Humano. Uma Viagem pela Vida

O Ponto Dentro do Círculo

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Com testemunhos e imagens aéreas exclusivas, o introspectivo documentário aborda quem nós somos hoje em dia. Não só como comunidade, mas como indivíduos. Através das guerras, descriminações e desigualdades, confrontamos a realidade que também contempla discursos de solidariedade. Uma reflexão do futuro que queremos para nós, seres humanos, e o planeta.

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Liberdade de Pensamento

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Quando dizemos que a Maçonaria é uma Escola do filosofar, fazemo-lo porque entre nós se exige estudo, pesquisa, meditação.

No entanto, não tememos afirmar que nossa Ordem é fundamentalmente filosófica, uma vez que ela tem por mira alcançar um ideal superior. A beleza do filosofar maçônico está
no estudo comparativo dos sistemas filosóficos que a história nos proporciona.

A Maçonaria não se prende a uma escola ou a um determinado sistema, porque se tal o fizesse estaria tirando a liberdade de pensamento de seus membros, obrigando-os a seguir um único e mesmo caminho.

Haveria, então, é de supor-se, uma verdadeira lavagem cerebral; se tal ocorresse mais cedo ou mais tarde, nossa Ordem ou se desvirtuaria ou desapareceria.

O Maçom tem inteira liberdade de interpretação, pois o símbolo permite exegese variada e, muitas vezes, desigual.

Se houvera uma uniformidade obrigatória de interpretação, isto seria um verdadeiro atentado contra um dos sagrados postulados que ela prega: liberdade.

Portanto, é impossível, maçonicamente, alguém pretender fixar determinada corrente…

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Porque a vaidade é um vício

O Ponto Dentro do Círculo

OBRA DE ARTE DA SEMANA: 'Narciso' de Caravaggio – Artrianon

Vaidade de vaidades, diz o pregador, vaidade de vaidades! Tudo é vaidade.” (Eclesiastes)

Procurando algo na internet dia desses, deparei-me com postagens sobre contos de Machado de Assis e comecei a lê-los, um seguido do outro. Escrevi certa vez que um livro é clássico quando pode ser lido em qualquer época e continua absolutamente atual. Bem, não preciso nem dizer que Machado de Assis é um dos mais clássicos dos clássicos.

O conto O Espelho me levou a pensar na questão da aparência versus mundo interno, ou seja, o “eu” que os outros veem e o “eu verdadeiro”, aquele que está dentro de mim. O conto é curto e genial. Assim, minha sugestão é: leia. Leia logo, o quanto antes. Ele é de Domínio Público, podendo ser lido gratuitamente.

O conto fala sobre um homem que acreditava que somos feitos de duas almas, “uma que olha de dentro…

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Um breve panorama da historiografia maçônica: de sua criação à atuação na Proclamação da República

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O presente artigo tem como finalidade principal abordar um breve panorama da historiografia maçônica, isto é, a contribuição dos principais trabalhos não apenas pelos historiadores do meio acadêmico mas também pelos pesquisadores e historiadores maçons acerca dessa importante sociedade secreta. Além disso, mais do que fazer um esboço das principais obras sobre a história da maçonaria brasileira, apresentamos também de maneira breve os primeiros trabalhos sobre a maçonaria mundial, isto é, suas origens, mitos, lendas desde a sua chegada ao Brasil. Por conseguinte, temos como recorte principal a sua atuação na proclamação da república no Brasil, em 1889.

O estudo da história da maçonaria inicialmente era restrito principalmente apenas aos historiadores maçons. A mística do segredo não se dava somente dentro das cerimônias e rituais dentro das lojas mas também era um mistério a ser descoberto no campo acadêmico. Por isso, via-se uma necessidade cada vez mais ampla de desvendar os caminhos da pesquisa maçônica não apenas aos maçons, mas sim…

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Segredos e Mentiras

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“Cumpre, antes de mais nada, rasgar as falsas vestiduras com que se adornam os maçons e mostrar o que eles são”.

A frase do papa Leão XIII (1879-1903) reflete bem o antagonismo que se estabeleceu entre a Igreja Católica e a maçonaria mundial ao longo do século XIX e no início do XX. Repudiados pelo catolicismo, os maçons foram duramente acusados de crimes como transgressão das leis, conspiração e satanismo. Diante do crescimento das ideias liberais, a Igreja via ameaçada a sua presença no mundo ocidental. O pensamento conservador católico lançou-se então, violentamente, contra seus principais inimigos, numa tentativa de “barrar o carro da revolução”, como se dizia na época.

As transformações políticas ocorridas depois da Revolução Francesa, que puseram à prova as bases do absolutismo em fins do século XVIII, levaram a Igreja a combater ferozmente movimentos considerados revolucionários, como os liberais, comunistas, anarquistas, progressistas e outras tendências…

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Disciplina

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Não é no medo que assenta a disciplina: é no sentimento do dever. (Rui Barbosa)

Disciplina é a mãe do êxito. (Ésquilo)

A disciplina é a doutrina e instrução de uma pessoa, especialmente no campo da moral. O conceito também é usado para fazer referência à arte, à faculdade ou à ciência, bem como ao próprio instrumento de castigo (o chicote ou a régua, caídos entretanto em desuso e abolidos). No âmbito militar e eclesiástico, a disciplina é a observância (cumprimento/respeito) das leis e nos ordenamentos da profissão.

A disciplina tem fixação no conjunto de regras e normas que são estabelecidas por determinado grupo, embora possa se referir ao implemento de responsabilidades específicas de cada pessoa.

Exemplificando quanto grupo social: vamos descobrir um conjunto de normas e regras de conduta, que variam de acordo com os seus preceitos.

