“Os filhos da viúva” sob a ótica da suspeição (Parte III)

O Estado Novo, entre a oligarquia e os trabalhadores - Vermelho

Tentativas de se reorganizar: maçons pernambucanos pelos meandros da administração pública

A adesão da maçonaria brasileira ao Estado Novo contrariava um dos seus princípios institucionais, sempre referido e apresentado em defesa dos seus princípios liberais, ou seja, a de não funcionar em regimes autoritários. Como podemos observar, a atitude do Grande Oriente do Brasil não seria de resistência, mas, de adesão ao regime e a política varguista. Nesse sentido, podemos explorar no documento analisado, vários pontos de apoio e aclamação a figura do Presidente da República no exercício do poder. A resposta para compreender essa posição, pode ser encontrada, do ponto de vista institucional, numa cultura política forjada tanto numa posição anticomunista, quanto numa atitude nacionalista, fomentadas e intensificadas pelo Estado Novo.

Esse cenário de tratamento desigual, com estados da Federação onde a propaganda maçônica permanecia interrompida e outros locais nos quais os maçons retomaram as suas atividades, foi alvo de questionamento também por parte do Grão-Mestre da Grande Loja da Paraíba, ainda, no ano de 1938, como podemos observar, através de carta endereçada a Osvaldo Aranha. A autoridade maçônica paraibana solicitava um tratamento igual para todos os corpos maçônicos:

[…] a valiosa intervenção de V. Excia, a fim de ser conseguida a normalisação da vida maçônica, fazendo desaparecer essa desigualdade perante o governo da república […] Desejamos ser tratados com a equidade alcançada pela maçonaria no Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, o que só depende de mais um gesto de nobreza do eminente chefe de governo. (OFÍCIO, 1938,p.2)

Como no estado de Pernambuco, o tratamento dispensado às lojas maçônicas, por parte dos órgãos governamentais seria igual, uma vez que, mesmo tendo sido autorizado, como indicamos anteriormente, o funcionamento das lojas maçônicas em outros estados, a interdição permanecia em estados como Pernambuco e na Paraíba.

Após essa análise comparativa a respeito do tratamento dispensado às lojas maçônicas e realidade experimentada no Rio de Janeiro, voltemos o olhar de maneira mais específica ao caso pernambucano, principalmente, após os desdobramentos provocados, a partir do envio do ofício ao Interventor pelos maçons da Loja Segredo e Amor da Ordem.

Esta atitude provocou uma ação no interior da Secretaria de Segurança Pública de Pernambuco, de consulta por parte do 2º delegado Auxiliar Fábio Correia, ao Delegado Especial da Delegacia de Ordem Política e Social do Rio de Janeiro, o Capitão Batista Teixeira, sobre a situação das lojas maçônicas naquele estado. (CORRÊA, 1940).

A resposta à consulta chegou cerca de oito dias depois, fornecendo as seguintes considerações a respeito do caso das lojas maçônicas e como se encontrava o seu funcionamento na Capital Federal:

Respondendo radio 102, dessa Delegacia, informo vossenhoria orientação aqui seguida referente Lojas Maçonicas, e entidades Rito Secreto (Sociedades Teosoficas), só permite funcionem sessões publicas, para expediente, pagamento beneficência, pensões, funeraes etc, de modo serem fiscalizadas Policia Política. (CORRÊA, 1940, s/p).

A resposta encaminhada ao Delegado de Ordem Política e Social de Pernambuco, por parte da autoridade policial do Distrito Federal a respeito das oficinas maçônicas, foi um parecer elucidativo, a respeito da situação vivenciada pela maçonaria naquele estado, que relatava o funcionamento das atividades desta entidade, relacionadas à expediente e solenidades públicas, narrativa semelhante a que encontramos no Boletim do Grande Oriente do Brasil dos meses de outubro de 1938 e março de 1939. É possível constatar que mesmo com a fiscalização policial, as lojas tinham suas portas abertas e os maçons continuavam a desempenhar suas atividades de beneficência e cerimoniais não ritualísticas, o que significava uma quase total volta à normalidade no Rio de Janeiro do ponto de vista da vida maçônica ao que tange a realidade administrativa e de sociabilidade, sem atividades ritualísticas.

