Maçonaria hoje: o antigo e o moderno

Desvendamos todos os segredos e tradições da maçonaria em Jaraguá do Sul

A maçonaria é uma instituição que tem bases antigas e, ao mesmo tempo, gera modernidade. Pode-se dizer que é um atanor onde o antigo e o moderno, se relacionam de uma maneira harmoniosa e natural, baseadas, essas relações, em leis universais que a mente estudiosa, observa, estuda e aprende a usar para a glória do Grande Arquiteto do Universo e para o bem da humanidade. Essas bases antigas, normalmente, se sustentam sobre os chamados bons costumes, assim como sobre as normas que, desde tempos remotos, permitem a convivência entre os seres humanos, sua evolução e desenvolvimento, dentro da maior harmonia, além das diferenças que existem entre todos, incluso, em relação com o ambiente que lhes rodeia.

É assim como, ao longo do tempo, seus membros, indistintamente de sua oficina, rito, idioma, cultura, educação acadêmica e idade, vão criando obras ao serviço dos seres humanos, indistintamente do tempo e o espaço. Obras em quase todas as atividades, desde as ciências até a filosofia. Não há uma atividade relacionada, como as chamadas ciências e artes liberais, que não há sido tocada pela mão, mente e coração de um maçom. Todos os desenvolvimentos, em todas as áreas, estão relacionados ou são produto dos aportes que esses maçons deram à humanidade, juntando o antigo com o moderno em cada uma dessas obras, da forma como a maçonaria ensina, como uma Arte Real, onde o justo e o perfeito se enlaçam, se fundem, se combinam, mostrando as maravilhas produzidas pela harmonia dos elementos que existem tanto acima como embaixo.

Conhecer e dominar isso é parte do trabalho maçônico universal que, nestes tempos, deveria ser parte fundamental em cada oficina. Esse processo de relacionamento entre o antigo e o moderno deve partir do conhecimento das bases fundamentais e da prática delas no dia a dia, em cada circunstância, em cada momento, em cada lugar. O maçom de hoje, com toda a modernidade a sua mão, tem que proceder a preservar essas bases, da mesma maneira que deve proceder a modernizar os resultados.

As antigas maneiras de corromper uma pessoa como a uma sociedade, que hoje destroem nossas repúblicas, podem ser reduzidas a quase zero aplicando princípios muito antigos. Não vamos a inventar a água, mas podemos criar as condições para preservar suas fontes. Não vamos a inventar a amizade, mas podemos manter as condições para que ela se mantenha na cultura da humanidade. Não vamos a inventar a honestidade, mas podemos aprofundar suas bases para que ela seja parte cotidiana na vida das pessoas. Não vamos a inventar a justiça, mas podemos fazer que ela seja a norma da sociedade humana. Não vamos a inventar a liberdade, mas podemos fortalecer a verdade para que ela exista em todos. Não vamos a inventar o princípio da igualdade, mas podemos fazer que esteja na mente e corações de todos para poder ser aplicado sempre. Não vamos a inventar o sistema do respeito, mas podemos educarmo-nos nele e assim viver por sempre. Não vamos a inventar a propriedade, mas podemos defender esse direito natural e fazer proprietários a todas as pessoas. Não vamos a inventar a segurança, mas podemos transmitir e dar a mesma uns aos outros e desfrutar de seus benefícios. Não podemos a inventar o antigo sistema filosófico e político chamado a república (a coisa pública), mas podemos modernizar as condições dela, construindo-a dia a dia da forma como foi criada, para servir aos cidadãos, dentro da antiga lei do amor e do cumprimento dos nossos deveres, esses que temos para com Deus, para com nossos semelhantes e para com nós mesmos. Para a maçonaria de hoje e sempre, o antigo e o moderno podem coexistir e conviver. Se alguma coisa deve ficar para trás, são aquelas que prejudicam a espécie humana e a sua natureza divina, que separam o criado de seu criador, que geram sofrimentos e miséria na humanidade e frustrações em vez de esperanças.

Autor: Henry Díaz M.

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A Maçonaria é ainda relevante?