Deste modo, com enfoco na sociedade: a disciplina ainda representa a boa conduta do indivíduo, ou seja, a característica da pessoa que cumpre as ordens existentes na coletividade.

Indo além, anotamos o significado de disciplina no trabalho ou em atmosfera religiosa, por exemplo, são diferentes, visto que para cada parte as regras e comportamentos costumam variar, de acordo com aquilo que consigam ser considerada de maior importância.

Segundo o Pequeno Dicionário Enciclopédico Koogan Larousse:

Disciplina s.f. O conjunto dos regulamentos destinados a manter a boa ordem em qualquer assembleia ou corporação; a boa ordem resultante da observância desses regulamentos: a disciplina militar. / Submissão ou respeito a um regulamento. / Cada uma das matérias ensinadas nas escolas: é professor de duas disciplinas.

A disciplina é uma palavra que tem a mesma etimologia da palavra “discípulo”, que significa aquele que segue.

Segundo o Dicionário “online” Priberam de Português:

Discípulo – s. m. Pessoa que recebe instrução (em relação a quem lhe dá); aquele que aprende (aluno, Secretário) ou aquele que segue as doutrinas de outrem.

Em filosofia significa o conjunto de conhecimentos metódicos ou regra de conduta a disciplina dos costumes e é aplicada às organizações e as pessoas.

Decorrido sobre o tema do “título” registro a indisciplina como o oposto, quando há a falta de ordem, regra, comportamento ou de respeito pelos regulamentos.

NA MAÇONARIA

A disciplina constitui em uma rígida e irrestrita observância às normas, às Constituições, aos Landmarks, aos Regulamentos, às Obediências e às autoridades.

Sem disciplina nenhuma organização ou entidade domina seus interesses. Porque a indisciplina gera um grave mal, a exemplo da anarquia a qual combatemos, por produzir o caos. A indisciplina anda em voga no meio político: “quanto pior melhor” porque atende a seus méritos.

Originando de que a disciplina é irmã gêmea da liberdade, quando a usamos como direito, ou seja, o direito agindo para que a manifestação de liberdade seja garantia de todos. Essa afirmativa produz efeito quando se consegue respeitar os direitos alheios; que é diferente da liberdade pessoal, conseguida pela deferência espontânea das normas previamente estabelecidas e da obediência às autoridades constituídas.

O cidadão que pretende viver em sociedade, leva para seu convívio um dos deveres essenciais. A disciplina; sinalizada por juramentos, estudos, posturas, segurança nas determinações e ações; sob pena de, não o fazendo, gerar no grupo: dissabores, desentendimentos, egoísmo, divisões e não conseguir transmitir a paz nem a harmonia, tornando-se assim, um cidadão que não inspira segurança a seus companheiros.

Tomemos para nossas vidas, um exemplo de autodisciplina, a do artista. Sua arte se expressa pelo rígido método de disciplina, que espontaneamente impõe a si próprio, dentre outros; o de dormir, de meditar, de buscar inspiração e no tratar com a natureza, completado pelos instrumentos que utiliza: o pincel, a caneta, as chuteiras e os dedos. Pois, sem este cuidado disciplinar ele nunca passará de um artista mediano, de um péssimo sonhador.

Na sociedade em geral, quando aceitamos o convite para ser iniciado na Ordem Maçônica imaginamos uma gama de normas próprias a que seremos submetidos a cumprir; e quando aceitos, prometemos cumprir, através de juramentos, e preceitos outros que formarão o caráter e a moral do cidadão/irmão.

Portanto, sem a disciplina maçônica, a busca da perfeição correrá por trilhos difíceis de se alcançar. É fato que necessitamos de orientações escritas, bem como: dos conceitos orais ministrados pelo corpo de instrutores das Lojas Maçônicas.

NA PANDEMIA

Historiamos que saímos das reuniões presenciais para as virtuais. Consequências que deixaram um gigantesco grupo de irmãos inconformados com a proibição; não podendo se reunirem nos Templos Maçônicos.

Contanto, a maçonaria praticada nos dias atuais “no campo virtual”, tem alcançado um desenvolvimento importante quando o produto final: é a busca do “conhecimento”.

Evento que, os protocolos decorridos dos Órgãos (Governamentais, Estaduais e Municipais) determinaram normas e deveres, com um leque de procedimentos sanitários a serem cumpridos pelos corpos Administrativos das Potências Maçônicas.

Anotamos aqui importantes dificuldades no cumprimento da execução deste protocolo, que traz à tona o dever de cumprir as normas elencadas, mantendo uma correta disciplina.

Alterações foram necessárias. Aditamos uma quantidade de irmãos de nossos relacionamentos, que conseguem através dos sistemas eletrônicos “Lives Maçônicas” palestras/estudos da maçonaria no país e exterior.

Enfim, afirmo que este “novo sistema” vinculará a maçonaria brasileira a buscar novos modelos de administrar e de desenvolver a cultura maçônica.

Assim sendo, ficam assinalados que: os irmãos atuais (minoria) estabeleceram regras de atração pelo conhecimento -, com foco nas palestras, estudos e seminários (virtuais); realizados pelas Potências e Lojas Maçônicas no Brasil e países outros.

Contente pelo o desenvolvimento da maçonaria (atualmente) -, porém apreensivo sobre os demais irmãos, que não concordaram com a evolução existente “sem volta” -, para muitos deles, a maçonaria se pratica nos Templos Maçônicos.

Apresento pretextos a vistas: construímos uma lacuna para o desenvolvimento da desmotivação, que geram, às vezes, na consciência dos irmãos a vontade latente de deixar a Ordem.

