Episódio 48 – A Verdade é simples, mas nossa visão dela é complexa

A Verdade é uma busca comum para todos, incluindo os filósofos, os religiosos e os cientistas. Há quem diga que é impossível ao ser humano chegar à verdade visto que é limitado (imperfeito) e que a verdade reflete a Perfeição. A verdade nasce do julgamento da mente a respeito das realidades e é justamente aí que pode residir o erro, o equívoco ou a limitação. A realidade é anterior e posterior à ciência. Extrair a verdade da realidade é obter a razão da vida. Temos alguns estados da mente em relação à verdade: ignorância, dúvida, opinião e certeza. Mas, podemos ter certeza da verdade? (music: Slow Burn by Kevin MacLeod; link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4372-slow-burn; license: https://filmmusic.io/standard-license)
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A Verdade nua e crua

Resultado de imagem para a verdade saindo do poçoA Verdade saindo do poço – Jean-Leon Gérôme (1896)

Uma investigação constante da Verdade

A "verdade de duas faces" de Fraga e o dogmatismo na política ...

“Os sábios antigos criam em que o homem não possuía a Verdade, senão quando esta se tornava parte do seu íntimo, um ato espontâneo de sua alma.” (Edouard Schuré)

Um dos maiores postulados da Maçonaria é garantir ao homem o direito de investigação constante da Verdade. Mas o que é a Verdade, afinal? Quando nos encontramos com o dono da verdade, vemo-nos numa situação desagradável. Felizmente, nossa Instituição ensina-nos igualmente o exercício do tolerância. Ao deparamos com alguém assim, ao invés de discutir com o homem que tem certeza, que afirma saber muito mais do que todos; que pensa que os outros não têm inteligência, só nos resta elevar nossos pensamentos ao Grande Arquiteto do Universo, pedindo-Lhe iluminar a mente de quem procura a Verdade na estrada errada, viajando em companhia da arrogância e do desrespeito a quem o ouve. Quem ama realmente a humanidade não tem outro sentimento com relação a tal pessoa senão o da compaixão, pois a Verdade é uma realidade multifacial e haverá sempre uma face dela a ser descoberta por nós. Por isso, serem os maçons sempre estimulados à sua investigação constante.

Se pudéssemos conversar com um elefante e lhe pedíssemos que nos descrevesse uma formiga, certamente que o paquiderme nos diria que a formiga é um inseto bem pequeno. Mas se nos fosse permitido inverter a situação e nos dirigíssemos a uma bactéria com o mesmo pedido, ela nos diria que a formiga tem um corpo imenso. Ambos estão sendo absolutamente sinceros, pelo que lhes foi possível perceber. Da mesma forma, haverá sempre alguém que nos poderá mostrar uma face da Verdade que lhe foi dado observar ou descobrir. A prudência e a humildade poderão ajudar-nos a reconhecer nos outros o direito de interpretação do que experimentaram. Reunindo-se entre pessoas de níveis culturais e de experiências de vida diferentes e podendo expressar livremente seus pensamentos, o maçom tem muito mais oportunidade de avançar no conhecimento de outras faces da Verdade.

Jesus Cristo disse: “Conhecereis a verdade e ela vos libertará!” O Divino Mestre não se referiu àquela verdade de conveniência, própria de um político. O importante não é o fato. É a sua versão! Jesus quis nos falar da verdade alimentada pela pureza de intenções, pelo.amor verdadeiro, pela sinceridade. No plano da Justiça Divina, como nos alerta a Maçonaria, nossas intenções e nossos esforços vão ser apropriadamente considerados na confrontação dos débitos e créditos. Então temos que nos preocupar com a auto-realização. Daí, ser importante para os maçons procurarem a Verdade na intenção do nosso aperfeiçoamento, captando bem uma das lições que Sidharta Gautama, o Buda, nos legou: “O conhecimento da verdade elimina todo o mal!”

A primeira verdade que o maçom procura conhecer é sobre si mesmo, examinando cuidadosamente seus hábitos, sua escala de valores, seus defeitos. Conhecê-los e dominá-los dá-nos o direito de prosseguirmos investigando a verdade. De maneira serena, de modo incansável, consciente de que a escada que nos leva à verdadeira sabedoria é infindável; pois quando chegarmos onde imaginamos ser seu fim, descobriremos que há muitos outros lances de degraus mais acima.