Por uma Igreja Relevante | Cetem – SOU

A questão de se a Maçonaria ainda é relevante em nossa sociedade em constante mutação é frequentemente colocada em fóruns maçônicos e por profanos. Isso indica que é de importância a muitos, a maioria Irmãos. Além disso, a questão é frequentemente colocada quando se discute as condições nas quais nossas Lojas estão atualmente; talvez até mesmo um desespero ante o que parece ser o futuro da Maçonaria. Na minha opinião, esse é um aspecto um tanto limitado de “relevância,” isto é, a habilidade de contribuir positivamente à solução dos problemas ou entraves defrontados pela Maçonaria e pelos Irmãos, como tais, em suas vidas diárias.

O dicionário Webster define “relevante” como:

“Etimologia: Latim medieval relevant-, do latim, particípio presente de revelare alçar. 1. Ter suporte significativo e demonstrável no assunto em questão 2. Suprir evidências tencionando provar ou desprovar qualquer assunto em debate ou sob discussão <testemunho relevante> 3. Ter relevância social 4. A qualidade ou estado de ser relevante; pertinência; aplicabilidade.”

Para os propósitos deste trabalho, eu enfatizaria as últimas duas definições. Apesar de tudo, queremos nos certificar de que o que fazemos vale nossos esforços!

Tentarei lidar com essa questão principalmente de seus aspectos morais. No entanto, seria quase impossível apresentar um tratado completo em artigo. Uma discussão completa necessita provas de toda alegação ou opinião, o que está além do escopo de minhas presentes reflexões. O que permanece é um esforço para apontar brevemente diversos ângulos possíveis de “relevância” e deixar para os leitores desenvolverem essas questões.

Quando discutindo a “relevância” em nossas vidas de sermos maçons, devemos distinguir entre quatro aspectos principais:

  • A Maçonaria é relevante para minha vida diária?
  • Outras pessoas consideram o fato de eu ser maçom como afetando minhas atitudes e ações, o que prova sua relevância a mim?
  • Tem a Maçonaria, como uma organização, qualquer relevância às sociedades atuais, da forma que ela existe?
  • A sociedade considera nosso corpo maçônico como relevante para resolver os problemas presentes ou futuros da sociedade humana?

No texto a seguir tentarei lidar apenas com o primeiro aspecto acima. Parece-me que aquilo que as outras pessoas pensam acerca de nós como maçons ou de nossa organização não causa dúvidas sobre nossa relevância entre irmãos. Somos nós quem temos de nos convencer de que pertencer à Maçonaria é de valor para nós como indivíduos.

A maioria de nós nos defrontamos com expressões de dúvidas ou mesmo de ridículo quanto à Maçonaria. Às vezes, podemos também duvidar da relevância de nosso Ofício Antigo à nossa célere e mudadiça sociedade. Quando usamos a frase “um peculiar sistema de moralidade”, consideramos os ensinamentos morais de nosso sistema como relevantes para nossas vidas e para os julgamentos morais que temos de fazer, ou é tudo passeé? A fim de responder essas questões, devemos voltar aos nossos ancestrais, que se encontravam para espiritualizar ou moralizar, como costumavam chamar seu filosofar. Parece que nós temos de nos fazer quatro perguntas:

  • A necessidade de socializar do homem com os outros mudou?
  • A necessidade de sentimentos fraternais próximos deu completamente lugar à necessidade apenas de conquistas pessoais?
  • A necessidade de se discutir ou ponderar sobre questões morais deixou de existir?
  • Todas essas mudanças necessitam de uma alteração de nossos princípios morais?

Vamos tentar examinar essas quatro questões.

A necessidade do homem de socializar

Quanto à primeira pergunta, espero que você concorde comigo em que a necessidade do homem de socializar certamente não desapareceu. Os motivos podem ter mudado, talvez os propósitos para socializar com os outros servem para outros fins também, mas a necessidade real do indivíduo ainda existe. O homem continuou um animal social e, a despeito dos meios de comunicação modernos, ainda precisamos de contato humano direto.

Ao mesmo tempo, devemos entender que as implicações da ênfase de sermos uma fraternidade, de reter relações fraternais. Sem uma longa discussão de significados sociológicos, pode-se seguramente dizer que tal relacionamento é baseado em um laço emocional. Jaz na esfera das inter-relações familiares e apenas pode existir quando há envolvimento pessoal. Quando encontramos um estranho pela primeira vez, todos sabemos o que sentimos assim que descobrimos que esse estranho é um Irmão. Pense em quanto logo nos abrimos um para com o outro, trocando experiências. Em minha visão, isso é uma prova da importância que vinculamos ao pertencer à nossa fraternidade antiga e ao seu sistema de princípios morais.