Comento que são poucas as Lojas Maçônicas que estão se reunindo, ficam no anonimato “alimentando as esperanças de logo voltarem as reuniões presenciais” – logo, não desempenham “estes” os sólidos compromissos, morais, éticos e disciplinares. Descontinuando os ensinamentos que norteiam a nossa Instituição.

CONCLUSÃO

O trabalho particulariza com clareza que ser disciplinado é fundamental em diferentes aspectos da vida dos indivíduos que vivem ao redor do mundo, pois sem essa “disciplina” os indivíduos não seriam capazes de colocar seus projetos em práticas, lutar para cumprir desafios e buscar novos limites em todas as áreas da vida. Finalizando evidencio que sem disciplina no incremento da obediência as leis e regras, o diálogo da coletividade seria muito mais complexo sobre os tratados organizacionais de interação entre os indivíduos.

Autor: José Amâncio de Lima

Amâncio é Mestre Instalado da ARLS Estrela de Davi II – 242 – GLMMG, Oriente de Belo Horizonte, membro da Academia Mineira Maçônica de Letras, delegado da 1ª Inspetoria Litúrgica do REAA de Minas Gerais e, para nossa alegria, também um colaborador do blog.

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O Discurso Ultramontano Antimaçônico

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Uma série de condenações por parte da Igreja Católica garantiram a consolidação do imaginário coletivo da Maçonaria que ficaria identificada com o perigo e a subversão. A primeira data de 1738, na carta apostólica In eminenti, de Clemente XII. Em 1751, se repetiria na constituição apostólica Providas, e desde então sucederam-se ininterruptamente: Pio VII – Ecclesiam a Jesu Christo (1821); Leão XII – Quo graviora (1825); Pio IX – Qui pluribus (1846), e entre outras a encíclica Quanta cura (1864); e depois Leão XI11 – Humanutn Genus (1884)[1].

O auge das condenações ocorreram entre os papados de Pio IX e Leão XIII, em um momento histórico adverso para o Papado, quando acontecia a unificação da Itália e o fim dos Estados Pontifícios. Durante os 25 anos do Papado de Leão XIII saíram cerca de 226 documentos para condenar e pôr em guarda o mundo a respeito da Maçonaria[2]. Trazendo embutido na Humanun…

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Mito, esquecimento e manipulação da história da Maçonaria latino-americana

Para entender história

Por ocasião do XV Simpósio Internacional de História da Maçonaria Espanhola realizado em Lisboa, em outubro de 2018, em torno de Mitos e História, dos 10 anos da revista REHMLAC, temos vindo a refletir como um balanço da investigação realizada nestes últimos 40 anos pela historiografia e seu alcance no conhecimento real do fenômeno maçônico. Aproveitando a reunião do Seminário Permanente Internacional de História da Maçonaria em Gijón, em fevereiro de 2019, uma síntese em torno do mito, esquecimento e manipulação da História da Maçonaria é apresentada com o desejo de que um dia a realidade do passado maçônico ocupe o lugar que se apropriou de seus mitos e lendas.

Estamos comemorando os primeiros dez anos da Revista de Estudos Históricos da Maçonaria Latino-americana e Caribenha [REHMLAC], portanto, nas reflexões que vamos compartilhar em voz alta, gostaria de começar acrescentando uma pequena nuance e um complemento ao título da inha apresentação: Mito, esquecimento e manipulação da história da Maçonaria latina, ou seja, ibérica, hispânica ou sul-americana, conforme as preferências de cada um. E farei isso lembrando o professor canário-sevilhano Francisco Morales Padrón que, em sua História da América, observou há 36 anos que ainda não havia um livro geral que estudasse o papel da Maçonaria na independência ou na história da América. Hoje ainda não temos essa publicação, embora seja verdade que um grande passo foi dado nos últimos anos, então, desde algumas universidades americanas e europeias, assim como desde o CEHME, o Grupo La Habana y la revista REHMLAC tem publicando muitos e valiosos estudos sobre a Maçonaria na América Latina, desde o Cone Sul (Chile y Argentina) até o México e o Caribe. Universidades e Centros de Estudos onde a Maçonaria alcançou o status de objeto histórico[1] .

No entanto, como foi revelado no XV Simpósio Internacional de História da Maçonaria Espanhola (Lisboa, 2018), centrado nos mitos e mal-entendidos da historiografia maçônica, ainda existem muitos tópicos e lendas em torno da história da Maçonaria, principalmente hispânica ou latina americana e em particular aqueles que se referem aos protagonistas da emancipação ou independência.

Marco Aurelio Skinner Vásquez[2] em seu ensaio sobre a possível influência da Maçonaria na revolução da independência da Grande Colômbia, onde questiona se dita influência é verdadeira ou mítica, reconhece que no inconsciente coletivo dos hispano-americanos há uma memória mítica que diz: A Maçonaria influenciou muito a liberdade dessas nações, mas não é fácil encontrar provas dessa afirmação.

Em contrapartida na maior parte da historiografia universitária americana e europeia, a Maçonaria nem mesmo é mencionada quando se trata da independência e dos chamados libertadores.

O colombiano Gilberto Loaiza Cano, da Universidad Nacional de Colombia e del Valle em Cali, afirma que “nem mesmo os estudos biográficos sobre os líderes políticos do século 19 na Colômbia contemplaram em suas análises as relações de seus biógrafos com a militância maçônica”[3]. Na maioria dos casos, os biógrafos preferiram omitir qualquer vínculo com a Maçonaria de seus biografados[4].

E no caso da Colômbia, as omissões mais marcantes são as de Francisco de Paula Santander e Tomás Cipriano de Mosquera, promotores e líderes indiscutíveis da Maçonaria colombiana e da primeira implantação da rede de lojas.