A reivindicação dos maçons pernambucanos era de que pudessem retomar os seus espaços, como acontecia na capital federal, solicitação que se encontra manifestada no documento encaminhado a Agamenon Magalhães, no início de setembro de 1940. Tendo em mãos a resposta do Delegado do DOPS do Rio de Janeiro, Fabio Corrêa transmitiu o parecer da autoridade carioca à Etelvino Lins, Secretário de Segurança Pública de Pernambuco. Diante da resposta do Delegado Especial, o Secretário de Segurança emitiu uma nota posicionando-se em relação à solicitação encaminhada pelos representantes da Loja Segredo e Amor da Ordem, mas que era válida às demais oficinas maçônicas no Estado.

Na nota publicada no início do mês de outubro de 1940, Etelvino Lins, Secretário de Segurança Pública do estado, ex-congregado mariano e militante católico de plantão, assim se posicionou a respeito da volta à normalidade das atividades maçônicas:

Todas as lojas maçônicas do país foram fechadas antes de 10 de Novembro por ordem do governo federal [ …] Nenhuma recomendação em sentido contrario recebeu até hoje o governo do Estado […] Consultada informa a policia do Rio no radio junto, que a Maçonaria propriamente dita, não se acha funcionando […] E nem se compreendia funcionassem sociedades secretas num regime de autoridade como o em que nos achamos […] Assim, e atendendo a que falam também os signatários em liquidar o patrimônio social, somos de parecer que esta sociedade poderá, para tal fim ser aberta, sujeitas á fiscalização da policia todas as sessões necessárias aquele objetivo. Recife, 5 de outubro de 1940 (a) Etelvino Lins de Albuquerque. (Secretaria da Segurança Pública, 1940).

As palavras do Secretário de Segurança, por meio da nota emitida apresentava um discurso diferente da resposta fornecida pelo Delegado Especial do Rio de Janeiro. Na perspectiva adotada por Etelvino Lins, nenhuma resolução tinha sido emitida pelo Governo Federal ao estado, que recomendasse a volta aos trabalhos às oficinas maçônicas pernambucanas. Neste sentido, não encontramos no material pesquisado na documentação do DOPS, nenhum encaminhamento do Governo Federal apontando para esta questão, mesmo sendo sabido que desde janeiro do ano de 1938, através de solicitações feitas, o Ministro da Justiça Francisco Campos, autorizou no formato que já apresentamos o funcionamento no Rio de Janeiro de lojas maçônicas.

O precedente aberto no Rio de Janeiro, não encontrou assistência por parte de Fábio Corrêa e de Etelvino Lins. A declaração do secretário de segurança que referendava uma posição de não permitir nem mesmo, atividades beneficentes, cerimônias abertas e festivas nas lojas maçônicas de Pernambuco. Pode ser explicada, caso trabalhemos dentro de uma análise que observa que suas posições se assentavam dentro uma cultura política e postura declaradamente antimaçônica, o que não se constituía em novidade alguma, pois não podemos descartar as suas vinculações, filiações intelectuais e sociabilidades com o campo da intelectualidade católica romana e conservadora pernambucana.

Este caráter antimaçom, tornava-se ainda mais visível nas próprias palavras do Secretário que sugeria a permissão para a reabertura das lojas maçônicas desde que fosse para empreender o processo de liquidação do patrimônio social e encerramento definitivo das atividades desta instituição em solo pernambucano. Caso não fosse este o procedimento acolhido pela comunidade maçônica os prédios e atividades continuavam interditadas.

A posição de Etelvino, reforça o nosso argumento de que, a permanência da condição de ilegalidade maçônica em Pernambuco, tinha como um dos fatores centrais o poder e a visão antimaçônica daqueles agentes do estado que tinham sido alimentados dentro do espirito dos congregados marianos e ainda possuíam fortes vínculos com o Padre Antônio Paulo Cyriaco Fernandes, SJ que, como demonstra Andrade Filho possuía, aproximação e influencia junto aos vários espaços de decisão no interior da burocracia governamental.

Esta visão antimaçônica de Etelvino, que se revestia também de uma concepção da maçonaria como sinônimo de comunismo, como havia sido explorado por vários intelectuais de matriz católico-conservadora e, até mesmo pelo primeiro interventor pernambucano, Coronel Azambuja Villanova. Encontrava-se sedimentada na mentalidade e cultura política de muitos secretários e pessoas que possuíam lugar de destaque no interior do governo Agamenon Magalhães. Visão que não deixava de ser partilhada por Fábio Corrêa, figura central na consulta realizada aos órgãos de segurança do Distrito Federal. Tal mentalidade, não pode deixar de ser compreendida dentro da lógica da suspeição, que atravessaria toda a burocracia de Pernambuco e comprometeria as estratégias de rearticulação dos maçons do ponto de vista institucional antes do final do Estado Novo.

