O Maçom e a Dúvida

O Ponto Dentro do Círculo

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Na Maçonaria buscam-se novos horizontes no plano do pensamento. Existem conhecimentos que escapam ao campo da experiência em virtude da limitação sensorial e analítica inerente ao homem-ego: aquele que bloqueia qualquer atitude verdadeira e autêntica em si, tornando-se seu próprio inimigo. São noções que exigem círculos de juízos muito acima dos limites individuais e da linguagem humana. Ideias que ultrapassam o mundo sensível, onde a experiência não serve de guia.

São quatro as escolas que permeiam as discussões dos maçons: a Autêntica ou Histórica; Antropológica ou Primitiva; Mística ou Teológica; e Oculta ou Esotérica. As investigações, destas diferentes escolas, partem com os pensamentos de base inicialmente teológicas e mágicas, depois metafísicas e místicas, podendo alcançar o nível da compreensão científica. Devido a estes diferentes níveis de estudo progressivos, a Maçonaria ressalta a importância do respeito ao pensamento do outro, enquanto a ideia passa pelas diversas fases em direção a consolidação:…

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Estamos satisfeitos?

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Dentre as atribuições do Primeiro Vigilante, consideramos a mais importante a de pagar os obreiros e despedi-los sob a certeza de que estão satisfeitos com o pagamento recebido. E desde os primeiros passos, ao obreiro é ensinado que para receber precisa trabalhar e, com dedicação e estudo, poderá inclusive solicitar um aumento de salário.

Sabemos que salário é a contraprestação recebida pelo trabalhador em razão do cumprimento de uma atividade ou desenvolvimento de um trabalho a ele determinado. A origem da palavra tem a ver com o “Sal”, que nos primórdios era utilizado para a preservação de alimentos, mas, como em uma oficina maçônica tudo é simbólico, esse salário não é diferente. Um exemplo disso é que muitas vezes, embora tenham recebido seus salários, muitos obreiros não desenvolveram efetivamente um trabalho, mas, ainda assim, foram pagos.

A maçonaria tem por objetivo primordial o aperfeiçoamento individual, e nos ensina a aplicar…

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Encante-se!

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Vejo vídeo, surpreenda-se e encante-se|!

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Tornar feliz a Humanidade!

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Tornar feliz a Humanidade! – Bibliot3ca FERNANDO PESSOA

É sabido que a Maçonaria moderna não é uma organização com propósitos específicos de auxílios mútuos, de caridade ou de promoção de campanhas sociais, mas tem responsabilidades e deveres para com a Sociedade, tendo entre vários de seus princípios o do combate ao obscurantismo, aos preconceitos, aos erros e o trabalho incessante pela felicidade do gênero humano.

A reflexão que fazemos neste momento é sobre a força revigorante do serviço voluntário que concretamente pode dar oportunidade ao autêntico Maçom de praticar o bem e a se dedicar à felicidade de seus semelhantes mais próximos e menos favorecidos pela sorte. Nada que o impeça de dedicar-se também a causas de maior apelo e repercussão.

Têm-se notícias que hoje no Brasil milhões de pessoas estão envolvidas em atividades voluntárias e que não se omitem ao abrigo do argumento de que isso é tarefa atribuída a governos e autoridades por lei encarregadas de…

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Você.

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TEXTOS FILOSÓFICOS – Rev. Padre Jorge Aquino +

Viver como Sócrates?

Fazer arte como os Beatles?

Escrever como Cervantes?

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O que está em cima é como o que está embaixo. O que está dentro é como o que está fora.

Plenitude Maçônica

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O Maçom prega a tolerância, pratica a caridade sem distinção de raças, crenças ou opiniões e luta contra a hipocrisia e fanatismos (sabedoria maçônica)

A Cerimônia Magna de Exaltação se realiza quando o obreiro, após o privilégio de ser acolhido na Ordem, cumprir com denodo os trabalhos como Aprendiz e Companheiro, e mostrar-se um líder, faz jus ao reconhecimento do Grau de Mestre Maçom, considerado a conquista do ápice do simbolismo da Maçonaria, como o coroamento de um período de estágio.