No entanto, esse vazio na historiografia universitária americana e europeia, até datas relativamente recentes, foi preenchido por contribuições mais ou menos valiosas de militantes maçons como Américo Carnicelli, Julio Hoenisberg e o mais recente de Mario Arango Jaramillo[5] ou por muito mais numerosos antimaçons e em geral mais infelizes, como o prolífico José Patricio Maguirre ou Ramón Martínez Zaldúa[6].

Um caso especial devido, ao grande número de publicações que delas trataram, embora nem sempre com a desejável exatidão e objetividade histórica, são algumas lojas ou pseudolojas, especialmente os chamados Lautaro[7] que, como se sabe, não eram maçônicas. mas sim político-patrióticas e pertencente a um momento muito específico da história da América, especialmente ligado à independência, emancipação ou revolução do início do século XIX[8]. Correspondem ao estudo muitas vezes confuso do papel desempenhado não só pela Maçonaria, mas pelas sociedades secretas em geral, sejam maçônicas, políticas, patrióticas, militares, literárias, econômicas ou filológicas, como a que atacou Bolívar em 1828[9].

Nos últimos quarenta anos, a Maçonaria tem sido estudada no contexto dessas práticas associativas e de construção dos novos Estados-nação americanos. A história da Maçonaria no início do século XIX é apresentada como mais uma forma de cultura política ou sociabilidade cosmopolita baseada na harmonia e na tolerância política, social, religiosa e fraterna.

É o caso de Eduardo Torres Cuevas para Cuba e de Francisco Javier Guerra, María Eugenia Vázquez Semadeni, Carlos Francisco Martínez Moreno, Guillermo de los Reyes e Marco Antonio Flores Zavala para o México[10], de Pilar González Bernaldo de Quirós para a Argentina[11], de Felipe Santiago del Solar para o Chile[12] ou Gilberto Loaiza Cano para a Colômbia e Miguel Guzmán-Stein e Ricardo Martínez Esquivel para a Costa Rica[13].

E embora seja verdade que na segunda metade do século 19 grande parte da classe política da Argentina, México e Colômbia – para colocar apenas três exemplos representativos de curso extensíveis aos demais países da área geográfica ibero-americana – militou nas lojas, no entanto, no primeiro terço do século a prática associativa maçônica foi muito mais diluída nas elites político-intelectuais. Em primeiro lugar, porque a introdução da Maçonaria nesses países é muito posterior à independência, o que nos leva a questionar se a Maçonaria na América espanhola é uma causa ou melhor, uma consequência da independência; e em segundo lugar, porque não é o mesmo que alguma loja ou pseudoloja implantada do exterior esteja localizada do que que haja uma maçonaria autóctone organizada e institucionalizada como tal.

A origem da famosa e polêmica “loja” Lautaro de Buenos Aires geralmente está localizada em 1812. No entanto, a Maçonaria Argentina foi fundada em 1857, como o Grão-Mestre Carlos Wilson lembrou em 1982 por ocasião da celebração do 125º aniversário da Grande Loja da Argentina de Maçons Livres e Aceitos[14]. O mesmo poderíamos dizer do Chile, que em 2012 comemorou o 150º aniversário da fundação da Grande Loja do Chile em maio de 1862, conforme afirmou o Grão-Mestre Luis A. Riveros em seu discurso comemorativo. E mais recentemente, em outubro de 2018, a Grande Loja da República Dominicana comemorou 180 anos de sua fundação em 1868.

Intimamente ligado ao acima mencionado está o papel desempenhado pelos chamados libertadores e sua suposta ou real filiação na Maçonaria, embora na realidade o único do qual haja evidências documentais confiáveis ​​de que ele foi iniciado em uma loja maçônica e, portanto, era um maçom, pelo menos em um curto período de sua vida é a de Simón Bolívar, o que não acontece, por exemplo, com Miranda, San Martín, O’Higgins e tantos outros que se tornaram heróis nacionais e símbolos da pátria, embora sua filiação nem sempre é clara ou suficientemente comprovada como a de Bolívar.

No entanto, Bolívar, que recebeu os três primeiros graus da Maçonaria em 1805 na Loja de Santo Alexandre da Escócia em Paris, não voltou mais em nenhuma outra loja maçônica europeia ou americana[15]. Em outras palavras, que em comparação com alguns meses ou semanas de militância maçônica em Paris, estamos enfrentando 25 ou 26 anos de retirada maçônica, ou pelo menos a ausência de notícias de participação direta.

Além disso, como resultado do fracasso da Convenção de Ocaña em junho de 1828, que confrontou os partidários do General Santander e os de Bolívar, e também o fracasso da conspiração contra Bolívar e sua tentativa de assassinato pela Sociedade Filológica, ao final de setembro do mesmo ano[16], Bolívar e seus ministros consideraram conveniente prevenir futuras conspirações, evitando encontros ilegais, a pretexto das sociedades culturais, e para tanto emitiu o decreto de 8 de novembro de 1828, sobre a proibição no território da república da Colômbia “das associações ou fraternidades secretas”. Certamente a Maçonaria não é especificamente mencionada no decreto, mas foi tacitamente incluída. Desde 8 de novembro de 1828, a Maçonaria foi oficialmente dissolvida na Colômbia.

