Episódio 38 – A importância da escrita e da leitura

Para compreendermos, adequadamente, a importância da leitura e da escrita em nossas vidas, precisamos compreender que, assim como o nosso corpo material precisa de alimento, o espiritual também. É importante aqui corrigirmos uma falsa ideia, a de que os termos “espiritual” ou “espiritualidade” referem-se, exclusivamente, ao seu sentido religioso. É compreensível que isso ocorra, por que aí os que têm fé na divindade elaboram e abrigam suas ideias e sentimentos em relação ao sagrado. (music: Slow Burn by Kevin MacLeod; link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4372-slow-burn; license: https://filmmusic.io/standard-license)

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Podcast O Peregrino – Episódio Piloto

Revista Triponto – Nº 1

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Revista Libertas Nº 20 – edição julho/outubro

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Já está disponível no blog O Ponto Dentro do Círculo a edição nº 20 da revista Libertas, uma publicação da Academia Mineira Maçônica de Letras.

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Luiz Marcelo Viegas

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Sugestão de leitura – julho/2020

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Ver em: https://opontodentrocirculo.com/biblioteca/

“A leitura é uma forma de felicidade que só está ao alcance das mentes mais livres. Aquelas que são capazes de se desvestir de suas preocupações diárias para atravessar a barreira do conhecimento, da paixão, do deleite e adentrar aos mais sublimes mistérios.” (Valeria Sabater)

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Luiz Marcelo Viegas

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Revista Libertas Nº 19 – edição abril/junho

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Luiz Marcelo Viegas

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Sugestão de leitura – janeiro/2020

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Caríssimos,

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Ver em: https://opontodentrocirculo.com/biblioteca/

“A leitura é uma forma de felicidade que só está ao alcance das mentes mais livres. Aquelas que são capazes de se desvestir de suas preocupações diárias para atravessar a barreia do conhecimento, da paixão, do deleite e adentrar aos mais sublimes mistérios.”

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Luiz Marcelo Viegas

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A Linguagem

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“Vivemos em uma sociedade em que a Linguagem é cada vez mais simples e pobre. Nos encaminhamos para um mundo de semi-analfabetos funcionais, onde se  lê  superficial e mecanicamente sem poder interpretar a realidade por falta de palavras  que contenham ideias e cores.

Estamos observando, com perigosa indiferença, como se cria em nosso país um idioma mesquinho, que serve apenas para questões de ordem prática, mas não para pensar e comunicar-se. Com isto se criam as condições para que  a sociedade não apenas se torne mais grosseira e vulgar, senão que mais manipulável e submissa,  porque  sem  a  linguagem não existe capacidade possível nem defesas às invasões culturais.”

A  expressão Era Vulgar

Existem expressões populares em nosso idioma nacional, usadas até à exaustão, que colaboram ativamente para a pobreza vocabular. É um verdadeiro caminhão de carga o comodismo gigante do chileno falante. Esses bordões, junto a seus derivados servem para nomear quase tudo e usado pela falta de vocabulário em nossos escritos, realçando a pobreza de recursos verbais e a falta de engenhosidade, tudo isso, lamentavelmente, contribuindo para a corrosão da “chilenidad”.

Os “garranchos” são traços ilegíveis dos que estão aprendendo a escrever e, por extensão, não podemos ligá-los ao falar mal; e as “gírias” são expressões desonestas e obscenas, próprias das pessoas pouco educadas.

Dizer uma obscenidade constitui, no fundo, tanto um gesto de desprezo como uma atitude desafiadora, rasgando a convenção social; é irreverência intencional e sarcástica, é “insulto” como diria o correto Dom Quixote.

No âmbito do bom humor, é legítimo o seu uso? Quando o humor é jovialidade e sensibilidade; quando é seu objetivo mostrar-se alegre e complacente; quando há expansão enriquecedora e própria dos seres educados, normalmente não é usada.

Mas às vezes o humor é ácido e sarcástico com intuito pejorativo, que tende a baixá-lo ao nível mais ordinário das condutas e valores ao enfatizar cruelmente características físicas e desonradas ou a ridicularizar as ações nobres. Em todos esses casos o recurso favorito será a gíria, dócil ferramenta para fazer brotar a risada mais debochada.

Importância das palavras

Estas não devem ser preocupação somente do poeta e dos escritores. São essenciais em toda a narrativa, na educação e no bom jornalismo. O jornalista é, fundamentalmente um intérprete da realidade, e deveria possuir ma formação intelectual e linguística que lhe permitisse discernir e compreender a realidade, pois o fruto do seu trabalho não é a realidade pura, será sempre tentativa, mediada por palavras.