Nunca devemos nos utilizar do conhecimento de uma face da Verdade que possuirmos para afrontar a quem quer que seja. Nossa tarefa não está terminada com o pouco que aprendemos. A eternidade espera-nos para conhecermos muito mais. A verdade está num estado consciente e constante de observação e na janela que o tempo nos abre. Carl Gustav Jung ensinou-nos que há coisas que ainda não são verdadeiras, que ainda não adquiriram o direito de ser verdadeiras, mas que um dia poderão ser verdadeiras!

Autor: Pedro Campos de Miranda

Nota do Blog:

Uma justa homenagem ao saudoso Irmão sempre lembrado por seu espírito de fraternidade, por suas ações beneméritas, elevada cultura, abnegado estudioso da filosofia maçônica, respeitado jornalista e escritor, foi feita na escolha do título da loja de pesquisas da GLMMG, que leva o nome de Loja Maçônica de Pesquisas “Quatuor Coronati” Pedro Campos de Miranda.

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A Verdade é simples, mas nossa visão dela é complexa

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Após acompanhar muitas discussões e até mesmo participar de algumas delas me ocorreu publicar algumas ponderações pessoais acerca da Verdade.

Mas, porque a Verdade? É que as discussões mais acaloradas ocorrem justamente pela defesa ferrenha de alguma ideia ou posição tida como verdadeira por um irmão, ideia ou posição esta que se contrapõe a outra verdade professada ou defendida por outro (quando ambos bem intencionados e bem fundamentados em suas argumentações).

Também, porque somos Buscadores da Verdade por princípio maçônico, queiramos isso ou não.

Bem, penso que um dos caminhos mais seguros a seguir atualmente é o científico, por mais limitado e preconceituoso que se mostre (este é assunto para outro debate).

Na ciência não existem negativas, somente afirmativas. Uma pesquisa sempre vai afirmar algo, ela é positiva. Não existe forma de se negar que algo não exista, mas somente que algo exista. Por exemplo, não há atualmente ferramental teórico ou técnico para afirmar que não existe alma, espírito, pensamento, etc. O que se pode dizer é que o corpo físico é comprovável e uma certeza universal. Mas, mesmo as certezas por vezes preconizadas pela ciência algumas vezes mudam, ou seja, aquilo que parecia verdade deixa de ser para abrir espaço para um conceito mais amplo e completo que o anterior. Isso, porém, sem garantias de que seja a verdade definitiva e absoluta. Foi o caso do conceito do átomo (última partícula indivisível da matéria, conceito que desmoronou com a Física Quântica). O mesmo ocorreu com a ideia de célula, menor corpo vivo ante às bactérias e vírus.

Aliás, para os positivistas praticamente só as ciências ditas “duras” são consideradas como ciência mesmo: matemática, física, engenharia, etc. As ciências ditas “humanas” são, via de regra, muito subjetivas e têm seus objetos não claros e concretos, além de comprovações duvidosas (segundo este conceito). Um absurdo interessante é o fato de que a Metodologia Científica nasceu no seio da Filosofia (que por sua vez se originou dos estudos da Mitologia, Religiões, etc.). Pela análise rígida da Metodologia, a Filosofia não pode ser considerada uma Ciência. Pode? Doido, né?

Bem, mas vamos voltar ao nosso assunto, a Verdade. Reproduzo abaixo um breve resumo de parte de meu livro Astrologia na Maçonaria.

A Verdade é uma busca comum para todos, incluindo os filósofos, os religiosos e os cientistas. Há quem diga que é impossível ao ser humano chegar à verdade visto que é limitado (imperfeito) e que a verdade reflete a Perfeição. A verdade nasce do julgamento da mente a respeito das realidades e é justamente aí que pode residir o erro, o equívoco ou a limitação. A realidade é anterior e posterior à ciência. Extrair a verdade da realidade é obter a razão da vida. Temos alguns estados da mente em relação à verdade: ignorância, dúvida, opinião e certeza. Mas, podemos ter certeza da verdade?

Nada na Criação está fixo e definitivo. Todo o universo se encontra em expansão, segundo a Física, tanto no macro como no microcosmo. Nada está parado, nem mesmo o interior daquela pedra do calçamento, dentro dela existe movimento e portanto vida.

De acordo com a ciência temos alguns graus de certeza: absoluta, hipotética, metafísica, moral, científica, religiosa e vulgar.