Sobre a atitude pessoal de Bolívar e o motivo de sua entrada na Maçonaria, as palavras que o francês Luis Perú de Lacroix, marechal de campo de Bolívar e coronel do Exército da Grande Colômbia, recolhe no famoso Diario de Bucaramanga onde glosa assim algumas confidências. “Segundo ele” o libertador o fez no domingo, 11 de maio de 1828, sete meses antes do decreto de proibição:

Ele falou sobre a Maçonaria, dizendo que também teve a curiosidade de ser iniciado para ver de perto quais eram esses mistérios, e que em Paris fora recebido um Mestre, mas que aquele grau tinha sido suficiente para julgar o ridículo daquela antiga associação; nas Lojas ele encontrou alguns homens de mérito, alguns fanáticos, muitos mentirosos e muitos mais tolos zombados; que todos os pedreiros se parecem (sic) algumas grandes crianças, brincando com sinais, morisquetas, palavras hebraicas, fitas e cordas; que, no entanto, a política e os mafiosos podem tirar proveito dessa sociedade secreta, mas que no estado de civilização da Colômbia, de fanatismo e preocupações religiosas em que estão seus povos, não era político usar a Maçonaria, porque se tornar alguns partidários nas Lojas teriam atraído o ódio e a censura de toda a Nação, e então movido contra ele pelo clero e frades, que teriam se valido desse pretexto; que, pela mesma razão, a Maçonaria poderia fazê-lo ganhar pouco e fazê-lo perder muito de opinião[17]. Luis Perú de Lacroix, Diario de Bucaramanga (Caracas: Edição de Monsenhor Nicolás E. Navarro, 1935)

Este texto sintetiza bem a posição de Bolívar em relação à Maçonaria, na opinião de Nicolás E. Navarro, editor do Diario de Bucaramanga, que não tem dúvidas de que o oficial francês refletiu fielmente o pensamento do Libertador, já que o próprio Peru de Lacroix era maçom, grau 33, e não tinha interesse em ridicularizar ou subestimar a instituição a que pertencia[18].

Voltando ao decreto de proibição, é curioso o fundamento ideológico que o próprio Bolívar nele faz. Diz assim:

SIMON BOLIVAR

Presidente Libertador da República da Colômbia …

Tendo creditado a experiência tanto na Colômbia como em outras nações, que as sociedades secretas servem para preparar convulsões políticas, perturbando a tranquilidade pública e a ordem estabelecida; que ocultando por trás delas todas suas operações com o véu do mistério, fazendo presumir fundamentalmente que não boas nem úteis à sociedade e por isso mesmo se mostram suspeitas e temerosas a todos aqueles que ignoram os assuntos com os quais se ocupam, ouviu o parecer do Conselho de Ministros,

Decreto: Artigo 1. Todas as associações ou fraternidades secretas são proibidas na Colômbia, independentemente da denominação de cada uma …

Aqui a fórmula do decreto de Bolívar pela qual “todas as associações ou fraternidades secretas eram proibidas, qualquer que fosse a denominação de cada uma”, lembra outro decreto anterior, de 1817, do Arcebispo de Granada em que está incluída a bula de Leão XII, proibindo e condenando novamente “qualquer seita ou sociedade clandestina, qualquer que seja sua denominação…”[19].

Na década de 1820, as lojas maçônicas foram introduzidas na América hispânica principalmente via Jamaica, França e Estados Unidos[20], e se misturaram ou substituíram as sociedades patrióticas Lautaro.

Gilberto Loaiza Cano lembra que a partir dessas datas a pousada serve para reunir as facções ou partidos que disputavam o controle do processo organizacional das pós-independências. E traz exatamente o exemplo da conspiração contra Bolívar apoiada por um grupo de maçons sob a direção de Francisco de Paula Santander, fundador em Bogotá da Loja Libertad de Colômbia. Na outra ponta da história política cronológica do século XIX situa-se a aprovação da Constituição colombiana de 1886, quando os maçons daquele país ligados ao liberalismo radical foram novamente alvo de perseguições e proibições oficiais[21].

Este período é fundamental para compreender a orientação político-ideológica de praticamente toda a Maçonaria latino-americana, na Colômbia, Peru, Argentina e nas demais nações do triângulo formado entre o Pacífico, o Atlântico e o Caribe. Bem, o papel que na década de 1810 as sociedades patrióticas e as “lojas” Lautaro desempenhariam, nos anos após as independências será desempenhado por algumas lojas maçônicas. E a Maçonaria foi amplamente identificada com o liberalismo radical[22]. O liberalismo que terá o secularismo como companheiro de viagem e o anticlericalismo dentro de um projeto político-cultural mais amplo cuja forma última de expressão será o republicanismo.

A república, principal objetivo das sociedades patrióticas que lutaram pela independência, consubstanciada no juramento que os membros do “Lautaro”[23] deviam prestar, será incluída como forma de Estado e de governo nas Constituições dos diversos países que tornaram-se independentes da monarquia espanhola.

Juramento que lembra aquele que Bolívar também fez na montanha sagrada de Roma como uma rejeição ao caminho monárquico-imperialista adotado por Napoleão Bonaparte após sua dupla autocoroação em 1805, como imperador em Paris e rei dos italianos em Milão. Coroações em que Bolívar esteve presente por sua primeira admiração por Bonaparte, mas depois de sua decepção radical causada justamente por sua autocoroação [“A coroa que Napoleão pôs na cabeça eu olhei como uma coisa miserável e em estilo gótico” Diario de Bucaramanga)] reafirmou-o na sua vocação antimonárquica e republicana.

As lojas maçônicas, de certa forma herdeiras ou camufladas com os ideais e objetivos das sociedades patrióticas da primeira década do século XIX, também foram identificadas com o ideal republicano. E o fizeram de forma militante e proselitista ao contrário de algumas maçonarias europeias estabelecidas em países então ainda monárquicos como Itália, Espanha, França e Alemanha, além dos já tradicionais como Grã-Bretanha, Bélgica, Holanda e Escandinávia e países bálticos, ou mesmo do próprio Brasil, cujo imperador Pedro I foi maçom e quem realizou, em 1822, a independência daquela colônia em relação à sua metrópole Portugal. No Brasil, a república federal não seria proclamada até 1889.