Com a exaltação, o Mestre adquire a tão esperada Plenitude Maçônica, que enseja um forte significado e não se traduz em pavonear-se ao exibir a boniteza do seu novo avental. Implica ser, a partir de então, protagonista, proativo e estar sintonizado com todos os movimentos da Maçonaria Universal, fazendo-se respeitado e reconhecido como Mestre, na Ordem e na Sociedade. Deve assumir a responsabilidade pelos trabalhos da sua Oficina, com…

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A Mulher, a Maçonaria e os Direitos Fundamentais – Parte II

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Os Direitos Fundamentais na Constituição de 1988

Os direitos fundamentais estão consagrados na Constituição Federal de 1988 no Título II – Dos Direitos e Garantias Fundamentais, abrangendo no Capítulo I os direitos e deveres individuais e coletivos (art. 5º da CF); no Capítulo II os direitos sociais (art. 6º ao 11 da CF), no Capítulo III os direitos da nacionalidade (arts. 12 e 13 da CF); no Capítulo IV os direitos políticos (art. 14 ao 16 da CF); e no Capítulo V os partidos políticos (art. 17 da CF).

Todavia, necessário esclarecer, tratar-se o Título II de um rol meramente exemplificativo. Isso porque existem outros direitos fundamentais alocados em toda a Constituição. O Título VIII da Constituição Federal, atrelado à ordem social, por exemplo, não há sombra de dúvidas, trata de direitos fundamentais, pois nele estão previstas normas relativas ao direito ao trabalho e seguridade social (art. 193 ao 195 da CF); à saúde (art. 196 ao 200 da CF); à previdência social (arts. 201 e 202 da CF); à…

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A Mulher, a Maçonaria e os Direitos Fundamentais – Parte I

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Declaration of the Rights of Man and of the Citizen Painting by  Jean-Jacques-Francois Le Barbier

O presente trabalho analisa a relação da mulher com a maçonaria no horizonte da efetiva tutela dos direitos fundamentais, com ênfase nos direitos à igualdade, liberdade de crença e autonomia da vontade. Em última instância, procura-se demonstrar que a conclusão racional acerca da constitucionalidade da exclusão da mulher dos quadros da maçonaria perpassa a hermenêutica e argumentação jurídicas.

Introdução

A Maçonaria costuma estar envolta em muitos mistérios, sobretudo, quando se fala na impossibilidade de participação da mulher em seus quadros, pois as explicações costumam encontrar-se carreadas de argumentos místicos, filosóficos e religiosos. Contudo, sob o prisma Constitucional, dos direitos fundamentais e da teoria da eficácia horizontal dos direitos fundamentais, referido impedimento pode, pelo prisma de alguns, violar dados direitos.

A proposta deste trabalho é analisar esse fato frente à efetiva tutela dos direitos fundamentais, com especial a atenção ao direito à igualdade, à liberdade de crença e à autonomia da vontade, tendo como paradigma a teoria da eficácia horizontal dos direitos fundamentais.

Inicialmente, discorre-se sobre a Maçonaria, quando se…

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“Quem não é geômetra não entre!” Geometria, Filosofia e Platonismo

O Ponto Dentro do Círculo

Imagem relacionadaA Academia de Platão, artista desconhecido, mosaico, Pompeia, c. séc. I a. C.

O objetivo deste artigo é analisar, a partir dos textos de Platão e de comentadores, a apresentação de argumentos a favor da utilização da matemática e da geometria como propedêutica à aprendizagem da filosofia, bem como investigar as reverberações da ontologia e da epistemologia platônicas nesse programa pedagógico. Pretende-se, ainda, apontar comparativamente similaridades entre crises nos fundamentos da matemática e seu impacto na concepção de racionalidade, tanto no universo grego antigo como na contemporaneidade.

“Dois e dois são três” disse o louco.
“Não são não!” berrou o tolo.
“Talvez sejam” resmungou o sábio.
Skepsis. (José Paulo Paes)[2]

Introdução

Gostaríamos de começar este artigo com uma crônica de nossos dias. A revista Carta Capital, em sua coluna Brasiliana, de setembro de 2006, comenta o sumiço do “Professor”. Trata-se de uma história da Praça XV, no centro…

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