Aqui já podemos perceber pontos de tensão em discussões de nossos grupos. Por exemplo, quanto ao “nascimento” da Maçonaria. Dependendo da linha de raciocínio seguido pelo maçom sua certeza pode ser metafísica ou científica. Uma abordagem não invalida a outra e também não detém a verdade absoluta. Em absoluto!

As evidências constituem as “comprovações” das verdades retiradas da realidade. Mas, de que vale uma evidência filosófica para um pesquisador que busca provas físicas, materiais?

Para encerrar este resumo, quero lembrar aos Irmãos que na Cabala judaica temos quatro “Mundos” da Criação ou formas de manifestação do GADU:

  • Mundo da Ação (o físico) – onde pedra, por exemplo, é pedra e ponto final. Em Maçonaria poderíamos dizer que seja o nível dos “profanos”;
  • Mundo da Formação (abstrato, eu associo com as emoções) – onde esta pedra é um conjunto de partículas em movimento e um centro que pode ser energético. Em Maçonaria poderíamos dizer que seja o nível do “Aprendiz”, aquele que vê a vida com outros olhos além das evidências materiais e considera outros fatores mais sutis da vida social;
  • Mundo da Criação (abstrato, eu associo com as idéias) – onde esta pedra pode ser considerada um ser vivo, complexo. Em Maçonaria poderíamos dizer que seja o nível do “Companheiro”;
  • Mundo da Emanação (divino, eu associo com o espírito) – onde esta pedra é conceituada apenas como pedra e ponto final, sem especulações ou conceituações, porque ela é tida em seu sentido mais amplo e profundo; conceituar ou especular é querer limitar o ilimitado, definir o indefinível. Por isso este nível é o nível do segredo, do silêncio e da reflexão. Este é o nível do verdadeiro Mestre.

Por isso, penso que devemos respeitar as opiniões alheias, tentar entender de qual ângulo o irmão está olhando a questão e a nossa própria visão. Caso contrário, muitas discussões podem não contribuir para a busca da verdade e se mostrarem perda sem sentido de tempo, energia e amizade.

Autor: Juarez de Fausto Prestupa

Fonte: Ciência Estelar

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A Busca da Verdade

 

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O verdadeiro sábio, o pensador, o iniciado, rende-se à verdade que reconhece superior ao seu entendimento, com humildade. Ao iniciado cabe a constante busca da verdade.

Mas onde procurá-la?

As Instruções de nossa Ordem ensinam-nos que:

  • Devemos buscar a verdade dentro de nós mesmos.
  • Conhece a ti mesmo” – isto é, aperfeiçoa-te, consulta a tua consciência para descobrir quais são os fundamentos do teu comportamento; descobre o erro e livra-te dele.

A consciência da própria ignorância representa para o homem a verdadeira sabedoria, porque o espírito é libertado dos preconceitos adquiridos. Removendo o erro, a mente estará livre para buscar a verdade. Porém, ela jamais será completa, sendo, portanto, uma tarefa interminável.

O homem sábio é aquele que busca a verdade por toda a vida. Nessa tarefa estará se aperfeiçoando a cada dia. Mas, não é fácil descobrir essa verdade dentro de nós.

Os primeiros filósofos gregos, por exemplo, buscaram-na na Natureza. Os sábios de Mileto queriam encontrar a origem de todas as coisas. Na água, no ar, no fogo e na terra, elementos que entram na composição de todas as coisas materiais. Contudo, o tempo mostrou a ingenuidade de tais meditações. Sócrates foi quem nos convidou a olhar para dentro de nós mesmos, pois a verdade está dentro do nosso espírito. (Apologia, Platão).

O “Conhece a ti mesmo”, é, pois, o primeiro mandamento da filosofia antiga; a reflexão do homem sobre si mesmo.

A busca da verdade exige um esforço intelectual rigoroso e metódico, que nos obriga a eliminar os nossos preconceitos e medos, pois, não é fácil encarar a verdade encontrada, uma vez que ela desafia a nossa sensação de segurança.

A verdade nos obriga a olharmos fixamente diante do espelho e meditar sobre os fundamentos de nossas ações.