Assim, do ponto de vista histórico, tanto na história americana como especificamente maçônica, a identificação quase sagrada que, principalmente na América, se faz entre a Maçonaria e a República não é muito consistente. Essa identificação fez com que a Maçonaria do século XIX na América Latina se visse desde suas origens muito comprometida com os projetos de secularização, principalmente no ensino, em nome de um liberalismo-republicanismo com suas ambiguidades ideológicas, especialmente na história político-religiosa. na segunda metade do século XIX. Ambiguidades reveladas na Colômbia onde, segundo Carnicelli[24] havia duas correntes maçônicas radicalmente diferentes. Uma delas na costa atlântica, no entorno do Conselho Supremo de Cartagena, que se caracterizou pelo fato de os maçons sempre buscarem conciliar os princípios da Maçonaria com sua fé católica. Já a outra, que corresponde ao centro e leste do país, era bastante anticlerical, estando ligada ao liberalismo radical. Entre os acontecimentos mais sintomáticos, devemos destacar a presença no Conselho Supremo de Cartagena de 14 padres católicos, entre os quais dois bispos: Juan Fernández de Sotomayor e Calixto Noguera[25] (o primeiro, grau 33 e, o segundo, grau 18), bem como aquele do secretário do Bispo de Santa Marta, Antonio González Carazo, leigo, membro da Loja União Fraterna, a qual informou, deveria ausentar-se para acompanhar Dom Luis José Serrano durante sua visita pastoral à diocese, na qualidade de secretário diocesano.

Estamos diante do avesso da medalha daquela outra maçonaria liberal colombiana do interior baseada em um ideal secularizador e geralmente anti-religioso e de controle social da profissão docente e das atividades da Igreja Católica.

É impressionante notar que essa abordagem historiográfica em que o acento é colocado na sociabilidade maçônico-religiosa, ou secularização do secularismo, bem como na cultura político-intelectual, dando especial destaque no passado da América a outras abordagens e militâncias de igrejas alheia e oposta ao católico, é uma linha de pesquisa à qual tem sido dada especial atenção da faculdade de teologia protestante da Universidade Marc Bloch de Estrasburgo em figuras proeminentes como a do pastor Pierre Bastian e seus discípulos Dévrig Molles e Gilberto Loaiza Cano[26]. Linha de pesquisa enriquecedora e complementar às anteriores.

Uma reflexão final sobre a linha de revisão dos trabalhos recentes realizados sobre a Maçonaria Ibero-americana nas primeiras décadas do século XIX tanto no sul (Colômbia, Brasil, Argentina, Chile …) e no centro (Cuba e Costa Rica) e no norte (México). Confirma-se a necessidade de continuar analisando os anos que precedem e se seguem à independência, que, como aponta Ballester Escalas em seu Simón Bolívar, “nasceu do grito ‘morram os franceses’ e dos protestos de fidelidade ao rei da Espanha expulso pelo rei invasor José Bonaparte”[27], mas também as da segunda metade do século XIX, que apresentam abordagens e realidades muito diferentes. Em ambos os períodos de estudo dos grupos de poder, destaca-se a importância dada à Maçonaria no debate público como uma nova forma de fazer política primeiro e de fazer história depois.

Aqui, a proeminência da Maçonaria reside no fato de ser objeto de debate público, não em uma presença ou realidade maçônica, já que em muitos casos ela nem existia, dando o paradoxo de que algo não existe e é introduzido muito mais tarde. Daí a ausência de documentos e arquivos, o que dificulta a pesquisa histórica.

O debate público sobre a Maçonaria dará origem e consistência a um imaginário popular que se forma em torno desta instituição, com conotações positivas e negativas – mais negativas do que positivas – de acordo com as ideologias político-religiosas do lugar e do momento. Imaginário que se fortalece no campo da polêmica principalmente na imprensa e nas brochuras tão ricas e variadas, esta última no México. Mas a polêmica também irá para o campo da história e da política.

A maçonaria real ou fictícia acabará ocupando um espaço político no momento em que, na América recém-independente, se busca e constrói identidades políticas. No período de 1826-1828 as lojas maçônicas ou a Maçonaria em geral, identificadas com outras sociedades mais ou menos secretas, foram apresentadas como uma nova forma de lidar com os sistemas políticos nascentes. Isso significará que do parlamento chileno ao mexicano, por meio do decreto colombiano de Bolívar de 1828, a Maçonaria, identificada como sociedade secreta política, está proibida e perseguida nesses anos na maioria das novas repúblicas hispano-americanas.

Desta forma, a Maçonaria, de protagonista torna-se ilegal e permanece fora da lei. A história da Maçonaria na América nos anos após a independência, ou a percepção histórica dela, se move, portanto, em uma área de fronteira entre a rejeição e a aceitação, entre a liderança política e a condenação. Em todo caso, parece que tanto para uns como para outros se identifica, na nova ordem política institucional, com posições a favor ou contra, como se fosse difícil – como acontece hoje – permanecer indiferente ao fato maçônico.

A título de conclusão, podem-se propor dois períodos históricos na América Latina. Um que abrange aproximadamente o primeiro terço do século XIX, no qual ainda não existe a Maçonaria, mas há muita conversa e debate sobre ela. E a segunda metade de um século em que a Maçonaria e os Maçons são, em muitos casos, conhecidos ou desconhecidos protagonistas dessa história.

Em ambos os casos, embora no primeiro seja por atribuição mais gratuita do que real, a Maçonaria, especialmente em certos autores que tratam do assunto, será identificada na América Latina com os libertadores e a independência e com uma forma de fazer política por ser o portador e difusor de princípios e valores como o liberalismo, a república, a federação[28], a soberania, a igualdade, os direitos individuais … e a secularização do espaço público.

