapateiro e ferreiro falido que era Vigilante ao mesmo tempo que Anderson[60]. Da mesma forma, a Grande Loja estava, sem dúvida, ciente dos planos que se elaboravam para se estabelecer uma Grande Loja na Escócia e, portanto, devia se apressar para estabelecer sua primazia.

Outra consideração que levou Anderson a enfatizar as continuidades na história da Grande Loja, foi a maneira pela qual esta organização se inclinou para a oposição “patriótica” ao governo de Walpole, oposição esta que se dava em torno do figura de Frederick Louis, o Príncipe de Gales[61]. Esta tendência foi impulsionada por Desaguliers, a quem o príncipe concedeu um espaço no Palácio de Kew para configurar seu equipamento de laboratório[62]. A dedicação e apresentação da edição de 1738 das Constituições ao Príncipe de Gales, foram sinais inequívocos de apoio em uma época em que o herdeiro do trono havia caído nas graças de seu pai e era visto pela oposição como a última esperança para restaurar a ordem que havia sido perdida devido à corrupção de Walpole[63]. Influenciado pelo livro Remarks on the History of England, escrito por Henry St John Bolingbroke em 1730, a oposição “patriótica” destacava a importância “do sentido de continuidade e orgulho que representam ser britânico”, bem como a consciência das tradicionais liberdade e independência britânicas[64]. A história da Maçonaria escrita por Anderson tinha como objetivo mostrar que a organização estava profundamente enraizada na tradição inglesa, porém revitalizada pela casa de Hannover.

Se não fosse pelo testemunho tardio e suspeito de Anderson e a lista de oficiais nos livros de atas, poderia se pensar que a Grande Loja foi fundada em 1721. Não existem referências contemporâneas à Grande Loja entre 1717 e 1721: nem um única nota publicada na imprensa, nem um único panfleto antimaçônico, nem uma menção em nenhum jornal privado, nem uma única peça satírica[65]. Parece que, na Inglaterra, a Maçonaria entrou abruptamente em cena em 1721. Duas outras fontes nos oferecem uma explicação bem simples: a Grande Loja foi fundada na verdade em 1721. Essas fontes são os escritos do médico, antiquário e filósofo natural William Stukeley e um livro nos arquivos da Lodge of Antiquity. Ambos são contemporâneos e mais confiáveis ​​do que as fontes consultadas na pesquisa de Anderson. A história de que Sayer, Lamball e outros tinham sido oficiais da loja antes de 1721 foi inventado por eles mesmos, com o intuito de obter dinheiro do fundo de caridade da Grande Loja. Se ela concordou com o pedido dos três, foi para reforçar seus direitos sobre as outras lojas e para demonstrar sua própria antiguidade.

Stukeley foi um dos fundadores da Sociedade de Antiquários e é lembrado por suas investigações arqueológicas em Avebury e em Stonehenge. Registrou em seu diário que, em 6 de janeiro de 1721, se iniciou “Maçom na taverna Salutation, da Tavistock Street, junto com o Sr. Collins e o Capitão Rowe, que fez a famosa máquina de mergulho”[66]. A Salutation era uma taberna bem conhecida na Bairro de Covent Garden, virando a esquina da Apple Tree, que se estabeleceu em 1709 e sobreviveu até 1881[67].

Não sabemos quem era o Sr. Collins, mas Jacob Rowe era um capitão do mar e empresário de Devon, que patenteou uma máquina de mergulho[68]. Porém, o mais surpreendente na história da iniciação de Stukeley, ele deixou registrado em seu diário[69]: “Fui a primeira pessoa que se iniciou na Maçonaria em Londres desde muitos anos. Tivemos muita dificuldade em encontrar membros suficientes para realizar a cerimônia. Imediatamente depois disso, houve um grande impulso e todos estavam loucos para serem membros”[70]. Por volta de 1750, enquanto preparava um resumo de sua vida, Stukeley novamente enfatizou a falta de Maçons em Londres em 1721: “Sua curiosidade o levou a ser iniciado nos mistérios dos maçons, imaginando que seriam uma continuação dos mistérios dos antigos, mas era difícil encontrá-los em número suficiente em Londres. Depois disso, eles se tornaram uma moda pública, que não só se espalhou pela Inglaterra e Irlanda, mas também por toda a Europa”[71].