Muitas vezes notamos que nossos pensamentos, sentimentos e ações são confrontados com a verdade, gerando a sensação de perda. Contudo, a coragem pode superar esta fase. Esse trabalho intelectual exige coragem e humildade, uma vez que não é fácil admitirmos nossos próprios erros, criando um conflito que nos impede de alterá-los, sendo essa a primeira dificuldade para o homem que quer ter o espírito livre.

A verdade, esse mistério inatingível, que nos atrai com força irresistível, é muito vasta, muito vivaz, muito livre e muito sutil para deixar-se prender, imobilizar e petrificar na rigidez de um sistema filosófico. Devemos ter cuidado em não aceitar concepções apriorísticas sem antes utilizar a “maiêutica” para exames e conteúdo da verdade.

Devemos esquecer-nos de tudo aquilo que não nos é próprio e, em seguida, concentrarmo-nos, descendo ao âmago dos próprios pensamentos, a fim de aproximarmo-nos da fonte pura da Verdade, instruindo-nos, não só pelas sábias lições dos Mestres, mas, principalmente pelo exercício da Meditação.

Há de se ter consciência que NUNCA SABEREMOS, eis a VERDADE!

O Conhecimento

A busca da verdade requer conhecimento e saber, que envolve não só o uso da razão, mas, também, exige um pouco de intuição.

O verdadeiro pensador não é o que sabe muito, mas o que tem um espírito livre. É o que sabe pensar por si mesmo. É o que se esforça para ser cada dia melhor.

Conhecer-se a si mesmo” é só o primeiro passo que nos permite iniciar uma nova vida em busca do aperfeiçoamento. É um trajeto que não tem fim.

A Prática da Virtude

O “Conhece-te a ti mesmo” contém, ainda, um segundo mandamento: “Busca a verdade e pratica a virtude

O homem só atinge seus objetivos quando se liberta do erro e compromete-se com o ideal de vida. Busca a verdade e pratica o bem. Esse é o sentido pleno do “constrói-te a ti mesmo.

Diante do exposto chegamos à conclusão que existe uma identidade entre o saber e a virtude. O homem só pode ser virtuoso quando conhece a verdade. Quando consegue livrar-se dos temores será capaz de fazer o bem. O “Conhece-te a ti mesmo” tem, pois, um alcance moral. Somos convidados a rever os impulsos que desencadeiam as nossas ações e se estamos em conformidade com os princípios da moralidade e da justiça.

Ensinamento Simbólico

O homem livre é o resultado de um treinamento não-dogmático. Conhecer é uma viagem que nunca acaba. É um processo de constante e incessante busca. A história mostra que toda vez que o homem tentou alcançar a verdade através do dogma, a ideia atrofiou, e o tempo, para ele, estagnou. O dogma é a transformação da ideia – o que seria fecunda e libertadora – transforma-se em coisa morta ou nos leva à escravidão.

Mais uma vez o homem sábio precisa de toda a sua coragem para fugir da tentativa irracional que se interpõe no caminho de seu aperfeiçoamento. Ele sempre obterá recompensas e logo descobre que a verdade e a virtude estão associadas com a beleza, que propicia a harmonia, o equilíbrio e a consistência.

Não existe maior prazer do que a paz interior, a convivência fraterna e o diálogo iluminador.

Nos postulados de nossa Ordem estão assentes os valores da fraternidade e da tolerância como forma de aperfeiçoamento.

Por isso a preciosidade do ensino simbólico. Em seu conteúdo, os símbolos para serem desvendados; imagens que sugerem o despertar dos sentidos, no princípio, intuitivamente; ao longo do tempo será completado intelectualmente.

As imagens do Templo, as alegorias e as cerimônias se tornam sinais para aqueles que conseguem penetrarem seus múltiplos significados.

A educação simbólica por não ser dogmática, possibilita-nos múltiplas visões e criação de novas interpretações, contribuindo, assim para a realização da grande obra.

Conheça a si mesmo e pratica a virtude. Esse convite a uma vida bela resume a essência do pensamento filosófico. Isso também é obrigatório para guiar a vida ética e intelectual do homem sábio.

Autor: José Airton de Carvalho

Zé Airton é Mestre Instalado, membro da ARLS Águia das Alterosas – 197 – GLMMG, Oriente de Belo Horizonte, presidente da Escola Maçônica Mestre Antônio Augusto Alves D’Almeida, membro da Loja de Pesquisas Quatuor Coronati Pedro Campos de Miranda, e um grande incentivador do blog.