No entanto, para a maioria dos historiadores, a Maçonaria é ignorada ou vista como não mais do que um fato marginal ou anedótico mais típico do ocultismo do que das ciências sociais[29].

Finalmente, para nós, o triângulo formado por REHMLAC , CEHME e SPIHM[30] como uma rede internacional de estudos históricos da Maçonaria, constitui uma equipe de trabalho e um objeto histórico de estudo e pesquisa multicultural e multinacional que tem a Maçonaria como seu centro visto de um amplo âmbito multidisciplinar em que nenhum aspecto histórico, social, político e cultural está ausente. Equipe que pesquisa e publica de forma coordenada na América e na Europa, principalmente da REHMLAC ‒ que nos reúne aqui hoje ‒ mas também da coleção Historia de la Masonería (editada por masonica.es) que nosso organizador Yván Pozuelo dirige com tanto sucesso, e do que em breve serão 30 volumes de anais dos quatorze simpósios internacionais sobre a história da Maçonaria Espanhola, realizada em Espanha, Gibraltar e Portugal entre 1983 e 2018, e organizada pelo CEHME nestes últimos 35 anos. Desta forma, estamos contribuindo para oferecer uma bibliografia ampla e variada que talvez um dia ajude a quebrar os estereótipos, clichês e falsidades que ainda cercam este pequeno pedaço de história que não é tão ruim quanto alguns acreditam, nem tão bom quanto outros desejam.

Autor: José-Antonio Ferrer Benimeli*

*Sacerdote jesuíta, professor de História pela Universidad de Zaragoza. Foi diretor do Centro de Estudos Históricos da Maçonaria Espanhola, e é membro da Real Academia de História da Espanha. Autor de mais de uma dezena de livros sobre Maçonaria.

Fonte: Revista de Estudos Históricos da Maçonaria Latino-americana e Caribenha – REHMLAC

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Notas

[1] – Essa falta de interesse historiográfico pela Maçonaria, denunciada em sua época por Francisco Morales Padrón, Historia de América (Madrid: Espasa Calpe, 1962) [2] , 100, mais recentemente foi também entre outros, por Pilar González-Bernaldo de Quirós , Civilité et politique aux origines de la nação argentina. Les sociabilités à Buenos Aires, 1829-1862 (Paris: Publications de la Sorbonne, 1999) (versão em espanhol no Fondo de Cultura Económica, 2002); Jean-Pierre Bastian, “Uma ausência notória: Maçonaria na historiografia mexicana ”, História mexicana 3 (1995), 439-460; Mario Arango Jaramillo, Maçonaria e poder político na Colômbia(Medellín: New Man Ed., 2011); Gilberto Loaiza Cano, “A Maçonaria e as facções do liberalismo colombiano no século XIX. O caso da Maçonaria da Costa Atlântica ”, História e Sociedade 13 (2007): 65-89, http://bdigital.unal.edu.co/23504/1/20438-68977-1-PB.pdf

[2] – Marco Aurelio Skinner Vásquez, Influência da Maçonaria na revolução de independência da Grande Colômbia. Verdade ou mito? (Bucaramanga: 2013).

[3] – Loaiza Cano, “Maçonaria e facções”, 3.

[4] – Como exceção, Loaiza cita os estudos de Antonio Nariño e Manuel Ancízar. Enrique Santos Molano, Antonio Nariño, filósofo e revolucionário (Bogotá: Planeta, 1999); Loaiza Cano, Manuel Ancízar e seu tempo (Medellín: Universidade Nacional da Colômbia, 2004).

[5] – Julio Hoenigsberg, Influência Revolucionária da Maçonaria na Europa e América (Bogotá: 1944); Américo Carnicelli, Maçonaria na independência da América (Bogotá: 1970), 2 vols. and History of Colombian Freemasonry, 1833-1940 (Bogotá: 1975), 2 vols.; Arango Jaramillo, Maçonaria e Partido Liberal. Outra cara na história da Colômbia (Medellín: Corselva, 2006).

[6] – José Patricio Maguirre, “Alguns antecedentes para avaliar a influência da Maçonaria na libertação da América Latina”, Boletim do Instituto de História da Argentina , n. 16-11 (1968-1969); Ramón Martínez Zaldúa, La masonería en Hispanoamérica ( Sua influência decisiva na revolução mexicana ) (México: B. Costa-Amie, 1965).

[7] – Nome adotado do guerreiro mapuche e líder araucano que derrotou o conquistador Valdivia em 1554. Alonso de Ercilla y Zúñiga, La Araucana (Madri: Gaspar y Roig Ed. 1852).

[8] – José Antonio Ferrer Benimeli, “As lojas Lautaro, os cavaleiros racionais e o movimento de independência americana”, em Maçonaria e sociedades secretas no México , coord. por José Luis Soberanes Fernández e Carlos Francisco Martínez Moreno (México: UNAM, 2018), 41-70.

[9] – Ferrer Benimeli, “Bolívar and Freemasonry”, Revista de Indias 172 (julho-dezembro 1983): 631-687.

[10] – Eduardo Torres Cuevas, História da Maçonaria Cubana. Seis ensaios (Havana: Imagem Contemporânea, 2004); François-Xavier Guerra, Le Mexique, de l’Ancien régime à la Révolution, (Paris, Publications de la Sorbonne, 1985); María Eugenia Vázquez Semadeni, A formação de uma cultura política republicana. O debate público sobre a Maçonaria. México, 1821-1830 (México: UNAM, 2010); Carlos Francisco Martínez Moreno, “A implantação da Maçonaria no México no século XIX” (Dissertação de Mestrado, UNAM, 2011); Guillermo de los Reyes Heredia, heranças secretas. Maçonaria, política e sociedade no México. O impacto da Maçonaria no discurso nacionalista, secular e liberal no México(Puebla: Universidade Autônoma, 2009); Marco Antonio Flores Zavala, “Maçonaria e Maçonaria no México, 1760-1936” (Tese de doutorado, Universitat Jaume I, 2016).