Competitividade versus fraternidade

Sem dúvida, nas democracias modernas ocidentais vivemos em uma sociedade competitiva, uma sociedade orientada à conquista. Espero que concorde comigo em que esses aspectos de nossa vida moderna não anulam, de modo algum, nossa necessidade de socializar. A sociedade moderna fez-nos mais competitivos e com uma necessidade clara de provar a nós mesmo aquilo que fazemos. No entanto, devemos nos perguntar se conquistas pessoais se tornaram, em todos os casos, mais importantes do que o contato (emocional) pessoal. Tornou-se predominante em nossas atividades diárias, sobrepassando todo o resto? Em minha visão, a resposta é: NÃO. Ainda temos a necessidade de nosso lugar.

Ao mesmo tempo, devemos entender que quando usamos o termo “Irmão” queremos dizer uma ligação emocional, típica de grupos pequenos como nossa célula familiar. Sem investigar exaustivamente as teorias sociológicas acerca de grupos pequenos[1], espero estar sendo claro a todos, por suas experiências pessoais, que, em tais grupos sociais pequenos, forças aumentando a coesão são entendidas como legítimas e devem ser reforçadas, enquanto que a competição dentro de tal grupo pequeno é considerada ilegítima e é fortemente censurada. Não só é considerada ilegítima, mas também origina antagonismos emocionais muito fortes. Segue que, tão logo haja duras competições entre irmãos dentro de uma Loja, elas originarão reações emocionais muito fortes. Pode-se reduzir uma Loja a migalhas. Uma característica típica de grupos pequenos é que eles são monolíticos e não permitem diversidade. Em oposição a isso, nossa sociedade moderna é baseada na diversidade. Por que motivo pregamos tolerância e moderação? Certamente esperamos que os irmãos deixem seus antagonismos do lado de fora das portas da Loja, para que se conserve a harmonia.

Do que eu acabei de dizer devemos perceber que aí existe uma tensão inerente entre nossa competitividade e nosso comportamento orientado à conquista fora da Loja e o envolvimento fraterno entre nós como Irmãos na Loja e como maçons.

No mais, ela pode indicar porquê competições dentro de nossas Lojas frequentemente originam tensões fortes e porquê é oposta ao que consideramos relações fraternas.

A necessidade de se discutir assuntos gerais

Apesar de nos comprometermos não discutir política e religião (fé) nas Lojas, parece-me que a troca de visões acerca de questões morais é ainda uma necessidade do homem moderno. Pode até ser uma das atrações da Maçonaria. Moralizar, como nossos ancestrais o fizeram.

O que parece a mim ser de extrema importância é que entramos em uma Loja, e na Maçonaria, para satisfazer outras necessidades. Um neófito Iniciado geralmente sente que ele tem oportunidades suficientes para competir fora da Maçonaria e da Loja. Parece que quando tudo é dito e feito, depois de cuidarmos de nossas necessidades materiais, depois de garantirmos todas as nossas necessidade pessoais e familiares, ainda precisamos satisfazer nossas necessidades sociais e espirituais. É isso que temos como objetivo atingir nos tornando irmãos desse laço místico. Tornando-nos Maçons.

Em minha visão, um dos fatores influenciando a força ou a fraqueza da Maçonaria hoje é nossa percepção de que devemos satisfazer essa necessidade ou fazer perder o interesse de muitos Irmãos jovens. Aqueles que vêm buscando relações intelectuais – pelo menos como fator adicional – desapontar-se-ão e logo saem. Esse é o motivo pelo qual considero satisfazer as necessidades intelectuais como uma parte importante de nossas Lojas.

Devemos mudar nossos princípios de moralidade?

Vamos nos voltar à questão de princípios morais e se eles, também, mudam rapidamente no ritmo em que sociedade moderna muda. Começemos concordando que não apenas a sociedade humana muda ao longo do tempo, mas que o grau de mudança aumentou imensamente, criando novas condições e novos problemas. A situação a qual chamamos de “A Vila Global,” com seus meios modernos de comunicação, sem dúvida mudou muitos aspectos de nossa vida. Entretanto, espero que concorde comigo em que os princípios básicos de moralidade permaneceram inalterados, mesmo que suas utilizações possam ter mudado ao longo do tempo.