É impossível amarrar o relato de Stukeley, sobre a falta de maçons para realizar sua iniciação, com a narrativa de Anderson, que afirma que o número de lojas cresceu rapidamente[72]. A Salutation Tavern, onde Stukeley foi iniciado, estava a alguns passos do ponto na Charles Street onde a Apple Tree mais tarde seria alojada. É surpreendente a dificuldade para encontrar maçons se é que, de fato, uma Loja se reuniu lá. Para Stukeley, o verdadeiro gatilho para o crescimento da Maçonaria foi a nomeação do Duque de Montagu como Grão-Mestre em Stationer’s Hall, em junho de 1721. Ao contrário de Anderson, Stukeley compareceu a este evento e o descreveu assim:

Os maçons jantaram no Stationer’s Hall, estavam presente o duque de Montagu, Lord Herbert, Lord Stanhope, Sir Andrew Fountaine e outros. O dr. Desaguliers fez um discurso. O Grão-Mestre Sr. Payne mostrou um antigo manuscrito das Constituições, que ele obteve no oeste da Inglaterra e que tem 500 anos. Ele leu para nós um novo grupo de artigos que deveriam ser observados. O duque de Montagu foi eleito Grão-Mestre para o ano seguinte, e o Dr. Beal como substituto.[73]

Embora o relato de Stukeley seja muito mais sucinto do que a elaborada história de Anderson, nos fornece detalhes importantes. Em primeiro lugar, ele nos revela que, além da presença de Lord Stanhope – o futuro quarto conde de Chesterfield – também havia Lord Herbert – 9º Conde de Pembroke – que era arquiteto e mecenas, grande promotor do Palladianismo, e o intelectual Sir Andrew Fountaine, responsável pelas coleções de Lord Herbert e outro eminente promotor do Arquitetura Palladiana[74]. Em segundo lugar, Stukeley relata que George Payne apresentou um manuscrito com as “Old Charges“. Nós sabemos que era o manuscrito Cooke[75] graças ao desenho de Stukeley e porque o dito manuscrito estava sob a tutela da Grande Loja em seus primeiros anos, durante os quais William Reid fez duas transcrições do documento[76]. A descoberta do manuscrito Cooke, que talvez fosse considerado um compêndio de “mistérios dos antigos”, fez com que Anderson ficasse encarregado de resgatar as tradições e salvá-las dos “graves erros encontrados na história e na cronologia” ocorridos devido à “ignorância de escribas nas idades escuras e iletradas, antes do renascimento da geometria e da arquitetura antiga”[77].

Stukeley afirma que George Payne era o Grão-Mestre quando o duque de Montagu foi eleito, mas é surpreendente que nem mesmo um homem de ciência, tão bem socialmente conectado, nem mesmo a loja da Salutation Tavern não soubessem nada sobre Payne seis meses antes. Payne fora nomeado Grão-Mestre já em 1721? De igual forma, as reportagens dos jornais nos dizem que entre duzentos e trezentos maçons participaram do banquete no Stationers’ Hall, o que é uma mudança radical em relação a janeiro do mesmo ano. Aparentemente, durante a primeira metade de 1721, a Maçonaria realmente tomou um “grande impulso” e Stukeley teve a ver com isso. Em dezembro de 1721, Stukeley estava envolvido na fundação de uma loja na Fountain Tavern em The Strand, da qual foram membros Dr. Beal, Grão-Mestre substituto da Grande Loja, e o próprio Stukeley foi eleitoGrão-Mestre[78]. Ele nos diz que, em 1722, esta loja recebeu inúmeras pessoas famosas, como o Duque de Queensberry, o Duque de Wharton, Lord Hinchingbrooke, Lord Dumbarton e Lord Dalkeith[79]. O prestígio social deste Loja também foi registrado nas reportagens sobre a Maçonaria na imprensa da época.

A impressão que Stukeley nos passa da repentina aparição em cena da Grande Loja, em 1721, é corroborada por outra fonte que, apesar de não ser muito conhecida, fornece um relato crucial para a história da criação da Grande Loja. Se trata de uma cópia contemporânea de uma ata descrevendo a reunião, em 24 de junho de 1721, que se encontra nos arquivos da Antiquity Lodge nº 2, a mesma loja que se reunia na cervejaria Goose and Gridiron. Estes arquivos não foram suficientemente estudados, e aproveitamos a oportunidade para agradecer ao Venerável Mestre, Secretário e membros da Antiquity Lodge nº 2 que têm nos permitido, com todas as facilidades possíveis, examinar este manuscrito e tirar fotos dele.