No dia anterior à publicação da nota, assinada por Etelvino Lins, o Delegado Auxiliar Fabio Corrêa enviou ao Secretário, além dos relatos que apresentavam a consulta feita ao Delegado carioca, o seu parecer com relação a qual deveria ser o procedimento que deveria orientar o funcionamento das agremiações maçônicas no Estado. Na sua visão, ponderava que as atividades da maçonaria deveriam permanecer na ilegalidade. Como justificativa para defender esta posição, o delegado auxiliar Correia apresentava como aspectos a serem considerados os seguintes argumentos:

No golpe extremista, deflagrado neste Estado, tomaram parte elementos maçons graduados, chegando um deles a chefiar ataque aos comissariados da Torre e Casa Amarela, como ficou apurado no inquérito procedido. A propria historia prova que movimentos revolucionário, de fins políticos, em vários paizes tem sido organizados, orientados e realizados pela maçonaria, que se tem valido para êxito de sua ação do seu ritual secreto […] Assim, opino pela abertura das lojas maçônicas, unicamente, quando pretendam liquidar seu patrimônio, sujeitas, porém á fiscalização desta delegacia, todas as sessões de assembléa geral ou diretoria, bem como todas as dependências de suas respectivas sedes.(CORRÊA, oficio ao secretário de Segurança Pública sobre reabertura de lojas, Recife, 1940, s/p).

Como observamos nas considerações apresentadas pela autoridade oficial pernambucana, as supostas ligações entre Maçonaria e Comunismo reforçavam os argumentos que deveriam referendar a manutenção da ilegalidade das atividades maçônicas. O Delegado orientava e fundamentava o seu posicionamento em dois aspectos, o primeiro deles, a participação, segundo inquérito das forças de segurança, da participação de maçons graduados no golpe contra o Estado possivelmente no movimento de 1935. Ou seja, era preciso observar maçons que tivessem no interior da ordem um papel de destaque e relevância, embora mesmo sem citar nomes e a loja maçônica a que pertenciam, ou sem dados mais concretos sobre quem seriam estes personagens, Fabio Corrêa apresentava, através de tais argumentos uma compreensão a respeito desta instituição forjada dentro de uma concepção da maçonaria como confabuladora e desestabilizadora da ordem pública, imagens que eram partilhadas pelas autoridades ligadas a segurança pública e outros indivíduos do interior da burocracia estatal, elementos que reforçavam a lógica da suspeição. Não podemos esquecer qual o lugar social e político do Delegado Fabio Corrêa no interior do establishment, o de ser uma voz autorizada, certificada e como tal, a sua declaração, imagens e argumentos construía um sentido de verdade irretorquível, o que colaborou no fortalecimento das decisões contrárias as solicitações maçônicas.

O segundo aspecto que merece menção seria o de que o parecer do 2º Delegado Auxiliar fornecia um forte apelo, principalmente, durante um momento, no qual os discursos, o imaginário e as práticas anticomunistas se constituíam num horizonte no qual era constantemente trabalhado, o combate à desordem social e a implantação da ordem e da segurança, os maçons eram associados a estes possíveis causadores da desordem, que deveriam ser diuturnamente combatidas. E tal desconfiança residia no caráter “secreto” e ritualístico da maçonaria, dimensão observada como elemento sobre o qual tal instituição não poderia ser confiável, representando assim um perigo. O olhar de desconfiança construído pelo agente da ordem política e social não poderia ser diferente, ao tratar uma instituição que tinha como características diferenciadoras, as dimensões ritualística e secreta.

Como observou Benimeli (2005) estes dois aspectos remetem de alguma forma, ao oculto, forjando uma forte significação social que se revertia numa qualidade negativa, quando observados por vários segmentos da sociedade, ao mesmo tempo em que, representava uma ameaça. Características que, no interior de um regime de forte vigilância como o Estado Novo, assumia um estatuto que justificava, inclusive do ponto de vista lógico e racional, a supressão das atividades da Maçonaria.

Nesta cruzada antimaçônica na imprensa diária é possível observar exemplos que, mesmo não tratando da realidade local, pretendiam remeter o leitor ao caráter perigoso da Maçonaria e o risco que constituía pertencer a essa instituição. A Folha da Manhã (1941) foi um jornal que assumiu a voz oficial do governo durante o Estado Novo em Pernambucano, através de uma nota este órgão de imprensa reproduzia em fevereiro do ano de 1941 a notícia das últimas ações que o Estado Romeno assumiu com relação à Maçonaria e suas atividades.