Consideremos dois exemplos. A questão da igualdade é o primeiro princípio que vem à minha mente. No século XVIII, “todos os homens nascem iguais” significava apenas a nobreza. Então, se incluiu a burguesia e, finalmente, todos os homens foram incluídos, apesar de mulheres não serem consideradas “iguais”, foram as últimas a ser incluídas.

É mais provável que nós fomos os originadores do direito à autodeterminação, que se tornou lentamente aplicável aos direitos nacionais no século XIX e seguinte, e o direito das nações influenciaram a questão das minorias e de seus direitos. Como podemos ver, o princípio começou aplicável apenas a uma parte da sociedade e lentamente se ampliou para englobar todos os seres humanos.

Esses são apenas dois exemplos. O princípio da igualdade fora discutido em Lojas maçônicas e adotado por reformistas sociais. Começou com a igualdade de direitos (políticos e judiciais), mas é agora aplicado como igualdade de oportunidades a todos, sem considerar raça, religião e sexo. A ideia do estado de bem-estar social é uma descendente direta dos princípios morais adotados primeiramente por maçons. Agora, como maçons que se “encontram no nível,” acreditamos que ele se aplica apenas a nossos irmãos, ou aceitamos a aplicabilidade mais abrangente do princípio da igualdade?

Como maçons, temos algo a dizer sobre a desigualdade na sociedade fora de nossa Loja? Temos o que dizer sobre abusos dos direitos da minoria? Isso não é relevante para nós como cidadãos?

Espero que concordem comigo em que o que acabamos de dizer significa que a necessidade de se discutir questões morais com os outros permaneceu inalterada. Eu dou um passo mais além e digo que há uma necessidade de se avaliar constantemente os princípios de si mesmo e os ajustar quando necessário para novas situações. Em outras palavras: quando falamos do princípio do governo da maioria, também predominante na Maçonaria, estamos na verdade discutindo princípios morais maçônicos que tipificam qualquer sistema democrático de vida. É a necessidade constante de um cidadão democrático conferir os limites de sua liberdade contra aqueles do seu próximo; os direitos dele contra aqueles de outros; os limites que devem ser colocados sob o governo da maioria. Então, também aqui, devemos concluir que os princípios de nosso “peculiar sistema de moralidade” ainda são válidos como o eram há décadas. Nosso sistema é “peculiar” no modo pelo qual é ensinado através de símbolos e alegorias. Essa é a única peculiaridade de nosso sistema.

Então, a Maçonaria ainda é relevante?

O que foi escrito acima tem alguma relação com a Maçonaria? Tudo! A Maçonaria é um sistema de moralidade que nos ajuda a nos reformar de acordo com princípios morais ideais. Fazer o que Sócrates chamou de “viver a boa vida”, significando: a única vida que vale ser vivida, uma vida de acordo com os princípios morais de si mesmo. Temos todos sucesso? Certamente não! Sendo seres humanos normais – pelo menos espero que sejamos -, temos nossas fraquezas humanas. Nem sempre conseguimos o que esperamos, mas ao menos nos empreendemos a tentar chegar o mais próximo a esse objetivo. Não é melhor assim, mesmo se somente um pouco?

É interessante que a Maçonaria floresce em sociedades na quais homens têm crenças arraigadas e um senso de compromisso. Uma atmosfera na qual alguém tem como seu dever lutar pelas causas nas quais ele acredita. A Maçonaria não pode florescer em uma sociedade na qual haja uma atmosfera de apatia devido à visão de que nada pode ser feito para alterar injustiças, nem da qual o homem se sinta alienado.

Deve-se talvez perceber que novos movimentos de extremistas políticos e religiosos, de fundamentalismo, têm crescido por todo o globo e estão tentando obter supremacia. O que nós, como maçons, temos a dizer sobre isso, baseado em nossos princípios morais?

Preciso dizer mais? Parece-me que em toda sociedade moderna a Maçonaria pode contribuir para uma melhor atmosfera social e uma maior sensibilidade às necessidades de todos os membros dessa sociedade. Especialmente os fracos e os necessitados. Como maçons, devemos nos orgulhar disso.