Não se fala para si mesmo. A linguagem não pertence aos que falam, mas aos que ouvem.

Por meio de nossas palavras expressamos o mundo e processamos as nossas emoções, a rede de ideias e emoções que constituem nossa própria cultura e definitivamente nossa própria identidade.

Promoção da leitura

Deve-se promover o hábito de ler para desenvolver a linguagem.

Ao ler um livro, o leitor não recebe passivamente a informação, estabelece uma relação pessoal com  texto juntando sua própria colaboração, antecipando-se, tirando suas próprias hipóteses, confirmando-as ou descartando-as, fatos que estimulam e enriquecem  capacidade intelectual e a imaginação criadora. Quando alguém lê vai formando imagens das palavras que lendo, vai criando personagens, vai atribuindo cores, sabores e texturas às coisas. A leitura incentiva o desenvolvimento social, abrindo novos horizontes e mostrando novas culturas.

O leitor está aberto a receber novos valores, conhecimentos e comportamentos diferentes dos seus, que o leva a desenvolver flexibilidade frente à mudança e à diversidade. As pessoas que não leem tem a tendência de serem mais rígidas em suas atitudes.

A leitura ajuda à compreensão do mundo. Se recordamos as pessoas que mais influenciaram nossas vidas, certamente encontraremos um pai, um avô, um professor. Mas também encontraremos um Dostoievski, Aristóteles, a um Cortázar, que nunca conhecemos; ou a um dos personagens de “Os Miseráveis” ou a um “Sandokan” que nunca existiram Entretanto, como influíram em nossas vidas! Esta é a magia que devemos resgatar dos livros.

Palavra: um símbolo

As palavras não transmitem apenas imagens das coisas. Trazem à mente do leitor as imagens conceituais das coisas que nela se formam.

A palavra é um símbolo, um signo pelo qual se designa uma realidade.

Com razão o homem concebeu o conceito e a imagem das coisas e os fenômenos circundantes, rompendo a relação entre conceito e imagem. A palavra escrita ou falada disso dão prova suficiente.

O que deu ao homem o seu enorme poder, foi a sua notável capacidade de simbolização, que sem dúvida começa com a palavra, permitindo que o edifício completo do conhecimento humano se apresente à sua frente com uma grande coleção de informações procedentes dos sentidos e com estrutura ordenada de fatos e de leis, que são palavras.

Conclusão

O maçom deve resgatar o valor da palavra. As palavras devem servir para criar novas ideias e direcionar comportamentos.

A palavra se desgasta, perdendo seu significado pelo uso indevido, inoportuno ou repetida até à fatuidade. Em tais casos a palavra se dissocia da ideia e passa a ser uma espécie de recipiente vazio. Por isso, mais vale a palavra que não se disse quando inútil dizê-la, assim como desprezível a palavra que devíamos dizer e calamos.

O maçom está obrigado a impedir que a linguagem perca sua conexão profunda com o pensamento, com a verdade e com os atos corretos.

O Irmão não deve esquecer que a palavra é o símbolo mais difícil de interpretar exatamente, porque não é fácil medir  grau de verdade ou de falsidade que a envolve. Aprendemos com a dor, eis que não raras vezes a covardia e a ignorância se escondem na nebulosidade que encobrem muitas palavras.

As palavras do maçom devem gerar e transmitir pensamentos e sentimentos nobres, ideias fecundas, sem desperdiçá-las e sem degradá-las. Devem ser semeadas em terreno fértil.  que requer dos maçons cultos intelectualmente capacitados é, portanto, uma linguagem suficiente e correta, sem prejuízos ou ressentimentos nem suscetibilidades excessivas.

QQ.`. IIr.`. Cada palavra veste uma coisa,
não deixemos as coisas desnudas
por palavras vulgares
sem os nobres sons que as cubram.[1]

QQ.`. IIr.`. Não só o poeta é um pequeno Deus
cada um que fala o é, na sua medida,
na medida em que suas palavras sejam como
chaves que abram mil portas,
na medida em que não só cantemos a
liberdade e a beleza, mas que, com nossa
linguagem, façamos florescer a verdade
e o bem, na oração, na prosa, no verso.[2]

Autor: Alvaro Lisboa Montt, V∴M∴ da Loja América Nº  80 – Santiago/Chile.
Tradução livre de João Carlos Pereira da Silva, ex-V∴M∴ da Loja Obreiros de São João, Nº 42 – Porto Alegre-RS

Notas

[1] – Adaptação de “Llama Viva” – de Venancio Lisboa Echeveria.

[2] – Adaptação de “Arte Poético” – de Vicente Huidobro.