No artigo em questão, era detalhada a decisão do General Ion Antones-cu, Primeiro-Ministro romeno que, ao longo do seu governo construiu uma franca posição de simpática ao ideário nazista, tornando-se um dos fiéis colaboradores deste regime, através de tais ligações é possível compreender as suas suspeitas com relação a maçonaria. Segundo o relato fornecido pelo artigo, o líder romeno estava numa cruzada de perseguição aos grupos que estavam divulgando a notícia de que ele seria maçom. As autoridades romenas acusavam os criadores desta acusação, como “elementos que trabalham na propaganda subversiva”, notícias acusatórias a respeito de identidades maçônicas de personagens que se encontravam na qualidade de perseguidores, podem ser encontradas em vários momentos na imprensa, o que nos interessa é compreender os seus usos. Uma destas possibilidades, residia no fato, de que ao fornecer publicidade sobre as “supostas identidades”, aqueles que se defendiam negando o seu passado ou mesmo participação na maçonaria, procuravam utilizar um contradiscurso, no qual pretendia reforçar o caráter ardiloso e difamatório desta instituição, que se utilizava do expediente da difusão de informações não verídicas para explorar determinadas situações e desestabilizar regimes. (Ação contra maçonaria romena, 1942, s/p).

Ao destacar que as acusações foram produzidas por setores subversivos, de alguma maneira a nota publicada na Folha da Manhã possuía um objetivo claro, construir um discurso de associação no qual se procurava demonstrar que, as estratégias e as relações políticas estabelecidas pela maçonaria em vários países e não poderia ser diferente no Brasil, não mereciam confiança uma vez que, a mesma sempre se associava a grupos e segmentos políticos, que se orientavam por uma postura explicita que seria a de colaborar com as causas e projetos políticos subversivos. Essa suposta relação como já destacamos foi largamente reproduzida pela imprensa estadonovista.

O efeito que uma informação jornalística como essa, causava, no interior de uma sociedade, onde o discurso da ordem se instituía como elemento fundamental na organização do regime político, contribuía decisivamente, no sentido de estimular uma postura de legitimação de um discurso antimaçom e anticomunista que encontrava na sociedade, um lastro eficiente para ser operacionalizado.

Considerações Finais

Desta forma podemos observar ao longo do artigo, quais foram às estratégias que o Estado Novo pernambucano procurou ensejar para que fosse possível a permanência da proscrição maçônica, mesmo quando esta instituição através dos seus filiados e dos espaços de sociabilidades políticas nos quais eles se movimentavam procuraram reverter tal decisão. Contudo, os esforços destes personagens maçons esbarravam numa característica que orientava a organização do “establishment” de Agamenon Magalhães, o de um forte sentimento antimaçônico relacionado a visão anticomunista, construindo pontes de relação entre um ideário e outro, jogo discursivo e que simbolizou a cultura política deste período. (BENIMELLI, 1982).

Aliado a esta visão não podemos subestimar a força de vários personagens que tinham formado a sua sociabilidade social, política e intelectual junto aos congregados marianos, e outros espaços orientados pela ação de intelectuais católicos, locais que permitiam a formação e disseminação de ideário antimaçom, e que ganharam espaço nas instâncias governamentais nos Tempos de Agamenon. Esta mentalidade ativada à uma Cultura Política antimaçônica e autoritária revelava na verdade quais seriam os encaminhamentos que ao longo do período de 1937-45 estariam reservadas aos maçons pernambucanos, mesmo com as ações que foram sendo articuladas, no sentido de retomar as suas atividades só conseguiram se reorganizar com o fim do Estado Novo.

Finis

Autor: Augusto César Acioly Paz Silva

Fonte: Revista de História – USP

*Augusto é Doutor em História pela Universidade Federal de Pernambuco – UFPE. Professor do Departamento de História do Centro de Ensino Superior de Arcoverde, instituição ligada à Autarquia de Ensino Superior de Arcoverde, cidade de Arcoverde, Pernambuco.

Clique AQUI para ler a primeira parte do artigo e AQUI para ler a segunda parte.

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Fontes

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Autor: Luiz Marcelo Viegas

Mestre Maçom da ARLS Pioneiros de Ibirité, nº 273, jurisdicionada à GLMMG. Membro da Academia Mineira Maçônica de Letras. Contato: opontodentrodocirculo@gmail.com

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