[11] – González-Bernaldo de Quirós, Civilité et politique .

[12] – Felipe Santiago del Solar, As lojas ultramarinas. Sobre as origens da Maçonaria no Chile 1850-1862 (Santiago do Chile: Occidente, 2012).

[13] – Loaiza Cano na nota 1. Miguel Guzmán-Stein, “Liberalismo, Educação, Igreja e Maçonaria: o processo de formação e secularização do Estado nacional através das relações institucionais na Costa Rica no século XIX” (Tese de doutorado, Universidade de Zaragoza, 2005); Ricardo Martínez Esquivel, Maçons e Maçonaria na Costa Rica no alvorecer da Modernidade (1865-1899) (San José: Editorial de la Universidad de Costa Rica, 2017).

[14] – Carlos Wilson, “125 Years of Freemasonry”, The Word of Freemasonry 1 (dezembro de 1982): 5-8.

[15] – Carnicelli, Maçonaria na independência da América , vol. II, 374-376, ao fornecer a Lista dos Maçons de 1809 a 1828, não pode deixar de apontar para Simón Bolívar, Libertador, como membro da Loja Santo Alexandre da Escócia, de Paris, sendo o único que não aparece em a Loja Americana, que supõe um reconhecimento indireto de sua atividade não maçônica na terra que ele libertou ou tornou independente.

[16] – Surpreendeu-se o guarda que guardava a residência do Presidente Libertador General Simón Bolívar, que foi salvo de ser assassinado pela coragem de Dona Manuela Sáenz que o encorajou a se jogar na rua de uma varanda, enquanto ela entretinha os conspiradores , assim ele foi capaz de escapar. Dona Manuela, chamada Libertadora do Libertador, era sua amante desde 15 de junho de 1822, dia em que se conheceram em Quito no baile que Dom Juan Larrea deu em homenagem a Bolívar, recém-chegado de Pasto. O idílio durou até a morte do Libertador, ocorrida em San Pedro Alejandrino, Santa Marta, em 17 de dezembro de 1830.

[17] – Luis Perú de Lacroix, Diario de Bucaramanga (Caracas: Edição de Monsenhor Nicolás E. Navarro, 1935).

[18] – Nicolás Eugenio Navarro, Tópicos Bolivarianos. Glosses para o “Diario de Bucaramanga” (Caracas: 1933): 17-20.

[19] – Sobre os decretos semelhantes que Fernando VII emitiu na Espanha naqueles anos contra as sociedades secretas, ver Ferrer Benimeli, Contemporary Spanish Masonry (Madrid: Siglo XXI de España Ed., 1980), vol. 1, 152-160.

[20] – Ferrer Benimeli, “Caminhos de penetração da Maçonaria no Caribe”, REHMLAC 1, no. 1 (maio-novembro de 2009): 4-15, https://revistas.ucr.ac.cr/index.php/rehmlac/article/view/6853

[21] – Loaiza Cano, “Maçonaria e facções”, 2-3.

[22] – Enquanto o liberalismo moderado ou conciliador em alguns lugares estará mais próximo da Igreja, apesar do fato de que para Roma a besta negra será o liberalismo sem distinções. Recordemos, entre muitos outros, Félix Sardá e Salvany, o liberalismo é pecado (Barcelona: Librería Católica, 1887); Maçonismo e Catolicismo. Paralelos entre a doutrina das lojas e a de nossa Santa Igreja Católica Apostólica Romana (Barcelona: Librería Católica, 1885).

[23] – “Não deves reconhecer como governo legítimo de teu país, mas sim aquele que é eleito pela vontade livre e espontânea dos povos, sendo o governo republicano o mais adaptável à liberdade da América, tende, por qualquer meio possível, aos povos decidirem por este tipo de governo ”. Rómulo Avendaño, Revista Buenos Aires , t. 19 (1869): 439. Navarro, Maçonaria e independência (Caracas: Ed. Sur-Americana, 1928), 29-30.

[24] – Carnicelli, História da Maçonaria Colombiana , vol. I, 39-91; vol. II, 37, 45, 98.

[25] – Tabela dos padres maçônicos do Conselho Supremo de Cartagena, preparada com informações de Carnicelli, de Loaiza Cano, “La masonería y las facciones”, 17-18.

[26] – Ao qual deve ser adicionado para o caso europeu o neoconvert Luc Nefontaine.

[27] – R. Ballester Escalas, Simón Bolívar (Barcelona: Ed. Toray, 1963), 45. Mesmo em 1821 os habitantes da Nova Espanha ainda eram obrigados a ser leais ao rei no decreto que proclamava a Independência e a União, bem como no juramento estabelecido de acordo com o plano de D. Agustín de Iturbide, primeiro chefe do exército das três garantias. Documentos relativos às últimas ocorrências da Nova Espanha (Madrid: Ibarra, 1821), 4-5.

[28] – Assim como nos Estados Unidos da América, outros países das Américas também adotaram a forma de república federativa, como Brasil e México.

[29] – Nesse sentido, o lugar destinado à Maçonaria na maioria das livrarias e editoras e mesmo em não poucas bibliotecas é muito esclarecedor.

[30] – REHMLAC ( Revista de Estudos Históricos da Maçonaria Latino-americana e Caribenha ), CEHME (Centro de Estudos Históricos da Maçonaria Espanhola) e SPIHM (Seminário Internacional Permanente sobre a História da Maçonaria).

Referências

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Maçonaria no Brasil (século XIX ): história e sociabilidade

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