Como organização, nós nos abstemos de nos envolver em assuntos políticos e religiosos, mas maçons – como pessoas físicas – são parte de uma fraternidade internacional de homens que expressaram seu compromisso com certos princípios morais e com sempre os conservar, de homens que poderiam influenciar a sociedade dando bons exemplos. Não pregamos nem damos publicidade a nossas contribuições. Por outro lado, empreendemo-nos em nos certificar e recertificar constantemente, e tentar ser dignos do título “homo sapiens”.

Estamos prontos para ser – ao menos em parte do tempo – mais atenciosos com os outros e mais críticos de nós mesmos, e não dos outros? Nossa própria vida se tornará mais rica como resultado de sermos maçons em ações e em pensamentos?

Bem, deixo para que cada um de vocês reflita sobre isso.

Autor: Daniel Doron
Traduzido por: Rafael Rocca dos Santos

Fonte: Bibliot3ca Fernando Pessoa

Nota

[1] – Ver qualquer livro sobre pequenos grupos sociais, em particular as obras de Emile Durkheim.

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Episódio 58 – O mito de Tântalo

(music: Slow Burn by Kevin MacLeod; link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4372-slow-burn; license: https://filmmusic.io/standard-license)

Não é de hoje que o homem aspira a mais perfeita e elevada purificação. Como outrora, religiosos ferrenhamente devotados empreendem uma luta interior buscando alcançar o Olimpo, atingir o nirvana ou vivenciar o paraíso na terra.

O mito grego do rei Tântalo desvela a ambição de um mortal que, não satisfeito em ser notoriamente o “predileto dos deuses”, almeja transmutar-se num “deus” propriamente, incorrendo num erro brutal.

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Episódio 57 – Maçonaria, uma escola de vida!

(music: Slow Burn by Kevin MacLeod; link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4372-slow-burn; license: https://filmmusic.io/standard-license)

A Maçonaria sempre se colocou a favor da liberdade, contrária a qualquer tipo de opressão que sonegue ao ser humano o direito de pensar. Mas, como exige de seus adeptos uma vida íntegra, ela sabe que o melhor ensinamento que os maçons podem oferecer reside no exemplo oferecido por cada pedreiro livre. É aí que valorizamos o entendimento de Cícero: “Sou livre porque sou escravo da lei!”

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Disciplina

Reprogramação Mental - DISCIPLINA - YouTube

Não é no medo que assenta a disciplina: é no sentimento do dever. (Rui Barbosa)

Disciplina é a mãe do êxito. (Ésquilo)

A disciplina é a doutrina e instrução de uma pessoa, especialmente no campo da moral. O conceito também é usado para fazer referência à arte, à faculdade ou à ciência, bem como ao próprio instrumento de castigo (o chicote ou a régua, caídos entretanto em desuso e abolidos). No âmbito militar e eclesiástico, a disciplina é a observância (cumprimento/respeito) das leis e nos ordenamentos da profissão.

A disciplina tem fixação no conjunto de regras e normas que são estabelecidas por determinado grupo, embora possa se referir ao implemento de responsabilidades específicas de cada pessoa.

Exemplificando quanto grupo social: vamos descobrir um conjunto de normas e regras de conduta, que variam de acordo com os seus preceitos.

Deste modo, com enfoco na sociedade: a disciplina ainda representa a boa conduta do indivíduo, ou seja, a característica da pessoa que cumpre as ordens existentes na coletividade.

Indo além, anotamos o significado de disciplina no trabalho ou em atmosfera religiosa, por exemplo, são diferentes, visto que para cada parte as regras e comportamentos costumam variar, de acordo com aquilo que consigam ser considerada de maior importância.

Segundo o Pequeno Dicionário Enciclopédico Koogan Larousse:

Disciplina s.f. O conjunto dos regulamentos destinados a manter a boa ordem em qualquer assembleia ou corporação; a boa ordem resultante da observância desses regulamentos: a disciplina militar. / Submissão ou respeito a um regulamento. / Cada uma das matérias ensinadas nas escolas: é professor de duas disciplinas.

A disciplina é uma palavra que tem a mesma etimologia da palavra “discípulo”, que significa aquele que segue.