Continua…

Autores: Andrew Prescot e Susan Mitchell Sommers
Traduzido por: Luiz Marcelo Viegas

Fonte: REHMLAC

*Clique AQUI para ler a primeira parte do artigo.

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Notas

[51] – El día de la anunciación, “Lady Day” en inglés, fue hasta 1752 (cuando el gobierno británico adoptó el calendario gregoriano) el primer día del año. Los contratos de arrendamiento de la época tenían vigencia de un año, e iban del “Lady Day” de un año al del siguiente (N. del T.)

[52] – Begemann, Early History, 609.

[53] – Begemann, Early History, 610.

[54] – La primera referencia de la Apple Tree en los registros de licencias de Westminster data de 1729, cuando le fue otorgada a James Douglas: London Metropolitan Archives, WR/LV/1/19. En otra publicación se hace la primera mención de Douglas como licenciatario de la taberna Apple Tree en 1736, véase Westminster City Archives Research Group, One on Every Corner: the History of Some Westminster Pubs (Londres: Westminster City Archives, 2002), 64. Este fue el año en que Douglas tomó posesión de su propiedad según consta en los Westminster City Archives, St. Paul Covent Garden Rate Books.

[55] – W. J. Williams, “A Masonic Pilgrimage through London”, AQC 42 (1930): 105-106.

[56] – Al parecer, James Douglas era yerno de Taylor. Thomas Taylor bautizó a su hija Mary en St. Paul Covent Garden en 1708. James Douglas se casó con Mary Taylor (aunque no sabemos si en realidad era la hija de Thomas) en 1728, justo cuando Thomas Taylor cedió la propiedad del local en Charles Street. Douglas bautizó cuatro hijos en St. Paul Covent Garden entre 1729 y 1733. Thomas Taylor reaparece en los registros como licenciatario de una propiedad en la cercana Brydges Street, también en Covent Garden, en 1729: London Metropolitan Archives, WR/LV/1/19.

[57] – The Golden Anchor se menciona en espacios publicitarios en el Daily Courant, del 16 de enero de 1718, en el Original Weekly Journal, del 1 de marzo de 1718, y nuevamente en el Daily Courant, del 22 de noviembre de 1722.

[58] – La última referencia de la Apple Tree que quedó registrada fue en 1751: London Metropolitan Archives, WR/LV/1/24. A partir de este punto, el nombre de Douglas se reemplazó por el de John Lemman. Un James Douglas fue enterrado en St. James Piccadilly en 1753: “England, Middlesex, Westminster, Parish Registers, 1538-1912”. City of Westminster Archives Centre, Londres, FHL microfilm 1042313.

[59] – QCA 10, 251.

[60] – St. Clement Danes, Pauper Settlements, Vagrancy and Bastardy Examinations, 13 de noviembre de 1742, ref. WCCDEP358180037-38; QCA 10, 123, 130, 134.

[61] -Berman, Foundations, 174-175.

[62] -Carpenter, Desaguliers, 45-46.

[63] – La presentación del libro ante el príncipe se consignó en los anuncios publicitarios de la obra, por ejemplo, en el London Daily Post and General Advertiser del 3 de noviembre de 1739 y en el Country Journal or The Craftsman del 24 de noviembre de 1739.

[64] – Andrew Pink, “Robin Hood and her Merry Women: Modern Masons in an Early Eighteenth-century London Pleasure Garden”, Journal of Research into Freemasonry and Fraternalism 4 (2013): 203-206; Christine Garrard, The Patriot Opposition to Walpole: Politics, Poetry, and National Myth (Oxford: Clarendon Press, 1994).

[65] – Dada la falta de evidencia sobre la existencia de la Gran Logia en 1721, es importante ser cuidadosos en la datación de los documentos. Por ejemplo, el reporte de una reunión masónica en Pontefract, publicado en el Leeds Mercury y citado por Berman en su obra Foundations, está basada en la calendarización “Old Style” (véase la nota 59), por lo tanto, la fecha correcta debería ser el 16 de enero de G. D. Lumb, “Extracts from the Leeds Mercury 1721-1729”, Thoresby Society 22 (1915), 187-188. De igual forma, el English Short Title Catalogue data la obra teatral satírica Love’s Last Shift or Mason Disappointed como de 1720, pero en realidad fue anunciada en el Stamford Mercury del 6 de junio de 1723 como una obra nueva.