Segundo o Dicionário “online” Priberam de Português:

Discípulo – s. m. Pessoa que recebe instrução (em relação a quem lhe dá); aquele que aprende (aluno, Secretário) ou aquele que segue as doutrinas de outrem.

Em filosofia significa o conjunto de conhecimentos metódicos ou regra de conduta a disciplina dos costumes e é aplicada às organizações e as pessoas.

Decorrido sobre o tema do “título” registro a indisciplina como o oposto, quando há a falta de ordem, regra, comportamento ou de respeito pelos regulamentos.

NA MAÇONARIA

A disciplina constitui em uma rígida e irrestrita observância às normas, às Constituições, aos Landmarks, aos Regulamentos, às Obediências e às autoridades.

Sem disciplina nenhuma organização ou entidade domina seus interesses. Porque a indisciplina gera um grave mal, a exemplo da anarquia a qual combatemos, por produzir o caos. A indisciplina anda em voga no meio político: “quanto pior melhor” porque atende a seus méritos.

Originando de que a disciplina é irmã gêmea da liberdade, quando a usamos como direito, ou seja, o direito agindo para que a manifestação de liberdade seja garantia de todos. Essa afirmativa produz efeito quando se consegue respeitar os direitos alheios; que é diferente da liberdade pessoal, conseguida pela deferência espontânea das normas previamente estabelecidas e da obediência às autoridades constituídas.

O cidadão que pretende viver em sociedade, leva para seu convívio um dos deveres essenciais. A disciplina; sinalizada por juramentos, estudos, posturas, segurança nas determinações e ações; sob pena de, não o fazendo, gerar no grupo: dissabores, desentendimentos, egoísmo, divisões e não conseguir transmitir a paz nem a harmonia, tornando-se assim, um cidadão que não inspira segurança a seus companheiros.

Tomemos para nossas vidas, um exemplo de autodisciplina, a do artista. Sua arte se expressa pelo rígido método de disciplina, que espontaneamente impõe a si próprio, dentre outros; o de dormir, de meditar, de buscar inspiração e no tratar com a natureza, completado pelos instrumentos que utiliza: o pincel, a caneta, as chuteiras e os dedos. Pois, sem este cuidado disciplinar ele nunca passará de um artista mediano, de um péssimo sonhador.

Na sociedade em geral, quando aceitamos o convite para ser iniciado na Ordem Maçônica imaginamos uma gama de normas próprias a que seremos submetidos a cumprir; e quando aceitos, prometemos cumprir, através de juramentos, e preceitos outros que formarão o caráter e a moral do cidadão/irmão.

Portanto, sem a disciplina maçônica, a busca da perfeição correrá por trilhos difíceis de se alcançar. É fato que necessitamos de orientações escritas, bem como: dos conceitos orais ministrados pelo corpo de instrutores das Lojas Maçônicas.

NA PANDEMIA

Historiamos que saímos das reuniões presenciais para as virtuais. Consequências que deixaram um gigantesco grupo de irmãos inconformados com a proibição; não podendo se reunirem nos Templos Maçônicos.

Contanto, a maçonaria praticada nos dias atuais “no campo virtual”, tem alcançado um desenvolvimento importante quando o produto final: é a busca do “conhecimento”.

Evento que, os protocolos decorridos dos Órgãos (Governamentais, Estaduais e Municipais) determinaram normas e deveres, com um leque de procedimentos sanitários a serem cumpridos pelos corpos Administrativos das Potências Maçônicas.

Anotamos aqui importantes dificuldades no cumprimento da execução deste protocolo, que traz à tona o dever de cumprir as normas elencadas, mantendo uma correta disciplina.

Alterações foram necessárias. Aditamos uma quantidade de irmãos de nossos relacionamentos, que conseguem através dos sistemas eletrônicos “Lives Maçônicas” palestras/estudos da maçonaria no país e exterior.

Enfim, afirmo que este “novo sistema” vinculará a maçonaria brasileira a buscar novos modelos de administrar e de desenvolver a cultura maçônica.

Assim sendo, ficam assinalados que: os irmãos atuais (minoria) estabeleceram regras de atração pelo conhecimento -, com foco nas palestras, estudos e seminários (virtuais); realizados pelas Potências e Lojas Maçônicas no Brasil e países outros.

Contente pelo o desenvolvimento da maçonaria (atualmente) -, porém apreensivo sobre os demais irmãos, que não concordaram com a evolução existente “sem volta” -, para muitos deles, a maçonaria se pratica nos Templos Maçônicos.

Apresento pretextos a vistas: construímos uma lacuna para o desenvolvimento da desmotivação, que geram, às vezes, na consciência dos irmãos a vontade latente de deixar a Ordem.

Comento que são poucas as Lojas Maçônicas que estão se reunindo, ficam no anonimato “alimentando as esperanças de logo voltarem as reuniões presenciais” – logo, não desempenham “estes” os sólidos compromissos, morais, éticos e disciplinares. Descontinuando os ensinamentos que norteiam a nossa Instituição.

CONCLUSÃO

O trabalho particulariza com clareza que ser disciplinado é fundamental em diferentes aspectos da vida dos indivíduos que vivem ao redor do mundo, pois sem essa “disciplina” os indivíduos não seriam capazes de colocar seus projetos em práticas, lutar para cumprir desafios e buscar novos limites em todas as áreas da vida. Finalizando evidencio que sem disciplina no incremento da obediência as leis e regras, o diálogo da coletividade seria muito mais complexo sobre os tratados organizacionais de interação entre os indivíduos.

Autor: José Amâncio de Lima

Amâncio é Mestre Instalado da ARLS Estrela de Davi II – 242 – GLMMG, Oriente de Belo Horizonte, membro da Academia Mineira Maçônica de Letras, delegado da 1ª Inspetoria Litúrgica do REAA de Minas Gerais e, para nossa alegria, também um colaborador do blog.

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Episódio 52 – Somos pó e em pó nos tornaremos

“Tu és pó e em pó te tornarás”; embora esta frase não seja recente e nem teve como signatário nenhum filósofo ou pensador carente de perdão Divina, nós a renegamos ou pelo menos não a abstraímos além de sua magnífica força expressiva. Esta frase milenar está grafada e é exposta na Sala de Reflexões, antes que façamos o nosso juramento de aceitação e ingresso na Ordem Maçônica, exatamente pela força que ela representa no ciclo nascimento vida e morte. (music: Slow Burn by Kevin MacLeod; link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4372-slow-burn; license: https://filmmusic.io/standard-license)
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Episódio 47 – A Fraternidade

Nenhuma instituição humana oferece oportunidade para a prática da fraternidade como a Maçonaria. No entanto é preciso que o maçom tenha consciência do papel que deve desempenhar, quer na sua Loja, no seio de sua família, no seu trabalho ou onde se encontrar, agindo como verdadeiro artífice na consolidação da fraternidade. (music: Slow Burn by Kevin MacLeod; link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4372-slow-burn; license: https://filmmusic.io/standard-license)
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Episódio 39 – Iniciação na prática

A humildade muitas vezes procede da razão como vestimenta ou capa de proteção. Já ouvi dizer que a maior das vaidades está sob essa capa de humildade e pode irromper, como uma fera, a qualquer instante e à menor provocação. Por outro lado, a modéstia é decência, compostura, moderação e sobriedade, especialmente no falar.  (music: Slow Burn by Kevin MacLeod; link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4372-slow-burn; license: https://filmmusic.io/standard-license)
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Episódio 34 – Maçonaria: uma estrela que brilha em silêncio

Sem sombra de dúvida, nenhuma organização é tão fascinante e ímpar quanto a gloriosa maçonaria. Com a missão de tornar homens bons, melhores, ela conseguiu a proeza de permanecer intacta às intempéries da vida, mantendo-se firme como os preceitos que a impulsionam. (music: Slow Burn by Kevin MacLeod; link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4372-slow-burn; license: https://filmmusic.io/standard-license)

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Episódio 31 – Caminhos da liberdade

A Maçonaria nos tem ensinado que a liberdade é a melhor forma de se estar em paz com a consciência. Não importa o “status” social da pessoa, ou sua condição financeira, ou ainda, a sua ideologia político/partidária. Ensina-nos que a “liberdade” gera o equilíbrio emocional e a mais completa paz de espírito, que permite serem coordenados nossos atos e ações, isentos de sectarismo, de vício e de paixões.  (music: Slow Burn by Kevin MacLeod; link: https://incompetech.filmmusic.io/song/4372-slow-burn; license: https://filmmusic.io/standard-license)

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