[66] – Bodleian Library, MS Eng. misc. c.533: f. 34v; W. C. Lukis, ed., The Family Memoirs of the Rev. William Stukeley, M. D. (Surtees Society, 1880), vol. I, 62; David Boyd Haycock, William Stukeley: Science, Religion and Archaeology in Eighteenth-Century England (Woodbridge: Boydell Press, 2002), Una inspección del manuscrito revela que fue redactado por Stukeley en la fecha de los eventos.

[67] – “Southampton Street and Tavistock Street Area: Tavistock Street”, en Survey of London: Volume 36, Covent Garden, 218-222. La taberna Salutation se convirtió en uno de los refugios favoritos del príncipe regente. W. Earle, Sheridan and his Times (Londres: J. F. Hope, 1859), vol. 1, 299-311. Esta taberna no tenía relación alguna con la masonería, a excepción de lo que relata Stukeley sobre su iniciación, y no debe confundirse con la cafetería que estaba sobre la misma calle y que era propiedad del masón Richard Leveridge, error cometido por J. Timbs en su libro Clubs and Club Life in London (Londres: John Graham Hotten, 1872), 434-435, y repetido por E. Beresford Chancellor en The Annals of Covent Garden and its Neighbourhood (Londres: Hutchinson, 1930) 154.

[68] – Peter Earle, Treasure Hunt: Shipwreck, Diving and the Quest for Treasure in an Age of Heroes (Londres: Methuen, 2007).

[69] – Este es un concepto muy de habla inglesa, que no tiene una traducción directa al español. Se trataba de un cuaderno en el que las personas copiaban fragmentos de obras que hallaban interesantes, apuntaban datos diversos o ideas que venían a su mente o que escuchaban de alguien más. No era precisamente un diario. Podría pensarse más en un “cajón de sastre” o en “cuadernos de todo”, como llamó a los suyos la escritora Carmen Martín (N. del T.).

[70] – Bodleian Library, MS Eng. misc. e.260: f. 88; Family Memoirs, vol. I, 122; Haycock, 175.

[71] – Family Memoirs, vol. I, 51.

[72] – Book of Constitutions, 1738, 111.

[73] – Bodleian Library, MS Eng. misc. c.533, f. 35; Family Memoirs, vol. I, p. 64; D. Knoop, G. P. Jones y D. Hamer, The Two Earliest Masonic Manuscripts (Manchester: Manchester University Press, 1938), 55. Otra referencia que hace Stukeley a la cena del 24 de junio de 1721, que había pasado desapercibida previamente, se encuentra en la Bodleian Library, MS Eng misc e. 121: f. 30: “[1721] Junio 24. Cena con el D. Montagu y etcétera en la fiesta de los Masones en Stationers Hall”.

[74] – Véase T. P. Connor, “Herbert, Henry, ninth earl of Pembroke and sixth earl of Montgomery (c.1689–1750)” y Andrew W. Moore, “Fountaine, Sir Andrew (1676–1753)”, en Oxford Dictionary, nos. índ. 101013033 y 101009994 Berman, Foundations, 105,125,135,179.

[75] – Manuscrito fechado hacia el 1450 que mezcla un elogio de la geometría con fragmentos del antiguo testamento para hacer un relato de los orígenes de la masonería operativa. Una transcripción en inglés moderno se puede consultar en http://freemasonry.bcy.ca/texts/cooke.html (N. del T.).

[76] – Knoop, Jones y Hamer, Masonic Manuscripts, 55-57; G. P. Speth, “The Stukeley-Payne-Cooke MS”, AQC 4 (1891), 69-70; Family Memoirs, vol. I, no. 18, 64. El dibujo de Stukeley se supone que está junto con sus demás papeles en la Bodleian Library, pero hasta ahora no ha sido localizado.

[77] – Book of Constitutions, 1723, 73.

[78] – Bodleian Library, MS Eng. misc. c.533, f. 36; Family Memoirs, I, 66.

[79] – Bodleian Library, MS Eng. misc. c.533, f. 36v.

Autor: Luiz Marcelo Viegas

Mestre Maçom da ARLS Pioneiros de Ibirité, nº 273, jurisdicionada à GLMMG. Membro da Academia Mineira Maçônica de Letras. Contato: opontodentrodocirculo@gmail.com

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